Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista
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28/11/2018 21:50:08 (#588) - Palestras, exposição e muitas escaladas no Cuscuzeiro, em Analândia

Há alguns meses recebi um convite do Alexandre para dar uma palestra de macrofotografia no 2o. evento Analândia - Cidade Fotográfica e a primeira coisa que veio a cabeça foi: escalar no Cuscuzeiro!

Conversamos, vimos se seria viável (tanto para ele quanto para mim) e, no final, acabamos fechando duas palestras: uma de macrofotografia, no dia 17 de novembro, e outra de fotografia no montanhismo e na escalada, dia 18, além de uma exposição com algumas das minhas fotos feitas com a técnica de empilhamento de imagens.

Sendo assim, no dia 16 de novembro a Lorena e eu pegamos estrada de Bragança para Analândia, onde chegamos no começo da tarde, indo direto para o Cuscuzeiro, para nosso primeiro dia de escalada. Nesse dia aproveitando para nos "aclimatar" com o arenito entramos em umas vias mais tranquilas, curtindo a "maciez" daquela rocha (com agarrões, negativos e ainda assim, com aderência).

Saindo de lá demos uma passada no local onde seriam as palestras para eu "me achar na cidade", no centro, por pura coincidência encontramos o Werter (amigo de infância da Lorena), jantamos na praça em um trailer (uma comida japonesa gostosa, mas quase do tamanho de um copo descartável de cafezinho de tão pequena) e, à noite estávamos hospedados no Orquidário Tico e Teco, onde ficaríamos hospedados pelos próximos dias (e onde foi minha exposição fotográfica, dentro de sua estufa principal).

No dia seguinte acordamos cedo, tomamos nosso café da manhã (aproveitando o evento "Café com orquídeas") e seguimos então, mais uma vez, para o Cuscuzeiro (a menos de 5 minutos de onde havíamos ficado). Por lá mais um dia de escaladas e agora, além de "brincar" nas vias negativas, mas com agarrões, pude "brincar+sofrer" um pouco em dois 7a, um deles que só tem essa graduação por causa da saída-mais-que-estúpida (via A Insaciável) e depois fechar o dia na clássica "Sunday Bloody Sunday" (se for escalar no Cuscuzeiro peça o guia direto com o Rodrigo Genja em https://queroescalar.com.br/guia-completo-de-escalada-do-cuscuzeiro/.

Logo na saída um almoço no local, depois uma pausa para descanso e banho no orquidário e, no final da tarde, depois de um lanche-janta (com direito a várias degustações em eventos no centro de Analândia) dei minha palestra sobre macrofotografia, com cerca de 2 horas de duração (e possivelmente minha última palestra). A fotografia está tão valorizada que uma palestra que custava R$ 30,00 para o participante - se ele não tivesse comprado na promoção com 50% de desconto - ficou quase vazia, com umas 8 pessoas (mas minha parte fiz e foi gostoso falar de macro, equipamento, linguagem, arte etc etc etc).

À noite, de volta ao orquidário, uma merecida noite de sono (nesse dia havíamos comprado "cobrinhas" para espantar um pouco os pernilongos) e, no dia seguinte, de manhã, minha outra palestra, agora sobre fotografia no montanhismo e na escalada, já que cursos de escalada é um dos meus trabalhos "mais oficiais" (conheça meu site climbing).

Nessa outra palestra, gratuita, além da organização tinham umas 6 pessoas, sendo que 3 delas eu tinha conhecido e convidado no dia anterior, enquanto a Lorena e eu escalávamos no Cuscuzeiro (ou seja, eram escaladores)... Isso só confirma mais ainda uma coisa que eu já tinha certeza e que é o motivo de eu ter parado de dar cursos, palestras, workshops há alguns anos: estupidez insistir no ensino de temas de fotografia que precisam de estudo e que são principalmente foto autoral! As pessoas só querem foto de "newborn", "trash the dress", "wedding", os mais-que-na-moda drones e qualquer outro nome bonitinho-gringo-estúpido que possam vender para clientes que querem fotinhas da moda e que tenham "receita barata" para serem feitas, sem precisar de estudo (afinal, estudar foto para que se a maioria só é "profissional" de final de semana mesmo, não? Trouxa sou eu com uma pós-graduação em foto e por gostar de discutir imagem, arte, filosofia da fotografia etc.).

Mas, ignorando tudo isso (a falta de público interessado nos temas que eu gosto), a viagem foi muito legal! Dei as palestras da maneira que sempre fiz (dando o meu melhor), durante as palestras me diverti muito (gosto de mostrar minhas fotos, falar sobre elas e ensinar) e, na hora do almoço estávamos em um restaurante comendo para, em seguida, pegar estrada de volta para Bragança (nem que aguentássemos escalar nesse dia poderíamos: choveu!).

De volta à Bragança cuidamos do gato Elbrus e fomos então passar uns dias em São Paulo, na casa da minha mãe. Agora estamos de volta em casa, aproveitando os dias para escrever mais um livro que espero lançar esse ano (agora sobre o uso das calculadoras hp Prime, que ensino em vídeo cursos que ofereço pelo hpclub do Brasil (além de varrer folha, reorganizar mudas de árvores, limpar telhas onde tinha goteira...) e, hoje, uma quarta-feira de escaladas no Visual das Águas, do "lado" de casa (e amanhã tem mais). ;-)

Algumas fotos de Analândia (fotos do local e algumas em infravermelho) em Escaladas no Cuscuzeiro - Analândia.

Enviado por Tacio Philip às 21:50:08 de 28/11/2018



14/11/2018 22:06:46 (#587) - Livro Os quase 35 pontos mais altos do Brasil: histórias sobre a escalada de 31 deles e porque abandonei o projeto

Livro: Os quase 35 pontos mais altos do Brasil
histórias sobre a escalada de 31 deles e porque abandonei o projeto
por Tacio Philip Sansonovski

Já pratica montanhismo ou tem vontade de iniciar? Sabia que no Brasil existem muito mais picos para subir do que a maioria das pessoas conhecem?

Neste livro eu conto histórias sobre como foi minha primeira escalada (e também algumas repetições e outros casos) a 31 dos 35 pontos mais altos do Brasil, de acordo com tabela publicada no anuário estatístico do Brasil, pelo IBGE.

Nela aparecem os muito famosos e procurados Pico das Agulhas Negras, Pedra da Mina, Pico da Bandeira, Pedra do Sino, mas também os tão desconhecidos ou ignorados Pico da Cabeça de Touro, Pico Maior de Friburgo, Morro da Cruz do Negro, Pedra Furada e muitos outros.

Os principais acontecimentos foram entre 2000 e 2010, mas conto também diversas histórias sobre repetições e fatos interessantes que aconteceram no local, sobre meu aprendizado, evolução até chegar a histórias recentes, deste ano.

Além disso, conto como essa busca por esses picos se tornou um projeto e porque, depois de alguns anos esperando "boas notícias" dos órgãos ambientais, o abandonei quando divulgaram as novas regras para visitação a um dos seus picos (além de manter outras proibições).

Se você quer saber mais sobre as possibilidades para montanhismo no Brasil, ou simplesmente curtir várias histórias de desafios, perrengues e conquistas que mostram claramente como foi minha evolução na busca de montanhas, procure um local confortável e tenha uma boa leitura!

Peça o seu direto na editora.

Descrição

Apesar do Brasil ser um país conhecido pelo seu litoral, muitas pessoas preferem enfrentar longas subidas, às vezes durante dias, carregando peso, passando frio, em um relevo acidentado do que simplesmente curtir o conforto e clima ameno, com uma cervejinha e camarão, em uma praia.

Este livro traz, de uma maneira descontraída e agradável, diversas histórias sobre minha escalada a 31 dos 35 pontos mais altos do Brasil (segundo o anuário estatístico do IGBE), além de muitas outras sobre meu retorno a esses picos, casos curiosos acontecidos no local e pensamentos sobre a evolução e aprendizado no ambiente outdoor.

Se você é praticante de montanhismo, escalada ou simplesmente gosta de natureza e de histórias sobre explorações, perrengues e conquistas, procure agora mesmo um local confortável e tenha uma boa leitura!

Dados técnicos

Número de páginas: 274
Edição: 1 (2018)
ISBN: 978-85-906386-2-9
Formato: A5 (148x210)
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Couche 90g

Peça o seu direto na editora.

Enviado por Tacio Philip às 22:06:46 de 14/11/2018



05/10/2018 11:03:52 (#586) - Livro Decifrando a calculadora hp 50g: do básico à programação (para engenharias/exatas)

Quem me conhece há bastante tempo sabe que um dos meus primeiros "trabalhos autônomos" foi dar curso de calculadoras hp, isso lá por volta de 97, quando tinha largado minha carteira assinada como analista químico (e que nunca mais seria assinada) e entrei na faculdade fazendo bacharelado em física, período diurno, na USP.

Nessa época, por ter feito técnico em química, eu já mexia com calculadoras científicas gráficas, mais especificamente a hp 48gx, há uns 3 anos. Na faculdade comecei a ver na teoria o que sabia resolver na prática na calculadora (cálculo integral e diferencial) e foi nessa época que comecei a dar cursos das calculadoras hp 48 na faculdade e em uma autorizada hp que existia em São Paulo, a J.Heger, fundando em 1998 meu site "comercial" mais antigo, o hpclub do Brasil - www.hpclub.com.br.

Os anos foram passando, na faculdade "migrei" para bacharelado e licenciatura em química, mas continuei trabalhando com cursos das calculadoras, sempre de olho nas novidades e passando pelas hp 49g, hp 49gII, hp 50g e mais recentemente a hp Prime (sem deixar de lado a hp 12c, que também aprendi a mexer para dar assessoria para dúvidas na mesma autorizada hp).

Teve épocas que dei mais cursos de calculadoras, teve época que dei menos, uma hora eram cursos presenciais em turma, outra aulas particulares ou em "pacotes fechados" em faculdades e, mais recentemente, lancei também Vídeo Cursos, podendo assim ensinar à distância quem não tinha como vir até São Paulo fazer o curso, nem me levar até sua cidade.

E junto aos meus cursos sempre forneci apostilas, tanto no curso de manuseio quanto de programação, que desenvolvi de acordo com o que achava importante ensinar, desenvolvendo um material muito mais direto, prático e com exemplos que os enrolados manuais das calculadoras hp (obs: quando estava para sair a hp 49g me contrataram para revisar a tradução do seu manual, e assim o fiz. Só que quando a mesma foi lançada tinham ignorado tudo que sugeri - mas tudo bem, escolha deles e recebi o pagamento assim mesmo).

Mas voltando ao tema apostilas, além de serem oferecidas aos alunos dos cursos presenciais elas eram vendidas pelo meu site. Hoje, com a possibilidade de impressão por demanda (sem precisar contratar uma gráfica para imprimir 1000 livros e ter um estoque para anos) pude então juntar tanto o material do curso de manuseio quanto de programação e lançar um livro, atualizado e completo sobre as calculadoras hp 50g (mas também compatível com os modelos 48/49).

Se você usa essas calculadoras e quer realmente entender sua lógica e como elas funcionam (não apenas decorar sequências de teclas para resolver problemas isolados, como são a maioria das "dicas" encontradas por aí) veja meu livro (que inclusive agora sai mais barato que as apostilas que eram vendidas separadamente). Já formei milhares de alunos nos meus cursos de calculadoras e sei exatamente as dúvidas que aparecem e para que precisam a calculadora, quem fez meus cursos (presenciais ou em vídeo) e usou meu material sabe a diferença.

Compre aqui o livro Decifrando a calculadora hp 50g
Adquira seu exemplar.

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Enviado por Tacio Philip às 11:03:52 de 05/10/2018



14/09/2018 11:45:53 (#585) - Travessia da Serra Fina 2.0 em 1 dia (com Tartarugão e Cabeça de Touro)

Depois de ter feito a Travessia da Serra Fina em 1 dia, em 2015, com o Leandro, e uma versão apimentada da Travessia da Serra Fina 2.0 (travessia com vários cumes extras), com o Juvenil e a Lorena, em Julho desse ano, chegava então a hora de juntar essas duas e fazer o que seria a Travessia da Serra Fina 2.0 (travessia "normal" + com cumes extras: Tartarugão e Cabeça de Touro) em um único dia.

Sendo assim, no dia 11 de setembro, o Leandro, Lorena e eu pegamos estrada à tarde rumo a Toca do Lobo, parando para acampar no "estacionamento" atual de quem vai fazer a travessia da Serra Fina.

No dia seguinte, 12 de setembro, véspera de eu completar 41 anos, acordamos por volta das 4 h da madrugada, preparamos sem pressa nosso café da manhã, terminamos de arrumar as pequenas mochilas com os suprimentos para o longo dia que estava por vir e, às 5h20, o Leandro e eu nos despedíamos da Lorena (que ficou encarregada de arrumar a bagunça que deixamos e nos resgataria no final) e começamos a caminhada, ainda no escuro, com as headlamps iluminando nosso caminho.

Poucos minutos depois chegamos à "Toca do Lobo", atravessamos o rio e começamos a subida de verdade. Com as pernas (e todo o resto do corpo) ainda frios fomos subindo, aquecendo, e aos poucos o céu e o caminho iam clareando até que, às 6h50, fazíamos nossa primeira pausa para lanche - o que fizemos a cada 45 minutos durante todo o dia - e para pegar água, na subida para o Alto do Capim Amarelo.

De volta a caminhada com o Sol aparecendo no horizonte e um mar de nuvens abaixo de nós continuamos a subida e, depois de mais uma breve pausa para lanche (que duravam entre 5 e 10 minutos), às 7h28 chegamos ao nosso primeiro cume do dia, o Alto do Capim Amarelo.

No cume mais uma pausa para lanche, assinar seu livro de cume e logo estávamos descendo pela sua outra face, passando pelo Maracanã, Morro do Melano até que chegamos à cachoeira vermelha, quase na base da Pedra da Mina, desviando da trilha normal para o Morro do Tartarugão, aonde chegamos às 10h26 para, mais uma vez neste ano, assinar seu recém colocado livro de cume (e cume inédito para o Leandro).

Sem perder muito tempo logo estávamos caminhando novamente, voltamos para a cachoeira vermelha e seguimos caminho, pegamos um pouco de água no riacho, já na base da Pedra da Mina, chegando ao seu cume, e ponto mais alto da travessia, às 12h02, para mais uma breve pausa para lanche e assinar seu livro.

De volta à caminhada encontramos duas pessoas que chegavam ao cume vindo do Paiolinho e na sequência descíamos para o Vale do Ruah, parando apenas para uma longa pausa (de uns 15 minutos) no seu último ponto de água, antes de voltar a subir.

Com as garrafas recarregadas seguimos nosso caminho, passamos pelos diversos cumes da crista e, perto das 14h30, estávamos no cume do Cupim de Boi, de onde seguimos direto para a segunda montanha "fora da travessia normal" do dia, o Pico da Cabeça de Touro, uma linda e imponente montanha, também inédita para o Leandro, aonde chegamos às 15h18.

No topo coloquei mais dois plásticos zip para proteger seu livro de cume e como não havia caneta nem lápis só puder marcá-lo com mais um adesivo do meu site www.climbing.com.br, poucas páginas depois do que havia deixado em julho (mas bem legal ver que mais gente esteve por lá esses dias). Nesse momento, mesmo faltando ainda um bom trecho de caminhada, já dávamos por bem sucedida nossa ideia de travessia (tínhamos feito as duas montanhas extras e agora "só" faltava completar a travessia).

Com o final da tarde se aproximando seguimos nosso caminho, às 16h30 passamos novamente pelo cume do Cupim de Boi e seguimos então para o Pico Três Estados, atingindo seu cume às 17h12 para mais uma assinatura em livro e alguns poucos (mas necessários) minutos de descanso.

Com o frio da noite chegando vestimos nossos anoraks, já deixamos as headlamps acessíveis e seguimos então a descida, e logo depois a subida, que nos levou ao cume do Alto dos Ivos Leste, às 18h50, com uma linda lua e céu absurdamente estrelado sobre nós.

Sentindo bem o cansaço do longo dia seguimos caminho, agora praticamente só para baixo, até que, às 21h50, depois de 15h30 de caminhada, chegávamos à porteira do "Sítio do Pierre", aonde a Lorena nos esperava com duas garrafas de suco de laranja e bolo.

Ao final desse longo dia havíamos percorrido cerca de 35 km de caminhada com 3500 metros de desnível acumulado e tendo alcançado 5 cumes listados no anuário estatístico do IBGE: Alto do Capim Amarelo, Morro do Tartarugão, Pedra da Mina, Pico da Cabeça de Touro e Pico Três Estados, além do Morro do Melano, Cupim de Boi e Alto dos Ivos Leste.

Mortos de cansaço, mas felizes por termos completado o planejado, descansamos um pouco, trocamos de roupa e finalmente estávamos no conforto do banco do carro, seguindo nosso caminho de volta à civilização.

Nossa ideia inicial era ainda voltar para São Paulo no mesmo dia, mas com o cansaço e, principalmente, o sono, achamos melhor parar para dormir, o que fizemos em um hotelzinho, já em Cachoeira Paulista, para a merecida noite de sono (que só não foi melhor por causa de um galo que funcionava como despertador, cantando de madrugada).

No dia seguinte, completando minha 4a década de vida e sentindo o cansaço da avançada idade que chegava (e "um pouco" também da caminhada do dia anterior) tomamos café da manhã, acabamos de arrumar as coisas e pegamos estrada, chegando a São Paulo por volta do meio-dia.

Em São Paulo uma tarde e começo de noite usadas para descanso, postar algumas das poucas fotos que fiz durante a travessia, fazer upload dos vídeos e, já no meio da noite, pegar estrada de volta pra casa, em Bragança Paulista, aonde a Lorena e eu chegamos quase à meia noite.

Fazer a travessia da Serra Fina é sempre muito bom e, dessa vez, o foco foi na intensidade da caminhada, preparo físico e, principalmente, preparo psicológico para completá-la em apenas um dia de muito cansaço e sofrimento. Há dois meses a ideia foi mais contemplativa, com mais tempo (3 dias e meio de caminhada) e aproveitando também para muitas fotos e ainda mais cumes. São enfoques totalmente diferentes, mas ambos com seus prós e contras.

De qualquer maneira, estar na montanha sempre vale a pena e acho que com essa travessia fecho minha temporada 2018 de montanhismo (pelo menos de montanhas mais "sérias" e acho que agora consigo terminar se escrever meu livro "Os (quase) 35 pontos mais altos do Brasil - segundo o anuário estatístico do IBGE").

Algumas fotos estão no link Travessia Serra Fina 2.0 em 1 dia e os vídeos nessa playlist do youtube (e incorporada abaixo).

Enviado por Tacio Philip às 11:45:53 de 14/09/2018



01/08/2018 13:40:20 (#584) - Travessias Marins-Itaguaré e Serra Fina 2.0 (com cumes extras) emendadas

Há alguns meses, sabendo as datas de suas férias, o Juvenil me chamou para fazer a travessia Marins-Itaguaré, sendo que já estava negociando o transporte/resgate para o início/fim da travessia. Entretanto, como sabia que ele toparia algo a mais, sugeri emendarmos a Marins-Itaguaré com a Serra Fina e, além disso, aproveitarmos para subir alguns cumes extras no caminho, o que ele logo topou e, junto com a Lorena, no dia 19 de julho iniciamos nossa longa travessia de seis dias.

Dia 1: Saída de Bragança e subida do Pico dos Marins
No dia 19 de julho, junto com a Lorena, às 8 h buscamos o Juvenil em sua casa e logo seguimos nosso caminho para Passa-Quatro/MG, aonde chegamos por volta das 11h30, horário perfeito para aproveitarmos um bom almoço caseiro e sem frescura no "Restaurante da dona filhinha", no centro da cidade.

Já alimentados voltamos ao carro e seguimos até a casa da Patrícia, que faria nossos transfer nos próximos dias. Com o carro na garagem, primeiras mochilas para a primeira travessia prontas, mochilas de alimentos e outros itens extras que pegaríamos daqui três dias prontas, seguimos então até o Acampamento Base Marins, aonde chegamos perto das 14 h e, logo depois de preenchermos nossas muitas garrafas de água (haviam me informado que não havia água na travessia), perto das 14h40 começamos nossa caminhada "morro acima".

Apesar do peso e por ser o primeiro dia de caminhada (para mim sempre o mais sofrido) a subida foi bem, subimos sem pressa aproveitando para muitas fotos e desfrutar o caminho e, no final da tarde, por volta das 18 h, montamos nosso 1º acampamento já no "caminho" da travessia.

Com as barracas prontas guardamos as mochilas e, agora leves como uma pena, sem ter que carregar litros e litros de água, fizemos um ataque "rápido" até o cume do Pico dos Marins, à noite, chegando ao seu cume perto das 19h30 só para "carimbar o passaporte", curtir um pouco o visual super aberto do Vale do Paraíba abaixo e logo descer para o merecido jantar e noite de descanso.

Dia 2: Travessia Marins-Itaguaré com cume do Itaguaré
No nosso segundo dia na montanha acordamos por volta das 6h30, mas só começamos a levantar por volta das 7 h, o que acabou sendo o padrão nos dias seguintes. Tomamos nosso café da manhã, desarmamos acampamento, arrumamos às mochilas e, às 8h20 (horário que praticamente se tornou "padrão" para começarmos a andar) iniciamos a caminhada da travessia em si.

A travessia segue pela crista da Serra da Mantiqueira e passa pelos cumes do Marinzinho, onde existe também uma trilha direta de acesso via Marmelópolis (que eu havia feito, em 2015, com a Lorena), depois pela base da Pedra Redonda (que só é redonda quando vista de longe), até chegar à base do imponente Pico do Itaguaré.

Apesar de mais curta que a Serra Fina, eu acho essa travessia mais exigente por conta dos infindáveis trepa-pedras do caminho. Junto a isso, some o sobe desce e o peso que estávamos carregando (no meu caso chuto por volta dos 20 kg, contando o equipamento fotográfico, o Juvenil carregava uns 80 kg na mochila :-P).

Fomos seguindo nossa travessia, em todos os cumes fizemos uma boa pausa para descanso, fotos e lanche, sem querer descobrimos uma trilha alternativa que passa por uma nascente de água próxima da Pedra Redonda (podia ter carregado uns 3 kg a menos!) e, perto das 16 h largávamos nossas mochilas na trilha e subíamos leves pela bifurcação até o cume do Pico do Itaguaré.

No topo do Itaguaré mais algumas fotos, assinamos seu "livro de cume" e, com as últimas luzes que de um lado mostrava um pôr-do-sol espetacular e do outro a grande sombra do Itaguaré no vale, voltamos para a trilha onde as mochilas nos aguardavam, seguindo então até o acampamento em sua base, aonde chegamos por volta das 18 h (e também havia água no riacho do Itaguaré, pouca, mas havia - porra Milton, você me sacaneou falando que a travessia estava seca! :-P).

No confortável e vazio local de acampamento armamos nossas barracas, preparamos nosso jantar e logo estávamos dentro dos sacos de dormir para mais uma noite de sono.

Dia 3: Descida do Itaguaré e início da subida da Serra Fina
No dia 21 de julho acordamos no nosso horário padrão, sem pressa tomamos café da manhã, desarmamos acampamento e só por volta das 8h50 iniciamos nossa descida para a sua base, cruzando no caminho com dezenas de pessoas que a subiam ou para um "bate-volta" no cume, ou para acampar na base da montanha (felizmente estávamos no contra fluxo e tivemos sossego no acampamento - já tive a infelicidade de pagar acampamento lotado e sempre tem algum grupo não muito educado que fica fazendo barulho e enchendo o saco dos outros a noite toda).

Aproveitamos a descida para mais algumas poucas fotos, paramos em seus riachos para beber água e para o Juvenil lavar seus utensílios de cozinha (os meus só seriam lavados em Bragança, uma semana depois) e, às 10h45, 5 minutos antes da Patrícia chegar, estávamos onde ficam os carros, felizes por termos completado a travessia (com os cumes) como havíamos planejado e prontos para seguir para a Serra Fina.

Com as mochilas no carro seguimos de volta para Passa-Quatro, no caminho uma breve pausa para fotos, da estrada (local onde pretendo voltar com mais tempo) do Pico da Gomeira e Serra Fina, fizemos um ótimo almoço no "Traíra e cia", passamos mais uma vez na casa da Patrícia para "trocar o refil" da mochila, tirando o que não precisaríamos mais e o que seria necessário na próxima travessia e, pouco antes das 14 h, éramos deixados próximos da "Toca do Lobo", aonde hoje chegam os carros para quem vai fazer a travessia.

Novamente com as mochilas nas costas (mas agora mais leves já que nossa programação da travessia aproveitaria melhor os pontos de água) logo começamos a caminhada, conversando com uma pessoa que aproveitava para tirar umas dúvidas (e que pretende fazer a travessia ainda nessa temporada), passamos pela Toca do Lobo, bebemos um pouco de água e então começamos a verdadeira subida (eu acho o começo da travessia, logo depois da Toca do Lobo, uma pirambeira muito chata! - até porque, nesse ponto, o corpo ainda não está quente).

Fomos seguindo nosso caminho para o alto, com uma linda tarde fazíamos várias fotos olhando, ao fundo, o Marins-Itaguaré, de onde acabávamos de vir e, mais perto, o Pico da Gomeira, montanha que subi em 2015 via Garganta do Embaú.

Perto das 15h20 paramos no ponto de água da subida e nossa ideia era acampar ali mesmo, mas por causa do chão muito irregular fizemos só uma razoável pausa para descanso, abastecemos nossas garrafas, eu aproveitei para um "banho até as coxas" em sua "piscina" e seguimos então, por menos de 30 minutos, até a próxima área de acampamento, aonde chegamos perto das 16h30, já na crista e com uma vista espetacular para o Alto do Capim Amarelo - bem diferente do clima que peguei com alguns amigos, no ano anterior, durante um bivac molhado no cume do Alto do Capim Amarelo.

Na área de acampamento armamos as barracas e ficamos curtindo o visual até o início da noite, aproveitando para mais de uma dezena de fotografias para todos os lados possíveis (nessa viagem acabei resolvendo voltar a "ser fotógrafo" e, além disso, produzir um material um pouco diferente do que estava acostumado a fazer nessas viagens: só paisagens em si - culpa disso voltei para casa com mais de 1000 fotografias e quase 300 estão aqui no site: links no final do texto).

Com a noite e o frio chegando preparamos nosso jantar, nos recolhemos para nossos aposentos "naturehike" e logo estávamos dentro dos sacos de dormir para a merecida noite de sono.

Dia 4: Subida do Alto do Capim Amarelo, Morro do Melano e Morro do Tartarugão
No nosso quarto dia de caminhada acordamos no horário de sempre, tomamos café, fizemos algumas fotos, desarmamos o acampamento e, às 8h15, com as mochilas de volta às costas, começamos a subir rumo ao cume do Alto do Capim Amarelo.

De onde estávamos o início da caminhada foi para baixo, descendo um pouco a crista (o que foi bom para fotos e para aquecer as pernas) e logo entrávamos na "interminável" crista da montanha que nos levou até o seu cume, aonde chegamos perto das 10h30, para assinar seu "livro de cume", fazermos mais fotos e logo seguirmos nosso caminho por sua face oposta, agora para baixo, parando para descansar só perto do meio dia, no "Maracanã", uma gigante área de acampamento na base da montanha (e lotada de lixo e papel higiênico - qual o problema que as pessoas tem em carregar seu próprio lixo?).

De volta à caminhada voltamos a subir, passamos por um grupo de pessoas (dois deles inclusive nos pediram um pouco de água - pessoal, planejem melhor o que vão precisar antes de entrar em uma travessia!), nesse trecho eu aproveitei para "esticar" até alguns cumes secundários às margens da trilha da travessia e perto das 16 h estávamos na "cachoeira vermelha" bebendo um pouco de água, largando nossas mochilas e começando a caminhada (só levando anoraks e headlamps) até o cume do Morro do Tartarugão, 18º ponto mais alto do Brasil segundo o anuário estatístico do IBGE e ignorado por muitas pessoas.

Chegamos ao cume, local que eu só havia estado uma vez e há oito anos, pouco depois das 17 h, assinamos seu "livro de cume" (agora tem e legal saber que tem sido mais frequentado, vi assinatura de diversas pessoas que conheço, inclusive ex-alunos de curso de escalada), fizemos fotos olhando, para um lado, o Alto do Capim Amarelo e a crista de onde tínhamos vindo, com o Marins-Itaguaré bem ao fundo, e para o outro, a Pedra da Mina com suas grandes paredes e, bem ao fundo, o Pico das Agulhas Negras.

Com as últimas luzes começamos a descida e, perto das 18h30, resgatávamos as mochilas e seguíamos mais uns 30 minutos até o local de acampamento antes do riacho onde, enquanto a Lorena e o Juvenil armavam o acampamento, fui buscar a nossa tão merecida e desejada água (fazer a Serra Fina sem seguir o "cronograma padrão" que a maioria faz é bom para que você possa aproveitar melhor os pontos de água e não ter que carregar tanto peso - pelo menos no começo).

De volta ao acampamento na base da Pedra da Mina, em uma noite que seria bem mais fria, preparamos o jantar e fomos então dormir.

Dia 5: Subida da Pedra da Mina, Pico do Avião, Cupim de Boi e Pico da Cabeça de Touro
No dia 23 de julho acordamos no horário padrão, depois da noite mais fria que pegamos durante a viagem toda e, enquanto preparávamos nosso café da manhã víamos o relógio mostrar uma temperatura de -3,8 ºC, perto das 7 h da manhã (de madrugada deve ter chego a uns -5 ºC).

Tomamos nosso café, desarmamos acampamento e, com o Sol que começava a nos aquecer, perto das 8h30 começávamos a andar, parando só para pegar um pouquinho de água no riacho e logo seguir a trilha que nos levou ao cume da Pedra da Mina, às 9h30, para uma longa pausa de quase uma hora para fotos, assinar "livro de cume" e comer, antes de seguirmos nosso caminho para seu cume irmão, o Pico do Avião (ou Pico de São João Batista).

No Pico do Avião também colocaram um novo "livro de cume", por volta das 11h20 o assinamos, fizemos mais fotos e perto do meio dia estávamos no "famoso" Vale do Ruah, seguindo entre os "pequenos" Capim Elefante e margeando seu riacho até fazermos uma longa pausa para lanche e pegar bastante água (seria nosso último ponto de água antes do final da travessia) por volta das 12h50.

Reabastecidos (eu com uns 6 litros/kg a mais na mochila) às 13h20 voltamos a caminhar, em um ritmo mais lento tanto pelo peso, quanto por voltar a subir, seguindo então a crista com seus vários sobe-desce que nos levou até o cume do Morro do Cupim de Boi, aonde chegamos às 15h20.

Sem perder muito tempo largamos as mochilas, pegamos os anoraks e headlamps e então começamos sua descida, pela face oposta, que nos levou ao colo entre ele e o Pico da Cabeça de Touro, outra montanha que ocupa seu lugar de destaque no anuário do IBGE (17º ponto mais alto do Brasil) e pouquíssimo visitada, sendo que eu tinha subido até seu cume só uma vez, também em 2008.

Fomos seguindo o track de minha antiga subida (além de vestígios recentes de passagem de pessoas) e, às 17 h, estávamos em seu cume, onde também encontramos um recém colocado "livro de cume" (havia sido colocado há apenas cinco dias!). No cume mais fotos e logo começamos a descer observando um pôr-do-sol dos mais bonitos que vi até hoje, atrás da crista das montanhas.

Já com as headlamps acesas chegamos de volta às mochilas e, com elas nas costas, descemos então para nosso 5º acampamento, na base do Pico dos Três Estados, aonde chegamos por volta das 19h10 para o merecido jantar e descanso, em uma noite muito mais quente que a anterior.

Dia 6: Subida do Pico dos Três Estados, Alto dos Ivos Leste, Alto dos Ivos real e final da travessia
Dia 24 de julho, nosso último dia na montanha, já felizes pelo que havíamos alcançado até aquele momento (tudo que havíamos planejado) acordamos no horário padrão, tomamos café, desarmamos acampamento e, com as mochilas nas costas começamos a subir, no meu caso ainda mais pesada por carregar uma sacola de lixo alheio (o FDP anda três dias para chegar até lá carregando a comida dentro da embalagem e, depois de comer, quando sobra só a embalagem que é bem mais leve, deixa na montanha, é foda!!!).

Fomos seguindo a escorregadia e úmida face Sul do Pico dos Três Estados, atrás de nós víamos o Cupim de Boi e Cabeça de Touro até que, perto das 9h30, estávamos em seu cume assinando seu livro e fazendo a foto "padrão" ao lado do seu marco, que indica a divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Com mais um cume alcançado, por volta das 10 h voltamos a andar, em frente eu via a crista da Trilha da Panela, trilha que abri com alguns amigos, em 2015, e leva da "Panela" (na trilha do Paiolinho) até o cume secundário do Pico Três Estados e continuamos nossa descida rumo à meta final, o verdadeiro cume do Alto dos Ivos.

A travessia da Serra Fina passa por um cume secundário do Alto dos Ivos, seu cume Leste, sendo que o cume real chamava minha atenção há muito tempo e já estava mais que na hora de ir até ele. Fomos seguindo a travessia e, ao meio dia, deixando as mochilas e o Juvenil (que estava com dor no joelho), a Lorena e eu seguimos em sua direção, sem saber o que encontraríamos (trilha aberta ou não) até termos uma "boa/má" surpresa: a boa surpresa é que havia uma trilha bem aberta, a má surpresa é que estava exageradamente marcada com fitinhas laranja para uma futura corrida de montanha que está para acontecer (nada contra as corridas de montanha, se eu tivesse pique acho que até participaria, mas a marcação estava bem exagerada).

Fomos seguindo as centenas (literalmente) fitas, passamos pelo seu cume até a crista oposta da montanha, quando começa a descer (fomos até lá para algumas fotos e pensar na próxima caminhada) e, perto das 13 h, a Lorena e eu fazíamos nossa foto no cume real e marcávamos seu ponto no GPS.

Voltamos a caminhar e logo estávamos de volta ao cume Leste, junto com o Juvenil, seguindo então pela interminável descida rumo o "Sítio do Pierre", olhando cada vez mais de perto a crista de Itatiaia e cada vez mais de longe a crista da Serra Fina, dando nosso até logo para a Pedra da Mina.

Durante a descida ainda estiquei até um cume extra, bem ao lado de um ponto de acampamento, de onde, se o tempo estivesse aberto, com certeza teria uma ótima vista de todas as montanhas ao redor. De lá mais caminhada, agora sempre para baixo e cada vez em trilha mais arborizada, deixando para trás os campos de altitude e passando entre infindáveis túneis de bambu e bromélias até que, já por volta das 16h10, chegamos ao primeiro ponto de água da descida (depois, no dia seguinte, descobri que carreguei 1 litro de água a mais durante toda a descida sem saber - havia esquecido dela e racionado água à toa).

Com a trilha se transformando em estrada passamos pelas casas e, às 17h30, cansados, mas felizes de termos completado as duas travessias e feito tudo que era planejado, colocávamos as mochilas no chão e aguardávamos a Patrícia, que chegou uns 5 minutos depois, para nos resgatar e levar de volta à civilização.

De volta à Passa-Quatro colocamos as coisas nos carros, nos despedimos e, depois de uma breve pausa para o merecido jantar, antes de descer para Cruzeiro, seguimos nosso caminho de volta para Bragança Paulista, deixando o Juvenil em sua casa por volta das 23 h e indo para casa para o merecido banho (depois de seis dias) e uma ótima noite de descanso (em uma cama e sem estar "preso" dentro de um saco de dormir).

Conclusões finais
Estar na montanha é sempre bom e com boa companhia é melhor ainda. Durante esses seis dias de caminhada, entre os dias 19 e 24 de julho, a Lorena, Juvenil e eu fizemos a travessia Marins-Itaguaré e a emendamos com a travessia da Serra Fina que chamamos de versão 2.0, com diversos cumes extras. Ao final foram quase 71 km de caminhada, mais de 6200 metros de desnível acumulado em cerca de 50 horas de caminhada e alcançando os cumes:
Pico dos Marins*
Pico do Marinzinho
Pico do Itaguaré*
Alto do Capim Amarelo*
Morro do Melano
Morro do Tartarugão*
Pedra da Mina*
Pico do Avião
Morro do Cupim de Boi
Pico da Cabeça de Touro*
Pico dos Três Estados*
Alto dos Ivos (cume real)
Alto dos Ivos (cume Leste)
entre outros nas "bordas" da trilha das travessias.
Nomes marcados com * indicam pontos que estão na tabela dos Pontos mais altos do Brasil, do anuário estatístico do IBGE.

Só garanto que não é a minha primeira vez nessas travessias e que também não será a última! ;-)

Abaixo o playlist de vídeos feitos durante a travessia e veja também algumas das muitas fotos tiradas nos links Travessia Marins-Itaguaré e Travessia Serra Fina 2.0.

Enviado por Tacio Philip às 13:40:20 de 01/08/2018



05/07/2018 11:36:48 (#583) - Guia de escalada da Pedra do Santuário - Pedra Bela - para download

Dando uma breve pausa em um projeto de livro que devo lançar entre esse e o próximo mês furei a fila com um outro projeto mais rápido e curto, que estava na minha cabeça há um tempo: refazer e lançar um novo guia de escalada de Pedra Bela (Pedra do Santuário) com o croqui atualizado de suas vias de escalada (e que seria disponibilizado gratuitamente em formato pdf para download).

Em 2003 eu havia feito alguns croquis mais simples mostrando as principais vias do local, mas ele estava bem desatualizado (mesmo assim você ainda o encontra para download, sem ser o "meu" lançamento, os desenhos acabaram caindo em "domínio público").

Sendo assim, depois de dois dias intensivos de escalada, um com o Roberto, ex-aluno do meu curso básico de escalada em rocha e outro com a Lorena, escalei praticamente todas as vias da parte superior de Pedra Bela, fotografei as paredes, desenhei os croquis e fui para a parte realmente mais trabalhosa: o trabalho de diagramação no computador.

Mais uma semana se passou e, finalmente, o Guia de escalada: Pedra do Santuário - Pedra Bela - 1ª edição está disponível, em formato pdf, para download gratuito. E esse é um projeto que não termina aqui, outros locais estão na lista de "locais a serem croquizados" e logo haverá novidades (um deles já está em andamento).

E se gostar do guia de escalada e ele foi útil para você, colabore! Acredito que R$ 15,00 sejam um valor justo por esse trabalho e isso me incentivará a mantê-lo atualizado e lançar novos croquis.

Para colaborar com esse projeto use o botão ou o link abaixo.
Colabore!
http://mpago.la/pHxo

Para baixar acesse o link www.climbing.com.br/croqui-pedra-bela.

Enviado por Tacio Philip às 11:36:48 de 05/07/2018



19/06/2018 12:38:07 (#582) - Mais cursos, escaladas, pedais, exposição e novo livro em fase final para lançamento

Faz tempo que não atualizo aqui, mas é porque as últimas semanas foram bem aproveitadas/ocupadas: No último final de semana de abril (dia 28), depois de muito tempo organizei um "safári fotográfico", levando alguns "amigos-ex-alunos" para fotografar por Bragança Paulista (com ênfase no antigo colégio São Luis e no centro com suas praças). Foi uma manhã divertida que acabou com muito bate papo e café em casa, durante a tarde. Inclusive, estou pensando em voltar a organizar esse tipo de saídas, vamos ver... (e, se você for de Bragança ou região, siga e compartilhe com seus amigos a página Fotografia Bragança Paulista).

Além disso, nas últimas semana de maio (19-20 e 26-27) e começo de junho (09 e 10) tive mais três turmas do meu Curso Básico de Escalada em Rocha, turmas 33, 34 e 35, colocando mais diversas pessoas para escalar com segurança e conhecimento (inclusive, estou me "especializando" em cursos para casais, tenho fechado várias turmas para essas "duplas" - estou fazendo os casais a subirem pelas paredes).


Turmas 33, 34 e 35 do Curso Básico de Escalada

Teve ainda, dia 13 de maio, show do Ozzy Osbourne no Allianz Park (como é confortável assistir show em cadeira, acho que já estou muito velho para enfrentar pista, foram mais de 20 anos me espremendo) :-) Eu já tinha assistido o Ozzy com o Black Sabbath e não podia perder um show de sua carreira solo! Algumas fotos estão no link Show Ozzy Osbourne - SP.

Além disso teve algumas escaladas no Visual das Águas, principalmente com o Juvenil (parceiro de escaladas durante a semana) onde tenho ido mais que na 90 graus para treinar (como estou em processo de mudança definitiva para Bragança, já tenho ficado mais lá que em São Paulo e a distância de casa até o Visual é a mesma - e sem trânsito ou farol - que do apto de São Paulo até a 90).

Também dei um curso/coaching fotográfico para o Wagner, parceiro de viagem de pedal, que já tinha uma câmera mas ainda não dominava seus recursos e os conceitos fotográficos. Inclusive, fazia algum tempo que eu não ensinava esses "alicerces" da fotografia e foi um dos melhores cursos que dei, as aulas fluíram muito bem (tanto teórica quanto prática) e deu pra ver a evolução do pensamento fotográfico do aluno. E, como o Wagner aproveitou e passou uns dias em casa, obviamente também saímos para pedalar, de speed, fazendo no sentido contrário um percurso que eu tinha feito de MTB (e me fez pensar que algumas subidas não deviam ser subidas de speed, que sofrimento!). Fizemos "casa" - Piracaia - Joanópolis - Vargem - "casa", 80 km com "um pouquinho" de subida...

E, desde a metade do mês passado, quando soube da futura liberação de subida do Pico da Neblina (com suas muitas limitações e preço proibitivo) comecei a escrever um livro que deve sair no próximo mês, sobre a subida de 31 ddos 35 "pontos mais altos do Brasil", listados no anuário estatístico do IBGE. O livro já está em sua fase final, os textos e as cartas topográficas já estão quase prontos, estou separando algumas fotografias e logo devo lançar (bem que estou pensando em esperar até o final de julho. Mês que vem, se tudo correr bem, poderei adicionar ao livro a repetição de sete desses pontos - além de outros cumes não listados). Mas isso é papo para o mês que vem.

E, fechando a postagem, estou com mais uma exposição em cartaz, desta vez na Secretaria de Cultura e Turismo de Bragança Paulista, com 10 fotos em impressão fotográfica tamanho 40x60cm e tema Anaglifos macro: fotos macro que devem ser observadas com óculos especiais (lentes ciano/vermelha) para dar a impressão de profundidade 3D. Essa exposição já esteve em cartaz, em 2013, mas é a minha primeira expo (de muitas que virão) em Bragança Paulista. Se você for da região, visite! Garanto que vai, no mínimo, achar BEM interessante!

Enviado por Tacio Philip às 12:38:07 de 19/06/2018



25/04/2018 09:44:44 (#581) - Cursos de escalada, pedaladas, escaladas e mais trabalho em trilha

A semana que passou foi "um pouquinho" corrida e atarefada. A agenda começou cheia nos dias 14 e 15 de Abril, com 3 alunos participando da 31ª turma do meu Curso Básico de Escalada em Rocha. A aula teórica foi no Sábado, em Bragança Paulista (desativei definitivamente minha sala de aula em São Paulo), os alunos pernoitaram em casa e, no Domingo, foi dia de muita prática em Pedra Bela.

A segunda-feira pode-se dizer que foi um dia de descanso. Aproveitei para por a casa em ordem, fazer mais frutas desidratadas no meus desidratadores solares e me preparar para o dia seguinte quando, mais dois alunos, começaram a 32ª turma do curso de escalada. A aula também foi em casa, em Bragança, eles também pernoitaram por lá e, na 4ª feira, mais prática em Pedra Bela, agora com o local absolutamente vazio (como é bom dar aulas durante a semana!!!).


Turmas 31 e 32 do Curso Básico de Escalada

O dia seguinte, 5ª feira, eu tinha me prometido deixar para descansar já que, depois de duas turmas de curso quase em seguida, eu já estava ficando "meio quebrado". Só que, como sempre, as coisas não acontecem como se espera e, no começo da tarde, o Juvenil passou em casa e fomos dar uma escaladinha no Visual das Águas (bem que foi muito light, acabei escalando só uma via - e tranquila - e depois dei uma andada para ver o estado das vias dos setores menos frequentados).

Chegou então a sexta-feira, finalmente um dia de descanso. Só que também não foi bem assim: durante o dia, além de cuidar de mais frutas desidratadas e da casa em si, no final da tarde saí para um "pedal light", coisa que não existe em Bragança (não existe "plano" na cidade, só subidas e descidas - e muitas delas bem fortes). Depois de ter passado um belo perrengue em pedal duas semanas atrás, dessa vez saí com lanterna (headlamp), óculos com lente transparente e fui explorar mais um trecho "desconhecido". Bem que o pedal até que foi "light" (pro Padrão Bragança) com pouco mais de 20 km e 500 metros de desnível acumulado (e já vi que tem mais o que explorar para o lado que fui).

Com o final da tarde chegando (e final da luz) cheguei em casa (dessa vez não achei que ia morrer pedalando no escuro), fiz meu jantar e, no dia seguinte, nada de descanso! Já tinha marcado com o Juvenil de irmos, mais uma vez, para Vargem "trabalhar" um pouquinho em uma trilha que reabrimos no ano passado, na Serra do Lopo (leia-se: ir principalmente bater facão em bambus que tinham fechado a trilha). Assim, 9h30 estava na casa do Juvenil e, pouco depois das 10h começávamos nosso "ecoturismo" morro acima (em nossas conversas concordamos que, na região, provavelmente essa é a pior-melhor trilha para quem quer treinar morro acima).



Com o corpo destruído da sequência da semana, no final da tarde cheguei em casa, arrumei a casa, tomei um banho e, em seguida, estrada rumo à Capivari (com direito a uma pausa na Decathlon para pegar uma nova corda de escalada) :-D

O domingo, finalmente, foi de descanso - menos para meu estômago - que teve que trabalhar muito para digerir o churrasco e cerveja, em Piracicaba. Apesar de tudo o dia foi tranquilo até que, à noite, soubemos que o vô da Lorena, que estava internado, havia falecido. Assim, no dia seguinte, 2ª feira, em vez de um dia tranquilo com ida para São Paulo, foi vez de fazer um curto "bate-volta" em Ponta Grossa (PR) - essa frase não ficou muito boa - para velório e enterro. Foram "apenas" uns 900 km de estrada, começando a dirigir às 9h da manhã e chegando de volta em Capivari à 1h da madrugada mas, tirando o cansaço, tudo tranquilo.

Com a merecida noite de sono desmaiei na cama e, em vez de acordar cedo e pegar estrada para São Paulo perto das 10h (como eu planejava), acordei às 10h30 e só saí umas 11h30. Agora o resto da semana será "tranquila". Ontem e hoje colocando em dia os "trabalhos no computador", trocando emails com ex-alunos, tentando fechar a próxima turma de escalada e daqui a pouco ir passear na casa da minha vó.

Que venham mais muitas semanas "tranquilas" como essas (tirando a parte de velórios/enterros) :-P

Enviado por Tacio Philip às 09:44:44 de 25/04/2018



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