Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista
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31/08/2015 12:38:44 - Cursos de escalada, fotografia e pedal em Itu

Aproveitando um final de semana cultural em São Paulo, no Sábado, junto com a Lorena e minha mãe fomos na sp arte-foto, uma feira que reúne diversas galerias de arte que vendem fotografias no Brasil, realizada no ridículo shopping JK (onde aproveitamos para rir olhando vitrines com relógio sendo vendido a R$ 1.140.000,00 e colar a R$ 2.510.000,00 - sim, tem esse monte de zero mesmo). O Domingo foi aproveitado pra descanso e, só no período da noite, antes de seguir pra Capivari, a Lorena e eu passamos no Shopping Morumbi pra ver a exposição na National Geographic (essa sim vale a pena). De lá estrada, com pressa, pra chegar em Capivari a tempo do sorvete (chegamos na sorveteria 21h55, 5 minutos antes de fechar!).

Na 2ª feira, enquanto a Lorena seguia para a academia e trabalho eu seguia pra Itu, onde me encontrei com o Ale às 7h30. O pedal, que teve pouco mais de 50 km, como sempre foi muito bom e seu ponto alto foi a ciclovia que atravessa a cidade de Salto. É uma ciclovia totalmente útil, realmente atravessa a cidade, vimos outros ciclistas a utilizando e ela é mais técnica que alguns single tracks que encontramos por ai (com faixa estreita, subidas, descidas, travessia de cruzamentos com valetas, curvas fechadas e árvores na lateral). Típica ciclovia que as pessoas que pedalam não veem problema nenhum em usar mas alvo de politiqueiros que nunca tiraram as rodinhas e só querem reclamar do que trás segurança para os outros.

Na 3ª, já de volta em São Paulo, no período da noite começou a 24ª turma do meu Curso Básico de Escalada em Rocha. Esta turma, novamente fechada com 4 alunos (tenho limitado a este tamanho para facilitar minha logística e o formato ficar melhor para os alunos), teve em sua primeira aula uma introdução ao histórico do montanhismo/escalada, tipos de escalada e os alunos aprenderam a fazer os principais nós e conheceram os equipamentos usados para uma escalada segura.

No dia seguinte, dia 26, segui logo no começo da tarde para minha última aula do meu Curso de Introdução à Macrofotografia no SESC Jundiaí. Mesmo com as aulas sendo sempre no período da noite, eu seguia pra Jundiaí cedo para fugir do trânsito/rodízio e aproveitava o tempo livre no terraço do SESC lendo algum livro (nessas 4 idas li "A Ilusão Espetacular" de Arlindo Machado). Este curso reuniu um grupo com mais de 20 pessoas (inclusive deu "overbook" nas inscrições) interessadas em aprender um pouco sobre as técnicas da macrofotografia e close-up. E quem tiver perdido tem a oportunidade de conhecer mais sobre esse tipo de fotografia no meu Vídeo Curso Macrofotografia e Close-up, acesse e confira!

Na 5ª, novamente em São Paulo, foi a vez da 2ª aula do Curso de Escalada. Nesta aula os alunos revisaram nós e aprenderam como funciona a logística da escalada e como usar os equipamentos e nós que aprenderam (além de conversarmos sobre croquis, ética, planejamento etc.).

No dia seguinte fiquei mais tranquilo (depois de uma semana super cheia) e, no Sábado, depois de buscar 2 dos alunos no metrô, seguimos para a aula prática em Pedra Bela. Chegando lá logo encontramos o restante do pessoal e, como era esperado, o local estava cheio (com outras pessoas escalando e cursos - inclusive com uma turma com 12 alunos que lotava as vias mais "didáticas" da parede). Mesmo assim a aula foi muito bem aproveitada em uma via mais à esquerda, com os alunos fazendo todos os procedimentos do curso, inclusive guiando, indo até o topo da parede). Saindo de lá a pausa "obrigatória" no açaí e depois estrada de volta pra São Paulo.

Ontem foi dia de passeio em São Paulo, indo na casa da minha vó com minha mãe e hoje, no período da noite, pego estrada pra uma segunda investida em uma montanha que não consegui abrir a trilha no ano passado. Vamos ver se os bambus estão mais calmos este ano.

Enviado por Tacio Philip às 12:38:44 de 31/08/2015



21/08/2015 21:04:29 - Subida da Pedra Grande de Itatiaia, Pedra Furada e outros cumes sem nome

No dia 15 de Agosto, depois de fazer uma Saída fotográfica para o Parque Augusta, no começo da noite a Lorena e eu acabamos de arrumar nossas coisas, passamos no mercado para comprar alguns lanches e pegamos estrada rumo Itatiaia.

Apesar dos sinais de cansaço e sono se pronunciando, a viagem foi bem e prefiro viajar com sono de noite/madrugada, que madrugar e dirigir. Assim, por volta das 2h, estacionávamos o carro em uma área aberta bem no começo da estrada que sobe da Garganta do Registro para o parque. Lá, sem perder muito tempo, rebatemos o banco de trás, colocamos as mochilas no banco da frente, abrimos os isolantes e sacos de dormir e mergulhamos no sono.

No dia seguinte, 16 de Agosto, dia que a Lorena e eu completávamos 1 ano de namoro, sendo que nos conhecemos no PNI, o despertador tocou às 6h30 mas o sono e preguiça não deram a coragem suficiente para sairmos dos sacos de dormir, o que fizemos só depois das 7h30, enquanto ouvíamos diversos carros subindo para o parque. Sem muita pressa fizemos nosso café da manhã, comemos, ajeitamos as coisas e começamos a subir, parando apenas na ponte para a clássica foto da Serra Fina.

Continuamos subindo e, às 9h40, com o carro já estacionado ao lado do antigo, totalmente abandonado, degradado e vazio Alsene, começamos a caminhada sentido travessia Serra Negra. Fomos descendo pela trilha da travessia até que, poucos minutos depois, pegamos o desvio que leva até a Pedra Furada. No caminho íamos olhando ao redor, tentando já identificar a Pedra Grande de Itatiaia e um cume sem nome, que também pretendíamos subir.

Cume da Pedra Furada

Fomos seguindo a trilha e, assim que chegamos ao colo da Furada, seguimos pela trilha que a contorna pela direita, atingindo o seu cume às 10h40, exatamente 1h após termos iniciado a caminhada. No cume diversas fotos, vídeo e então, uns 15 minutos depois, durante a descida, sugeri irmos até o cume secundário da Furada. Afinal, ir pra montanha e não varar um pouco de mato e se enfiar em roubada, não tem graça.

Fomos atravessando esse colo por onde era menos pior e então, às 11h20, chegamos ao seu cume, marcando 2540 m de altitude no GPS. Lá, mais algumas fotos e, vendo o caminho que seguiríamos para a Pedra Grande, decidimos que seria melhor descer pela crista oposta, direto para a trilha, em vez de retornar para a trilha da subida final da Furada. A descida foi mais tranquila que atravessar o colo e logo estávamos na trilha demarcada, que seguimos apenas alguns metros antes de sair para "descer" para o cume da Pedra Grande (o seu cume estava bem abaixo de nós).

Fomos seguindo pelo melhor caminho, em diversos trechos achamos bastante marca de mato pisado recentemente (talvez da Claudia que tinha me passado um track, afinal batia perfeitamente no GPS) e cada vez descíamos mais, até chegar em uma cerca, em um pequeno vale próximo a um riacho, onde paramos para um já tardio lanche.

Cume da Pedra Grande de Itatiaia

De lá atravessamos um pequeno bosque e então, depois de muito descer, começamos a subida final da Pedra Grande, seguindo pela sua crista, passando por um primeiro cume antes de chegar ao cume principal, com 2295 m de altitude, às 12h55.

No cume uma longa pausa pra fotos, mais vídeos e curtir um visual diferente do PNI com a imponente Serra Negra bem a nossa frente, o bairro Serra Negra abaixo e bem ao fundo o maciço de Agulhas, Sino e Altar.

Ficamos uns 20 minutos no cume e, como ainda faltava muito pra subir na descida da Pedra Grande (o carro estava mais alto do que onde estávamos) seguimos nosso caminho, voltando agora por uma trilha mais aberta que contorna a crista da Pedra Grande até o bosque em sua base.

Cume da Pedra Grande de Itatiaia

De lá mais uns poucos minutos até a cerca e então, como pretendíamos subir o cume sem nome que estava na nossa esquerda, em vez de voltar pelo cume da direita, que era por onde tínhamos descido, seguimos margeando a cerca até o riacho, onde fizemos mais uma pausa para lanche, e depois continuamos margeando a encosta antes do ataque final para cima, pela crista que nos levaria ao cume desejado.

A subida final é cansativa, bem inclinada, mas tínhamos um avanço bem rápido (inclusive com tempo para subir em um grande boulder isolado no caminho). Aos poucos fomos chegando ao final e a inclinação começava a diminuir e, subindo pela crista, íamos ora pelo lado direito, ora pelo esquerdo de uma antiga cerca (e nessas horas sempre penso em quem subiu lá carregando arame farpado e montou a cerca).

Cume sem nome perto da Pedra Furada

Às 14h55 chegamos ao cume sem nome, a 2503 m de altitude (o riacho abaixo tinha ficado a 2300 m). Neste cume, que fica em frente a Pedra Furada, do lado oposto da trilha que a sobe, ficamos um tempo descansando, fazendo mais algumas fotos, vídeo e então seguimos nosso caminho em direção à trilha da Pedra Furada, logo abaixo de nós.

Na descida encontramos uma ruína (talvez de um depósito para ferramentas ou algo assim, parecia ser apenas um quarto) e, ouvindo um barulho de radio próximo de nós, como eu acho que na trilha tinha visto um cara que não é nada "Santo" nem é a capital do Chile (um cara que segue para áreas "intangíveis" do parque mas não perderia oportunidade de me ferrar se me visse em alguma dessas que considera "particular"), ficamos um tempo sentados, esperando o som do rádio sumir, antes de seguir nosso caminho, chegando na trilha às 15h20.

De lá, felizes por termos conseguido realizar o planejado (repetir o cume da Pedra Furada, subir a Pedra Grande e o cume sem nome) seguimos nosso caminho de volta ao carro, fechando ao total 12,5 km de caminhada com 734 m de desnível acumulado.

Antes de descer demos ainda uma volta por dentro do Alsene (abandonado e cada vez mais degradado) e então começamos nossa descida para a sagrada pausa para compras na Garganta do Registro. De lá, com milho verde comido, tendo experimentado alguns queijos e com garrafas de mel e cocada no porta-malas, seguimos nosso caminho rumo Itamonte, passando em Passa-Quatro (onde o restaurante da Dona Filhinha estava fechado), seguindo então para o merecido jantar e hospedagem em Cruzeiro onde, no dia seguinte, ainda aproveitamos para passear e fotografar a estação abandonada da cidade (veja neste link o relato e fotos).

Como sempre, voltar ao PNI é sempre agradável e, nesta vez, teve ainda o gostinho especial de estar comemorando 1 ano de namoro com a Lorena (nos conhecemos lá). Além disso, ir para a montanha e subir cumes pouco explorados e inéditos para mim é muito mais agradável que subir os congestionados Agulhas Negras e Prateleiras, sempre lotados de agências de ecoturismo.

E, como sempre, fiz diversas fotos que podem ser vistas aqui no site no link Pedra Grande e Furada PNI.

Enviado por Tacio Philip às 21:04:29 de 21/08/2015



20/08/2015 11:37:33 - Saídas fotográficas, cursos, exposições e pedal Capivari-Tietê

Esse quase mês que passou desde minha publicação anterior foi mais voltado à cultura/trabalho que diversão (bem que posso chamar essas saídas culturais e meu trabalho com fotografia também de diversão) ;-)

No Sábado, dia 25 de Julho, depois de algumas fotografias com alguns alunos, no período da manhã, pela região da Sé e Liberdade, guiei uma grande turma para uma saída fotográfica para a Vila Itororó. Este local era uma área urbana ocupada com diversas casas e cortiços e agora foi desapropriada e é administrada pela prefeitura de São Paulo e secretaria de cultura, um local realmente interessante para quem gosta de fotografia urbana/arquitetura. Algumas fotos que fiz durante esta saída estão no link Igrejas e Vila Itororó.

Durante a semana, passando alguns dias no interior, a Lorena e eu fomos também passear por Piracicaba e aproveitei pra fotografar a Igreja de São Judas e o Cemitério da Saudade, ambos muito fotogênicos e que renderam as fotos que estão no link Igreja e Cemitério Piracicaba.

No final de semana seguinte, já começo de Agosto, foi a vez de ir, no Sábado, com a Lorena, na exposição do Kandinsky no CCBB que, apesar de boa, na verdade devia se chamar exposição de artistas russos com algumas obras do Kandinsky perdidas no meio. Para quem esperava realmente uma "exposição do Kandinsky", foi decepcionante (mas mesmo assim valeu a pena já que não pegamos fila alguma na entrada - bem diferente de quem chegou pouco depois de nós) :-) Nesse dia aproveitamos também para andar um pouco pelo centro e, subindo para a Paulista, passamos no Parque Augusta para conhecer.

O Parque Augusta na verdade não é um parque, é um terreno particular com muitas árvores e uma área já desmatada onde era um estacionamento. Os proprietários dizem que construirão prédios na área já desmatada e deixarão o "parque" aberto para o público enquanto os hipsters do local querem que o terreno seja desapropriado para ser um oficialmente um parque (nessa horas eu penso, quando convertem uma faixa de veículos para ônibus eles reclamam, agora, pela "coletividade" eles querem que um terreno particular seja desapropriado), deixa pra lá. De qualquer maneira o local é bem legal e rende fotografias. Fiz algumas neste dia e depois voltei lá, no dia 15 de Julho, com um grupo para uma saída fotográfica oficial. Algumas fotos deste local estão aqui no meu site no link Parque Augusta.

No Domingo, dia 2, foi a vez de ir com a Lorena e minha mãe na exposição do Juan Miró no Instituto Tomie Ohtake, uma grande e ótima exposição sobre este artista surrealista (que pra mim é bastante abstrato em suas imagens, mesmo as dando algum sentido).

A semana começou e, na 4ª feira, dei a 1ª aula do Curso de introdução à macrofotografia no SESC Jundiaí. Este curso terá duração de 4 aulas, ontem foi a 3ª e, já na primeira teve "overbook", com a turma lotada e algumas pessoas na fila de espera (que no final também puderam participar). E, neste novo curso, como o público é muito variado (principalmente no quesito de equipamento fotográfico), além de falar um pouco de equipamentos para macro (que é obrigatório em um curso de macro) dei um grande enfoque no olhar macro e em como aproveitar o máximo que o seu equipamento permite. E, pelo retorno dos alunos (que continuaram indo nas aulas seguintes), acho que gostaram (assim como eu estou gostando muito deste curso). Vamos ver se o coloco em outras unidades SESC em breve ;-)

Já chegando na metade do mês, dia 9, enquanto a Lorena trabalhava em uma cão-minhada eu fui pedalar um pouco pela região. Dessa vez optei ir para Tietê, dando 36 km até seu centro na ida (onde infelizmente a sorveteria da praça ainda estava fechada). A volta, por um caminho um pouco mais curto, deu 30 km, completando uma ótima manhã de pedal com 66 km e mais de 1000 m de desnível acumulado, deu para queimar as pernas.

No final de semana que se passou a Lorena e eu subimos também a Pedra Grande de Itatiaia, Pedra Furada e outros cumes sem nome (veja aqui o relato dessa viagem) e passeamos também na cidade de Cruzeiro, onde aproveitei para fotografar a antiga estação de trem da cidade, hoje abandonada e perfeita para ser fotografada. Só a estação abandonada em si com a Serra Fina ao fundo já rende boas fotos mas, além disso, tem galpões, trens e trilhos por onde dá pra andar e fotografar tranquilamente (e não fomos expulsos, mesmo tendo sido vistos por lá, então acho que não é proibido). As fotos estão no link Estação Cruzeiro de trem.

O restante dos dias foram intercalados com trabalho "normal" e alguns poucos dias de treino (mês que vem será diferente). Na semana que vem terá a última aula do curso do SESC e a 24ª turma do meu Curso Básico de Escalada em Rocha, ainda com vagas disponíveis, aproveite! Depois deste mês cheio, pretendo ter um "mês sabático" em Setembro, talvez apenas com um curso de macrofotografia, mas vai depender da procura e assumo que estou mais focado em terminar um outro projeto de montanha na mantiqueira do que montar turma de curso.

Enviado por Tacio Philip às 11:37:33 de 20/08/2015



24/07/2015 23:54:45 - Subida do Pico dos 3 Estados via Paiolinho - Trilha da Panela

Há quase 10 anos, em uma das primeiras vezes que subi/desci a trilha que leva direto à Pedra da Mina via Paiolinho (Fazenda Serra Fina), notei uma bifurcação onde havia uma panela pendurada nas árvores e me questionei para onde ia essa trilha. E, mais que isso, olhando o local da bifurcação na carta topográfica (e anos mais tarde no google earth), me animava a possibilidade dela levar até o Pico dos Três Estados. Este ano chegou a hora de analisar essa hipótese e fazer acontecer.

Com a chegada da temporada de montanhismo/escalada e animado por já ter conseguido fazer bastante coisas este ano, chegou a hora de colocar em prática as ideias para a "Trilha da Panela". Assim, com o auxílio da carta topográfica e google earth, comecei a planejar o que poderia vir a ser um caminho da bifurcação até o Pico 3 Estados, 10ª montanha mais alta do Brasil de acordo com o Anuário Estatístico do IBGE, onde eu já estive 2 vezes.

Além do planejamento, tive também que recrutar alguns amigos para a dura empreitada. A primeira investida, em Junho, foi feita com o Jonas e Alcides e chegamos perto, muito perto de completar a trilha, mas tivemos que desistir por falta de tempo e água, a 2 horas do cume. O relato completo pode ser visto no link Trilha da Panela - Investida I.

Agora, para essa 2ª investida, com o Jonas e o Alcides fugindo da roubada, foi a vez de recrutar o Leandro e o Peter (e também o Bruno, que infelizmente acabou não conseguindo se encontrar conosco por causa das condições escorregadias da estrada que leva à Fazenda Serra Fina) para encarar a trilha e tentar concluir o projeto. Sendo assim, na 3ª feira busquei o Peter no metrô às 18h, o Leandro no seu trabalho às 18h20 e seguimos estrada rumo à Passa-Quatro.

A estrada foi tranquila, com apenas uma pausa para almoço na região de Roseira e no começo da noite estávamos passando por Passa-Quatro e começando a subir a estrada que leva ao bairro do Paiolinho (e fazenda Serra Fina). O começo foi tranquilo mas, devido a umidade, logo o carro começou a sofrer em algumas subidas, tendo que ir no embalo em algumas, de marcha-a-ré em outras ou não subir de vez, o que aconteceu a 250 m da fazenda (nessas horas eu sinto falta do Defender). Sem conseguir subir a rampa final, depois de várias tentativas, resolvemos bivacar por ali mesmo e no dia seguinte, quem sabe, tentar subir o restante com o carro.

No dia seguinte, 4ª feira dia 22 de Julho, acordamos às 6h, arrumamos as coisas e às 7h, horário que era para o Bruno já ter chegado, deixamos o carro e começamos a caminhar. Poucos minutos e estávamos assinando o livro na entrada da fazenda e seguindo nosso caminho trilha acima, pela trilha aberta que leva à Pedra da Mina.

No começo da trilha da Panela - pausa pra café da manhã

Alguns minutos de caminhada se passaram então fizemos nossa pausa pra café-da-manhã no 1º riacho da trilha. De lá, agora alimentados, seguimos mais um pouco pela trilha bem aberta e logo estávamos na bifurcação da panela, onde me surpreendi por não encontrar a antiga panela vermelha e furada mas sim, uma nova panela, também furada, em uma outra árvore (será que roubaram a panela antiga? Ela estava lá mês passado).

Bifurcação da trilha da panela

Na bifurcação mais uma breve pausa para fotos e vídeo e então saímos pela bifurcação que sempre chamava minha atenção. Neste trecho ainda há uma boa trilha, razoavelmente aberta, que leva até uma grande cachoeira, provavelmente visitada mais pelo pessoal da região já que nunca tinha ouvido falar sobre ela. Lá chegando, mais uma pausa curta, o Leandro quase mergulha em uma poça dágua (já adiantando o quanto nos molharíamos mais em frente) e logo começamos a subir, do outro lado do rio, a nova Trilha da Panela.

Mesmo com alguns trechos com o mato começando a crescer (principalmente bambus), a trilha estava bem aberta e visível, não causando nenhum problema para ser seguida e com uma progressão muito mais rápida que na investida anterior. Fomos seguindo e, às 10h, estávamos no que mês passado chamamos de "Cachoeira Verde", por estar no Rio Verde e com um grande poço que justifica seu nome. Lá aproveitamos para uma pausa um pouco mais longa, para comer algo antes de seguir nosso caminho.

Cachoeira do rio verde na Trilha da Panela

A partir desse momento a "trilha" é o próprio rio acima. Fomos seguindo, zig-zagueando o sobe pedra, desce pedra, contorna pedra, às vezes com água até as coxas até que, quase 2 horas depois, chegamos a uma outra grande cachoeira, onde deixamos o rio e seguimos a trilha que vai aos poucos subindo, mas acompanhando o rio ao nosso lado.

Meia hora se passou e chegamos então à crista de onde se vê a crista que sobe para o Pico 3 Estados, do outro lado de um profundo vale, com outras duas cachoeiras ao fundo (uma das ideias iniciais era atravessar este vale mas, na investida anterior, vimos que seria complicado de atravessar e seguimos o plano "B", seguir a crista que levava ao cume ao lado do 3 Estados).

A partir desse trecho a trilha fica bem mais inclinada e segue forte para cima. Fomos subindo e, às 13h30, chegamos no local onde havia bivacado mês passado (são pouquíssimos locais, na trilha inteira, onde é possível bivacar). Lá, animados por chegar na "hora do almoço" (em vez de chegar às 18h, como no mês passado), mais uma pausa para lanche e descanso até voltar a caminhar, como sempre, morro acima.

Descansando no local do bivac anterior na Trilha da Panela

De lá a trilha não segue mais tão aberta como antes mas ainda está razoavelmente visível e, nos trechos piores, onde tem os mares de bambus, continuava bem aberta e marcada. Fomos subindo e descendo os vários pequenos cumes do caminho até que, por volta das 16h, estávamos a uns 50 metros do local onde o Jonas e eu havíamos chegado na tentativa anterior.

Sem seguir muito para a direita, como o Jonas e eu fizemos mês passado, desta vez olhamos para o lado oposto e vimos o que parecia ser uma crista rochosa. Sabendo que o caminho direto seria muito fechado até o cume (fato observado anteriormente), decidimos então seguir para a crista na esperança de encontrar lajes de pedra que nos levasse ao topo.

Com o cansaço já batendo forte fomos seguindo, no começo atravessando muitos trechos fechados de capim elefante, até chegar nas rochas, onde tivemos uma vista animadora: muitas lajes seguindo para cima.

Com o Leandro na frente fomos subindo, priorizando sempre os trechos rochosos que, mesmo bem inclinados em alguns trechos, eram muito mais rápidos de seguir que a selva de capim elefante ao nosso redor (e que cortava nossa progressão entre algumas lajes).

Com o tempo chegando ao limite, e o clima não colaborando muito, fomos seguindo os trecos de rocha, vara-mato, rocha, vara-mato até que o trecho mais inclinado passou e as coisas começaram a ficar mais fáceis. De lá mais alguns minutos e então chegamos, finalmente, ao cume ao lado do Pico Três Estados, por onde passa a travessia da Serra Fina. Foi muito animador ver um vestígio humano (um totem) e saber que tínhamos conseguido o planejado.

Cume do Pico 3 Estados com chuva depois da Trilha da Panela

De lá, com as últimas luzes do dia, seguimos pela trilha super aberta da Serra Fina até o cume do Pico Três Estados, onde chegamos às 18h. Cansados mas muito felizes por concluir a trilha, arrumamos nosso local de bivac em uma das clareiras do cume, preparamos nosso jantar e finalmente entramos nos sacos de dormir para uma boa noite de sono.

A noite foi bem tranquila, quente, seca e conseguimos dormir muito bem. Às 6h o despertador do celular tocou e, junto com ele, chegou uma forte neblina, que logo virou uma garôa, e molhava de verdade. Como se tivéssemos levado um chute no saco com alguém dizendo: "vai, não queriam roubada?" tomamos café da manhã, começamos a arrumar as coisas e, já molhados e com as mochilas molhadas nas costas, começamos nosso caminho de volta, também pela Trilha da Panela (na noite anterior até cogitamos voltar pela Pedra da Mina, mas isso esticaria em muito a caminhada e achamos melhor voltar por onde tínhamos ido).

Cume do 3 Estados antes da descida da Trilha da Panela

Às 7h começamos a descida pela trilha da Serra Fina e logo chegamos ao cume de onde "despenca" a recém aberta Trilha da Panela. Navegando por equipamentos (leia-se usando o GPS bastante porque a neblina não nos deixava ver muito o caminho a seguir) começamos a descida tentando seguir exatamente o mesmo caminho que tínhamos subido (ninguém queria ter que varar outro mar de capim elefante nem de bambus).

Mesmo com o clima ruim, deixando muitas lajes escorregadias, a descida foi mais rápida que a subida e, quanto mais descíamos, melhor o clima ficava. Aos poucos atravessamos os 4 pequenos cumes da crista e então descemos até o ponto de onde se vê as cachoeiras e sai da crista. Lá uma pausa para lanche e, 30 minutos depois, já estávamos de volta ao Rio Verde, de onde seguiríamos, mais uma vez, pelo seu leito.

Com o clima molhado o nível do rio tinha subido um pouco e o fluxo estava mais forte (nunca tente essa trilha se tiver previsão de chuva forte, não há como escapar do rio) e acabamos levando um bom tempo (cerca de 2 horas) até chegar na Cachoeira do Poço Verde, onde fizemos mais uma pausa pausa para lanche.

Sabendo que o final da trilha estava cada vez mais próximo seguimos trilha acima e chegamos então até a grande cachoeira, de onde a trilha melhoraria mais ainda. Mais alguns longos minutos de caminhada, animados por saber que cada vez o caminho ficaria melhor, chegamos então à bifurcação da Panela, cansados mas com a missão cumprida e, principalmente, sem ninguém se machucar (pelo menos seriamente), já que o relevo era bem complicado.

De volta à Panela depois da abertura da Trilha da Panela

Depois de uma breve pausa para comemorar e fazer um vídeo final seguimos nosso caminho, agora pela aberta trilha do Paiolinho, seguindo os 3 km até a Fazenda Serra Fina em pouco menos de 1h, chegando no carro às 15h50, 7h50 depois da nossa saída do cume do 3 Estados.

No carro finalmente pudemos trocar as roupas molhadas por algo seco e então seguimos nosso caminho de volta à civilização, cansados mas felizes de termos completado este projeto que me atiçava há muitos anos.

No retorno uma pausa para calibrar os pneus antes de descer a serra (e já pensando no próximo projeto que será exatamente ali) e, já na Dutra, pausa para nosso almoço-janta em Roseira, em um restaurante que já estou bem acostumado de frequentar. De lá mais alguns longos quilômetros até Bom Jesus dos Perdões (ao lado de Atibaia), onde mora o Peter, mais pouco mais de uma hora até São Paulo e, umas 21h20, finalmente estava em casa para o merecido banho e descanso.

Este ano está sendo muito bom para meus projetos de montanha. Em Abril, com o Jonas e o Lucas abrimos a Travessia Davi-Parofes e, agora em Junho e Julho, com o Jonas, Alcides, Leandro e Peter foi a vez da Trilha da Panela. E os projetos do ano não acabaram. Espero, ainda este ano, completar pelo menos mais um deles, de uma montanha que tentei ano passado com o Mateus mas que não conseguimos completar. Que a temporada continue como está!

E algumas das poucas fotos desta 2ª investida estão no link Trilha da Panela - Paiolinho-3 Estados.

Enviado por Tacio Philip às 23:54:45 de 24/07/2015



21/07/2015 14:48:56 - Desenferrujando o pedal no Limoeiro e saída para Vila Itororó

Tentando desenferrujar no pedal (afinal não tenho pedalado com a frequência que eu gostaria, principalmente na terra), no Sábado cedo busquei o Dom às 8h em sua casa e pegamos estrada rumo Jundiaí.

Apesar do seu atraso por causa de pneu vazio a viagem foi tranquila e só fizemos algumas breves pausas para eu fotografar o odômetro do carro, que completou 111111 km (coisa de fotógrafo nerd), chegando no "Sucos Rondon" às 9h35, onde o Alessandro, que vinha de Itu pedalando, tinha acabado de chegar.

Sem perder tempo tiramos as bikes do carro e logo começamos a pedalar, sentido Limoeiro. No caminho ultrapassamos uma procissão de carros, cavalos e carroças e, quando o Dom pensou que faríamos uma pausa para ele tomar algo, logo disse pra continuarmos (tive até que mentir para ele dizendo que não tinha dinheiro para emprestar para ele comprar um gatorade) ;-)

De volta ao pedal fomos seguindo o sobe-desce (agora mais desce) e, com 35 km de pedal saímos na Rondon, de onde o Alê segui direto para Itu completando seus 80_e_poucos km enquanto o Dom e eu seguíamos no sentido contrário para voltar onde o carro estava.

O cansaço já começava a bater, fizemos uma pausa para pegar água e alguns quilômetros depois, perto do pedágio, o pneu traseiro do Dom começou a esvaziar. Enchemos uma primeira vez na mão com a bomba, seguimos uns 200 metros e esvaziou novamente. Paramos em uma loja de pneu (onde vi que a válvula estava solta), enchemos novamente e mais uns 200 m e o pneu esvaziando. Nessa hora, como faltava menos de 10 km para terminar o pedal (e o Dom já estava morrendo), não compensava ficar procurando o furo pra consertar então decidimos que eu seguiria até o carro e voltaria para o resgate.

Com o resto da energia dei uma puxada no pedal e alguns km depois o Dom me ultrapassa, em uma caminhonete, com quem tinha conseguido uma carona! Mais animado em acabar logo, forcei de vez o final até chegar, morto, novamente no Sucos Rondon, onde o Dom já comia um Açaí e tinha acabado de pedir o meu (tinha mandado pra ele uma mensagem no cel falando que estava chegando).

Com as pernas ameaçando ter câimbras comemos sem pressa, guardamos a bike e seguimos de volta para São Paulo. No final foram 56,6 km de pedal (35 km em terra) com média de 16,6 km/h e 989 m de desnível acumulado. Apesar do sofrimento, era o que queríamos e serviu bem para mostrar que temos que treinar mais.

O resto do final de semana foi me recuperando do sono atrasado dos dias anteriores cuidando de mais um gato que resgatei e do cansaço do pedal. E hoje dia de estrada novamente para tentar completar um projeto de alguns anos e que comecei a executar no mês passado.

No final de semana que vem estarei de volta em São Paulo para guiar um grupo de fotógrafos em uma Saída fotográfica para a Vila Itororó. Ainda há vagas e dá tempo de participar! Algumas fotos que fiz neste local estão no link Vila Itororó.

Enviado por Tacio Philip às 14:48:56 de 21/07/2015



17/07/2015 22:20:36 - Escalada em Campinas, passeios e fotografias

O feriado prolongado de 9 de Julho foi aproveitado na região de Capivari, pra onde fui já na 4ª feira, perto da hora do almoço, tentando fugir do trânsito (mais tentando que conseguindo de verdade).

Na ida, como a Lorena só chegaria em sua casa à noite, fiz uma pausa na casa do Alê em Itu, aproveitando para trocar o óleo do carro e falar bastante besteira. De lá mais uns 40 km e, no começo da noite, já estava em Capivari.

O dia 9, feriado, foi dia de preguiça e, na sexta-feira, dia 10, fomos para Campinas escalar na Pedreira do Jd Garcia, felizmente desta vez com o clima muito mais ameno que a vez anterior que fomos para lá, no verão.

Chegando na Pedreira entrei na via No Brejo, um 5º grau gostoso mas que vai bombando os braços aos poucos, sendo seguido depois pela Lorena. Na sequência entrei também na Perdidos no Brejo (6º), logo ao seu lado.

De volta ao chão fomos então para o começo da pedreira, onde escalei as vias Expressolândia (4º), Fendolândia (5º), novamente a Expressolândia pra limpar a parede, Cocalzinho (5º sup) e 12 de Outubro (6º).

Ainda com vontade de entrar em mais alguma via e, principalmente, colocar a Lorena pra escalar mais, fomos então pra via Cantil na Cabeça (5º), que foi escalada por mim, pela Lorena e por mim novamente pra finalizar os braços.

Apesar de ser uma pedreira, lá é um local bem legal (inclusive é onde escalei meu primeiro 7c há muitos anos atrás). Tem vias de diferentes graduações e estilos, predominando batentes e regletes. A única reclamação, desta vez, foi ter perdido um mosquetão com um cordelete (se achou me avise, ok?).

Saindo da Pedreira uma pausa pra compras e um lanche com capuccino gelado (muito bom) na Leroy e, de volta a Capivari, uma festa junina à caráter de noite.

O resto do feriado prolongado foi em Capivari, principalmente curtindo uma feira de carros usados na praça central e fazendo também umas fotos em uma das igrejas, em um dia que o Alê foi para lá também com a Fer e a Isa. O feriado acabou, na 2ª cedo voltei pra São Paulo e, tirando a correria de 2ª por causa de um projeto que tinha que ser enviado neste dia, o resto da semana foi razoavelmente tranquila.

Na 3ª feira dei uma treinada na 90 graus e na 4ª feira fui com o Luiz conhecer a Vila Itororó, local onde fiz algumas fotos (veja as fotos neste link), onde levarei um grupo de ex-alunos e outros interessados em fotografia para um safári fotográfico no dia 25 (inscrições abertas).

Na 5ª feira minha mãe e eu fizemos um bate-volta em Pedra Bela pra resgatar a Belinha, uma gatinha que eu tinha resgatado na aula prática da turma 23 do curso básico de escalada e deixado em um veterinário por lá (mas para o tratamento não ser interrompido, o olho dela precisa ser tratado e o veterinário não fica lá todos dias, achei melhor trazer pra casa) ;-)

E amanhã é dia de pedal, as coisas já estão quase separadas e daqui a pouco ir pra cama para acordar cedo amanhã!

Enviado por Tacio Philip às 22:20:36 de 17/07/2015



07/07/2015 18:26:22 - Escalada no Cuscuzeiro em Analândia, curso de escalada, cursos de foto e treinos

Nos dias 21, 23 e 24 de Junho dei a 23ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha. Esta foi uma turma bem compacta, com apenas dois alunos, e fizemos tanto as aulas teóricas quanto a prática, em Pedra Bela, durante a semana (muito bom encontrar a Pedra Bela vazia).

No final de semana fui para Capivari e, no Domingo, dia 26, depois de acordar quase na hora do almoço a Lorena e eu pegamos estrada rumo Analândia, a 130 km de Capivari. A viagem levou quase 2h e, logo que chegamos no local, fizemos uma boa pausa para comermos um lanche antes de seguir a trilha até a base do Cuscuzeiro, já no começo da tarde.

Na base, um pouco perdidos (era a 3ª vez que escalaria lá), demos uma andada para nos localizar e depois entrei na via "Tarzan" (4º), logo seguido pela Lorena, que leva até a base da via "Bundão" (6º), que escalei em seguida saindo no topo do Cuscuzeiro. Com um pouco da minha ajuda a Lorena logo subiu e, depois de um passeio rápido no topo, descemos via rapel até novamente sua base.

Novamente na base e sem muito tempo para perder resolvi entrar em uma via que eu já havia escalado e lembrava que era legal, a "Manga com Leite" (6ºsup), uma via levemente negativa mas com agarrões, exatamente o que eu queria brincar no dia.

A subi uma primeira vez, guiando e, de cima, dei segurança para a Lorena tentar e brincar de cair em seus movimentos mais atléticos. Com o final do dia chegando, mas ainda com braço para acabar, voltei ao chão e, para não perder tempo, subi novamente a via, agora em top, só para fazer um pouco mais de força. Chegando ao final a Lorena me desceu e, novamente, a subi, ai sim deixando os braços bem bombados pelas escaladas na sequência.

Com o Sol já se escondendo guardamos os equipamentos, fiz algumas fotos e logo seguimos nosso caminho de volta pra Capivari fazendo apenas uma pausa em Piracicaba para o jantar.

Apesar do grande número dos caros pedágios e ainda pagar para entrar, o Cuscuzeiro é um local bem interessante. A escalada em seu arenito é bem gostosa e tem vias para todos gostos e graduações, vale a visita e o retorno!

O restante da semana foi tranquila, com treino na 90 graus, participando da banca de defesa do TCC de uma ex-aluna de curso macro (e voltando de Diadema a pé correndo uns trechos), pedal pra comprar ingresso pra show e um final de semana em parte em São Paulo e em parte em Capivari. Além disso algumas aulas particulares de macrofotografia para uma aluna que está querendo aprender tudo sobre a técnica.

Esta curta semana foi ocupada ontem com mais treino na 90 e hoje mais aula particular de macro. Amanhã, com a pré-chegada do feriado da 5ª feira, arrumo as malas e pego estrada novamente (ainda sem rumo definido).

Enviado por Tacio Philip às 18:26:22 de 07/07/2015



25/06/2015 16:56:02 - Meia maratona de trekking com 1400m de desnível na serra do lopo - Extrema

Ontem, aproveitando a folga do Leandro, às 10 h o busquei em sua casa e seguimos estrada rumo Extrema, no Sul de Minas Gerais, para subir uma trilha que eu havia conhecido este mês com a Lorena, trilha do Pinheirinho. Entretanto, além desta trilha, que sai de Extrema e sobe a serra, a ideia era esticar a caminhada até a "Pedra do Cume" (Pico do Lopo), o que daria uns bons quilômetros a mais de caminhada.

Depois de enfrentar um pouco de trânsito na saída da cidade (o CET tinha fechado duas faixas na Dutra, bem no meio da semana, para colocar uma placa em um viaduto), pouco antes das 12h30 chegamos na Praça Central de Extrema, onde fizemos a merecida pausa para almoço e logo seguimos para o começo da trilha.

Apesar de, no dia anterior, termos olhado a previsão do tempo em dois sites onde um deles dizia que choveria e o outro que não, preferimos acreditar no mais otimista só que ele nos enganou. Mesmo com uma garôa fina, o que com certeza nos molharia, decidimos continuar o planejado, colocamos os anoraks e começamos a caminhar (parte dessa decisão foi pelo fato de levarmos uma muda de roupa extra para podermos trocar no retorno, agradecemos a Gi - esposa do Leandro - por nos lembrar desse fato) ;-)

Iniciamos a subida às 12h41 saindo de 979 m de altitude e, uns 10 minutos depois, vendo que a garôa estava "séria", fizemos uma pequena pausa de uns 2 minutos para colocar as mochilas por baixo dos anoraks, seguindo a trilha logo em seguida.

Apesar da garôa nos molhar um pouco, o que mais nos molhava era a vegetação que nos usava como toalhas quando passávamos por ela. Sem demorar muito o frio começou a pegar mas logo a subida mais inclinada se encarregou de nos aquecer.

Fomos seguindo a trilha que eu havia feito no começo do mês, passamos pelo 1º ponto de água, pelo 2º, pela Pedra do Sapo, pelo último ponto de água e continuamos subindo até sair na estrada, já na crista da serra depois de 3 km de trilha, a 1500 m de altitude às 13h44.

De lá foram mais 3,2 km pela estrada, passando pelas rampas de vôo livre, até o começo da trilha já em cima da serra, a 1670 m de altitude, onde chegamos às 14h25. Agora, apesar de voltarmos para trilha em meio a mata, ela seguiria mais tranquila em um sobe desce constante, passando pela Pedra das Flores, até chegar à Pedra do Cume às 15h23 e completando 10 km de caminhada.

No topo uma pausa de menos de 2 minutos e logo pegamos o caminho de volta, fazendo uma pausa sob uma pedra (bem mais abrigado que o cume, onde ventava muito e fazia muito frio) para o merecido lanche.

Devidamente alimentados (e molhados) voltamos a caminhar, acelerando um pouco o ritmo para nos aquecer do frio e vento que nos acertava nos trechos mais abertos, chegando às 16h29 novamente na estrada, seguindo novamente os 3 km até a torre, entrando novamente na Trilha do Pinheirinho.

A descida não pode ser muito rápida já que o chão estava bem escorregadio mas logo chegamos na bifurcação ao lado do 3º ponto de água da subida, onde desviamos nosso caminho em direção à Pedra da Sacerdotisa, aumentando um pouco mais a distância e desnível da trilha.

Com as últimas luzes do dia, às 17h40, fizemos uma pausa para pegar as headlamps e voltamos a seguir pra baixo (de agora em diante seria só descida). Fomos descendo em ritmo constante mas sem poder acelerar muito e, às 18h45, 6h03 depois de nossa saída, estávamos de volta ao carro para poder trocar de roupa e irmos comer!

Ao final foram 21 km (uma meia maratona) de trilhas percorridos em 6h03, com um desnível acumulado de 1385 m, tendo sido um excelente treino para uma 4ª feira nublada. Hoje os pés e joelhos cobraram um pouco o preço da forte caminhada (no começo do dia eu estava andando como o Ozzy Osbourne) mas já estou me recuperando e pensando na próxima!

Enviado por Tacio Philip às 16:56:02 de 25/06/2015



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