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10/10/2014 10:25:24 - Escalada da via Evolução em Pedralva - o retorno depois de 8 anos

Depois de termos adiado, na semana passada, a viagem por causa de chuva, na 2ª feira, dia 6, no período da manhã cheguei em São Paulo de Capivari e às 14h já me encontrei o Leandro para pegarmos estrada.

A viagem foi tranquila, sem pressa e, com o final da tarde se aproximando, chegamos em Pedralva. Na cidade logo nos hospedamos, arrumamos as tralhas para escalar no dia seguinte, fomos jantar e, depois de uma cerveja para relaxar, voltamos para o quarto para uma boa e longa noite de sono.

No dia seguinte acordamos às 7h, tomamos o café da manhã e logo pegamos estrada até a casa do Tião Simão, dono de propriedade que dá nome a uma das vias que já escalei por lá há alguns anos. Com o carro estacionado e mochila nas costas começamos a caminhada, chegando na base da via 50 minutos depois.

Na base nos equipamos e logo comecei a escalar sua primeira enfiada, lembrando de como tinha sido uma verdadeira "evolução" escalá-la há 8 anos, em 2006, com o Pedro e o Leonard. Lembrei bastante também d quando, também em 2006, a escalei em solitário, o que é, até hoje, uma das minhas melhores escaladas/experiências em rocha. E, para o Leandro, também era uma repetição, sendo que a dele há mais tempo ainda, em 2004!

A subida foi tranquila e sem surpresas. Não subimos com pressa mas mesmo assim a subida foi rápida, inclusive passando sem problemas pelas 3 enfiadas crux da via (VIsup), chegando na última parada da via depois de 4h de escalada. O incômodo maior, como da primeira vez, foram os pés, que logo começaram a sofrer de ter que pisar naqueles inacabáveis e pequenos regletes.

No topo uma longa pausa com direito a caminhada pelo cume, mais fotos, lanche e depois começamos a preparar nossa longa descida até o chão, que levou 2h e também sem imprevistos (nenhuma corda presa, sem muitos espinhos de cactos na mão etc.).

Na base logo guardamos tudo e descemos de volta para o carro, em uma descida que levou cerca de 40 minutos. De lá estrada, com direito a uma boa pausa para janta mineira, antes de chegarmos em São Paulo no meio da noite.

A via Evolução é uma via espetacular e lembro como foi, em 2006, escalá-la. Para quem quer rumar para vias tradicionais o seu nome condiz bem e muitas pessoas me disseram que "sua escalada mudou" depois dessa via. Então, para quem quer seguir pelas grandes paredes, está ai a dica! Além disso, ainda tem diversas outras vias na parede, algumas que eu já escalei e outras na fila de espera, ou seja, com certeza retornarei para lá!

E algumas fotos já estão no link Escalada Via Evolução - Pedralva.

Enviado por Tacio Philip às 10:25:24 de 10/10/2014



09/10/2014 20:19:43 - Mais uma subida da Pedra Grande de Atibaia

No dia 02 de Outubro o Lucas me buscou na estação Marechal Deodoro do metrô e logo seguimos estrada, rumo Atibaia. Depois de um pouco de trânsito, e uma breve pausa, estávamos com o carro estacionado em frente ao "aeroporto" de Asa Delta de Atibaia, acabando de nos arrumar para começar a subida.

A subida, já no final da tarde, foi bem rápida e em 1h11 estávamos no cume da Pedra Grande, fazendo uma pausa de cerca de 10 minutos para lanche e logo começar a descida (fugindo do frio).

Na descida, já no escuro, percebi que a bateria da minha headlamp tinha acabado, fazendo só um efeito psicológico que eu preferi deixar apagado pra não atrapalhar a vista a se acostumar com a escuridão levemente iluminada pela Lua crescente. Além de não querer descer muito rápido (medo de machucar mais ainda minhas costas como quando desci a trilha inteira correndo), não podia também acelerar muito porque usava a iluminação do Lucas, que seguia na minha frente, para me guiar.

No final da trilha, quando chegamos dentro do condomínio, decidimos aumentar um pouco o ritmo e descemos esse trecho final, que segue pelas ruas asfaltadas, trotando. Sendo assim, em 1h, o que ainda foi um tempo muito bom, chegamos no Pouso de Asa Delta, onde o carro nos aguardava.

De lá, com a fome se mostrando, seguimos para o Califa para a famosa esfiha. Lá inclusive fizemos um vídeo para nosso ex-parceiro de bike, escalada e montanha Domiciano Miranda. Agora, com as rédeas da mulher mais curta, ele ta praticamente aposentado, só engordando e já pensando em vender tudo. Dizem as más línguas que logo terá um bazar, estilo "família vende tudo", onde o Dom venderá, a preços módicos, sua bike, acessórios, equipo de montanha, escalada etc. Só um recado para ele: "vira hómi Dom!".

De lá mais um pouco de estrada e logo estava de volta ao metrô, indo buscar meu carro em uma estação mais perto de casa e voltando para o merecido descanso. Como sempre, a Pedra Grande é uma ótima subida e treino perto de São Paulo. Já estive lá uma dezena de vezes e, com certeza, retornarei outras centenas.

Enviado por Tacio Philip às 20:19:43 de 09/10/2014



01/10/2014 21:39:43 - Pedal, pedal, pedal, cursos, mais pedal e fotografias abstratas

Desde que comemorei com a Lorena, em um final de semana, mais uma volta deste planeta ao redor do Sol, tive meu tempo ocupado principalmente por duas coisas: bike e alguns cursos.

No dia 16 de Setembro, quase chegada da Primavera, dei uma aula particular de macrofotografia, sendo a aula teórica na sala de aula, no período da manhã e, a prática, no Jardim Botânico. Apesar do tempo ainda um pouco frio e seco, já dava para perceber que os insetos começavam a reaparecer.

Dois dias depois, na 5ª feira, tentando desenferrujar um pouco fui dar uma pedalada por São Paulo, principalmente para passar em alguns trechos das novas ciclovias/faixas implantadas em São Paulo (e tanto motivo de discussões, principalmente por politiqueiros que não se importam com a função, mas com o "quem fez" e o "quem é contra"). Nesse dia acabei rodando pouco mais de 35 km e, como novidade, só a ciclovia da Vergueiro, onde era uma faixa de moto. Inclusive esse é um trecho importante. Quando eu ia para a pós de bike passava por lá e era um dos trechos mais perigosos do meu percurso, agora está ótimo.

Chegando o final de semana, com a Lorena vindo para São Paulo, tivemos um final de semana mais cultural, só com alguns passeios, inclusive na Pinacoteca, no Domingo, antes de pegarmos estrada para Capivari, onde aconteceu o "1º dia municipal sem carro" da cidade, que ajudei como voluntário na montagem de cartazes, encher balões, plantio de árvores etc. etc. etc.

Na 3ª feira, dia 23, aproveitando que estava pelo interior, no retorno para São Paulo fiz um pit-stop em Itu, para um pedal com o Alessandro. O começo do pedal foi bem tranquilo até que, aos 38 km de pedalada, enquanto estava ao lado do Alê, começo a ouvir um som como de freio raspado na roda e na sequência um estouro. Mas não era o pneu que tinha estourado, era o aro! Passamos algum tempo pensando nas possibilidades e logo o Ale teve uma boa ideia: tirar o pneu e ver se era possível andar só com a roda (que já estava perdida). Assim, os quase 10 km restantes foram rodados com a bike sem pneu na roda dianteira. No mesmo dia aproveitamos ainda para um sorvete em Itu (que o Ale me devia de aniversário), para depois pegar de volta a estrada para São Paulo.

Chegando o final de semana, na sexta-feira, aproveitando que eu tinha visto diversas matérias na internet e vídeos de pessoas que não pedalam criticando uma nova ciclovia/faixa, resolvi ir até o local para ver o que realmente tinha de errado, filmar e comentar minhas impressões.

A ciclovia em questão está na Av. Escola Politécnica e, os três motivos principais de reclamações (das pessoas que não pedalam, não dos ciclistas) são:
- A ciclofaixa é compartilhada com calada em alguns trechos;
- Tem obstáculo (árvore e poste) em um trecho;
- A ciclovia passa na frente de posto de combustível.
Como dá para perceber, comentários totalmente sem sentidos. Se a ciclofaixa é compartilhada com pedestres, simplesmente significa que não foi possível fazê-la isolada (o que é o ideal) e que, nesse trecho, tanto ciclista quanto pedestre tem que respeitar um ao outro. Sobre a árvore e poste, quem comenta não deve entender que bicicleta faz curva e é possível desviar (essas pessoas devem bater em pilastras de viaduto nas ruas porque não devem conseguir desviar também). E o 3º comentário: sem comentários! Qual a diferença da ciclofaixa ou calçada passar na frente de um posto de combustível? Até agora não entendi.

De qualquer maneira, rodei 20 km só para experimentar os quase 6 km da ciclovia para fazer um vídeo, que tem tido uma boa divulgação por ai. As pessoas que não sabem pedalar não entendem que, quem quer, usa a bike, ganha tempo, faz exercício e se estressa menos que quem está horas e horas parado no trânsito. Mas veja o vídeo abaixo e meus comentários.

Chegando o final de semana dos dias 27 e 28 foi novamente hora de trabalhar, agora com uma turma do Curso Macrofotografia e Close-up em São Paulo. A turma teve 6 alunos e fico feliz por poder transmitir um pouco do que aprendi nesses anos para um pessoal super interessado (inclusive com gente vindo de longe para o curso, de Belo Horizonte).

Na Domingo, depois de ter desmarcado com o Leandro uma viagem para escalar devido a péssima previsão do tempo, a Lorena e eu fomos para Capivari e, na 2ª feira, aproveitei para mais um pedal com o Alessandro, dessa vez sem o imprevisto de explodir a roda dianteira. O pedal foi muito bom, com pouco mais de 51 km, e com direito a igualar meu record de velocidade na bicicleta: 79,4 km/h (o record anterior foi de 79 km/h - o marcador não mostrava décimos - e tinha sido da Dom Vilares, perto de casa, há uns 18 anos!). Mas continua entalado na garganta ainda não ter passado da marca dos 80 km/h. Mas quem sabe na próxima!

Hoje, dia 1º de Outubro, fui no Jd Botânico com o Guilherme Omella para umas macros de insetos e aproveitei para pegar umas folhas, que resultaram em um ensaio interessante de fotos abstratas (inclusive ando lendo muito sobre isso, esse tema tem me atraído cada vez mais). Uma delas segue abaixo (qualquer semelhança com Rothko e Newman não é mera coincidência, são só influências). ;-)

E fecho essa postagem com uma frase que li hoje, no livro "Arte Abstracta" de Dietmar Elger:
"Mas ele já me dizia por vezes que os outros apreciam os seus desenhos de animais, mas que ele próprio esperava um dia conseguir ultrapassá-los. Na altura ele "ainda precisava do animal" mas "as pessoas vão ficar muito espantadas com o que lhes irei apresentar um dia"."
(Maria Marc falando sobre o pintor Franz Marc)

Enviado por Tacio Philip às 21:39:43 de 01/10/2014



11/09/2014 14:33:52 - Subida do Pico dos Marins durante a madrugada

Na 3ª feira, dia 09/09, me encontrei com o Lucas e às 17h30 enfrentávamos o trânsito para sair de São Paulo. Apesar de levarmos um bom tempo na fila de carros, esse mesmo foi aproveitado para começarmos a colocar muitos bate-papos em dia e, já à noite, com a fome batendo forte, fizemos uma pausa para jantar em um restaurante que costumo parar em Roseira.

De lá, mais 100 m de estrada e começamos a ouvir um barulho estranho na roda. Paramos, não vimos nada e continuamos mais uns 300 m até o próximo posto (bem próximo do que havíamos parado para jantar) e encontramos um belo parafuso no pneu. Lá mesmo paramos no borracheiro, o parafuso foi retirado e sim: tinha furado o pneu. Com essa pausa forçada ficamos ainda mais um bom tempo parados até, novamente, seguir estrada rumo Piquete e, de lá, até a base do Pico dos Marins, onde fica o carro, agora chamada de "Marins West Face", tendo sido assumida por um pessoal da região, depois da saída do Milton.

No local, uma pausa rápida para trocar alguma roupa, colocar as mochilas nas costas, conhecer o Denis e, às 23h30, começamos a caminhar, embaixo de um céu completamente aberto e muito iluminado pela Lua cheia.

A primeira subida, até o Morro do Careca, foi muito rápida, chegando lá em apenas 35 minutos. Lá uma pausa de uns 30 minutos para fotos e, depois mais uns minutos, para encher nossos recipientes de água, antes de seguir caminho acima.

Já sendo dia 10/09, de madrugada, continuamos a subida, aproveitando a temperatura amena da noite para não perder muito tempo, parando só mesmo para um lanche rápido no meio da trilha e antes do ataque final ao cume, onde chegamos às 4h.

No cume, como subimos para bivacar (dormir ao relento sem barraca), procuramos um lugar menos surrado pelo forte vento, o que estava difícil, e vimos que havia uma barraca montada. Ficamos ainda um tempo fotografando as montanhas e luzes da cidade antes de, às 5h, nos retirarmos para nossos sacos de dormir para uma curta e MUITO fria noite de sono.

Acordamos por volta das 8h30 - 9h, já com o Sol começando a nos aquecer. Levantamos sem pressa, tomamos café da manhã e depois ficamos um bom tempo enrolando, passeando e fotografando pelo cume. Chegando perto da hora do almoço, guardamos as coisas nas mochilas, fizemos ainda mais fotos e então começamos a descer, isso por volta das 12h30.

A descida, torrando no Sol, já que não havia uma nuvem sequer no céu, foi tranquila e bem aproveitada para mais fotos, com muitas e muitas pausas rápidas. O tempo foi passando e, então, chegamos no começo da trilha, onde ai sim fizemos uma pausa mais demorada para lanche, antes de seguir o trecho final e descer até a base, onde o carro nos esperava, chegando por volta das 16h10.

De lá, depois de mais bate papo e pagar o estacionamento, foi só retornar para São Paulo, com direito a mais algumas paradas para fotos pela estrada que leva ao bairro dos Marins.

Apesar de cansados pela noite mal dormida e subida rápida da montanha, estávamos felizes pela bela caminhada e pelas fotos tiradas (dessa vez sim valeu a pena carregar um tripé até o cume da montanha). Para o Lucas foi a primeira vez enquanto que, para mim, foi a 9ª que alcanço este cume, sendo esta uma montanha que tenho um carinho especial e considero meu início no montanhismo: no dia 03 de Novembro de 2000!

E algumas das fotos já estão no link Pico dos Marins.

Enviado por Tacio Philip às 14:33:52 de 11/09/2014



09/09/2014 15:23:07 - Mais uma turma do curso básico de escalada em rocha

Chegando o final de semana, depois de uma semana tranquila de repouso e muita leitura enquanto minha lombar se recuperava, na sexta-feira minha mãe e eu fomos até Piracicaba, no período da tarde, para um passeio e, depois de jantar e enrolar um bom tempo no shopping, buscamos a Lorena na Unimep e pegamos estrada de volta para São Paulo.

No Sábado acordamos cedo e, às 9h, começou a aula teórica da 19ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha, que ofereço pelo meu site www.climbing.com.br. Nessa turma, pela 2ª vez, tive a ajuda do Osvaldo na aula teórica e contou com 10 alunos.

No Domingo, depois de madrugar pouco depois das 6h, às 7h a Lorena e eu pegávamos estrada rumo Pedra Bela, para a aula prática do curso de escalada. Chegando às 9h na base fomos nos encontrando com os alunos, o Osvaldo e Dom que me ajudariam também na prática.

O dia da aula prática, como sempre, foi bem cheio. Fui o primeiro a entrar na parede por volta das 9h30, sendo que também fui o último a sair, por volta das 16h30 (com direito a apenas uma pausa de uns 15 min pro meu "almoço"). Mesmo assim o andamento foi muito bom e, logo depois de treinarem auto resgate, nos despedimos e quase todos seguimos para o merecido açaí em Bragança.

Em Bragança, com a fome saciada, novamente estrada. Enquanto todos voltavam para São Paulo eu seguia o GPS que me orientava para o melhor caminho para Capivari, onde chegamos pouco depois das 21h.

Em Capivari uma passada no mercado antes do merecido banho e noite de sono, sendo que ainda fiquei por lá até a hora do almoço (o que foi uma boa, evitando que eu pegasse o trânsito na altura de Aldeia na Castelo Branco e na Marginal Pinheiros).

De volta à grande civilização (a qual pretendo abandonar em breve) dois longos e atarefados dias de trabalho. Agora já estou quase fechando o expediente para uma breve pausa em montanha, quase um bate-volta, com o Lucas. No decorrer da semana mais notícias e fotos. Os 15 kg de mochila já estão prontos (nesse peso contando uma câmera de verdade e tripé) ;-)

Enviado por Tacio Philip às 15:23:07 de 09/09/2014



02/09/2014 20:27:03 - Passeios em Extrema, palestra na photoimage, mais Atibaia, Capivari e Piracicaba

No Sábado, dia 23, depois de dar uma aula particular de macrofotografia, logo no final da tarde encontrei com a Lorena, passamos em casa e logo pegamos estrada, sem ela saber onde estávamos indo.

A viagem foi bem rápida e logo estávamos em Extrema, no Sul de Minas, para um final de semana light de passeio e curtição. Chegando na cidade nos hospedamos em uma pousada que eu havia ficado há alguns meses, quando tinha ido para lá fotografar com o Guilherme e, com o cair da noite, saímos para jantar.

No dia seguinte, depois de muita enrolação e preguiça, perto do final da tarde fizemos nosso checkout, demos uma volta pela praça central, onde ficamos mais um bom tempo conversando enquanto a noite chegava e, depois seguimos nosso caminho para Capivari, onde fiquei até a segunda-feira, quando retornei para São Paulo.

No começo da semana tive muito o que fazer, usando a segunda feira para terminar as revisões e lançar a 3ª edição da Revista Macrofotografia e a terça feira para acabar de montar a apresentação da palestra que eu daria na feira Photoimage Brasil, no dia seguinte.

Na quarta, depois de uma noite de muita dor nas costas, provavelmente por causa das muitas horas na cadeira trabalhando e um vestígio da Pedra Grande na semana anterior, me dei ao direito de enrolar o dia todo até que, no final da tarde, segui com minha mãe e o Guilherme para o Expo Center Norte, onde se realizava a feira. Lá encontrei ainda alguns amigos (Alcides, Arthur, Erico, Anderson, Robson, Cibele e muitos outros) e, às 19h30, comecei minha apresentação: "O invisível pelos olhos da macrofotografia - o que este novo mundo pode te revelar?". A palestra teve duração de uma hora e foi filmada, podendo ser assistida online neste link.

No dia seguinte, me dando o direito de um final de semana antecipado, aproveitei para ir mais uma vez subir a Pedra Grande, lembrando que na semana passada havia feito meu melhor tempo no percurso, começando do pouso de asa delta. Assim, depois de passar na Decathlon e comprar um tênis melhor para isso, no final da tarde estava com o carro estacionado no pouso de asa delta e começando a subida em ritmo mais forte ainda.

A subida foi muito rápida, chegando ao cume em 1h04, 6 minutos a menos que na semana anterior. Animado com o tempo, e começando a congelar no topo, logo comecei a descer e resolvi também forçar o ritmo, descendo quase que toda a trilha correndo, chegando no carro em 46 minutos, baixando em mais 6 minutos o meu tempo! Essa foi a primeira vez que faço esse trecho, subida e descida, em menos de 2h, e foi muito divertido!

Entretanto, essa descida correndo teve um alto custo: destruiu minhas costas, fazendo com que uma lesão que sofri há quase 3 anos, voltasse a doer muito, me rendendo uma noite muito mal dormida com a grande companhia da dor na lombar.

Na sexta feira, chegando oficialmente o final de semana, de noite peguei estrada e busquei a Lorena em sua faculdade em Piracicaba. De lá, uma pausa para uma porção mista e uma Guinness em um bar bem aconchegante e, depois curtir um sábado em Capivari, com direito a sessão de fisioterapia, acupuntura e terapia com esparadrapos para dor (sem deixar de lado o dorflex e ibuprofeno).

No Domingo, me sentindo com menos dor, fomos até Piracicaba e aproveitamos para passear no Engenho Central, onde acontecia o Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Aproveitei também a saída cultural pra fazer algumas poucas fotos pela região.

Ontem, saindo de Capivari cedo, retornei para a rotina de São Paulo e esta semana está bem tranquila. Como ponto negativo, a morte de um dos meus gatos, o Illimani, que já estava doentinho há alguns dias. Na 2ª cheguei em casa às 9h e ele já nem se mexia direito mais, fiquei com ele e às 11h30 ele morreu enquanto ganhava meu carinho. Parace que ele me esperou voltar de viagem no final de semana para se despedir. Triste, mas hoje em dia a morte não me afeta tanto, o sofrimento da vida é insuportável, mas a morte é tranquila (e sim, por ser ateu isso me conforte, o fim, o nada, é um bom lugar se comparado ao sofrimento).

Agora estou aproveitando esses dias para deixar minha lombar/coluna se recuperarem (a dor ainda está aqui comigo, firme e forte), ler alguns livros sobre fotografia que estavam na pilha de espera de leitura e, no final de semana, é hora de ensinar mais uma turma a escalar com a 19ª turma do curso básico de escalada em rocha pelo site climbing.com.br.

Enviado por Tacio Philip às 20:27:03 de 02/09/2014



22/08/2014 12:45:06 - Nova travessia Couto-Prateleiras no PNI, curso e saída de escalada, passeios e Pedra Grande

Seguindo a ordem cronológica, nos dias 2 e 3 de Agosto aconteceu a 18ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha oferecido por mim através do meu site www.climbing.com.br. Mais uma vez uma turma com sua lotação máxima e muita gente com jeito para o esporte entrando de cabeça na escalada.

O decorrer da semana seguinte foi de descanso, só com alguns passeios para curtir e fotografar o pôr-do-Sol em Pedra Bela e na Pedra Grande de Atibaia e, no Sábado, dia 09, levei um grupo de ex-alunos para uma saída para escalada, essa também oferecida através do site climbing e disponível apenas para ex-alunos. Novamente pude ver uma das coisas que faz valer a pena continuar com esses cursos: a evolução dos alunos!

No restante do final de semana e começo da semana seguinte fui para Sorocaba e Itu, repetindo a dose na 5ª feira, quando fui "definitivamente" para Itu para passar uns dias e viajar com o Ale e família.

Nova travessia Couto-Prateleiras no PNI

No Sábado, depois de um final de sexta-feira bem estressante, indo dormir depois da meia-noite, acordei às 4h da madrugada e logo o Ale, Fernanda, Isa e eu acabamos de arrumar as coisas, colocamos no porta-malas do carro e pegamos estrada rumo ao PNI.

Essa viagem foi planejada pelo Ale, que faria aniversário no Domingo, e consistia em um quase bate-volta na parte alta, onde faríamos alguma caminhada e depois passaríamos a noite em uma pousada em Queluz. A viagem foi cansativa, principalmente devido ao sono, mas correu tudo bem. Fizemos poucas pausas e, quando estávamos no acostamento da BR 365 fazendo umas fotos, na subida de Engenheiro Passos para a Garganta do Registro, encontramos com o resto do pessoal e seguimos então em comboio o resto do caminho até a entrada do parque, com direito a mais pausas para fotografia e reorganização das pessoas nos carros porque um deles estava com pouco combustível.

Na entrada do parque nos conhecemos formalmente e ao total estávamos em 10 pessoas. Como praticamente ninguém conhecia o PNI, o Ale planejou algo light, indo até a base do prateleiras pela estrada. Eu, como não podia deixar de ser uma ovelha-negra-desgarrada e precisando fazer algo mais pesado para desestressar, logo que todos estavam com os carros estacionados e prontos para começar a caminhada confirmei com o Ale minha ideia que fazer a recém aberta travessia Couto-Prateleiras, e assim foi.

A travessia Couto-Prateleiras sempre foi frequentada por montanhistas, eu mesmo havia a feito outras duas vezes, mas era uma travessia de aventura, sem trilha marcada, com mato fechado e navegação não tão óbvia se o clima fechasse. Entretanto, este ano o parque a abriu como uma das trilhas oficiais e agora está muito tranquila de ser seguida (mas requer autorização prévia).

Assim, animado para fazê-la (e mapeá-la no GPS) em um bom ritmo, às 11h15 me despedi do pessoal e, logo ao lado da portaria, segui pela trilha que leva ao Morro da Antena. Pouco antes de chegar ao seu cume uma saída a direita e de lá mais um tempo até o cume do Morro do Couto, 2º montanha mais alta do PNI, ficando atrás apenas do Agulhas Negras. No caminho encontrei ainda o Robson, com quem já escalei e agora está morando no Pará!

A subida até o cume foi bem rápida e em apenas 45 min estava sentado tirando umas fotos, fazendo um vídeo e comendo algo para repor a energia. E, como a ideia era ir rápido, essa pausa não durou nem 5 minutos até que levantei, coloquei a mochila nas costas e segui meu caminho.

Agora sim começaria a nova travessia Couto-Prateleiras e logo me surpreendi com a qualidade do trabalho realizado. Além de placas orientando o montanhista, a trilha foi bem aberta e trechos que eram de vara mato ou trepa cristas de pedra agora se tornaram uma trilha bem definida e montada, inclusive com alguns degraus de pedra em pontos chave.

Fui seguindo a trilha em um bom ritmo, parando muito brevemente só para algumas fotos pelo caminho, até que, às 13h, fiz uma pausa de alguns minutos em um mirante (também identificado com placa). Lá mais um pouco de glicose no sangue, mais um pouco de água e novamente de volta à caminhada.

De volta a caminhada, agora o restante da travessia ficava cada vez mais tranquilo, permitindo que eu inclusive corresse em alguns trechos, chegando assim na base do Prateleiras depois de 2h10 de caminhada, um tempo que gostei muito!

Na base, apesar de lotada (o parque estava muito lotado), não encontrei ninguém do nosso grupo então fiquei deitado, descansando, por uns 15 minutos, até que veio a ideia: já que estou aqui e querendo dar uma forçada, por que não aproveitar e ir também ao cume do Prateleiras. Mesmo sabendo que enfrentaria trânsito coloquei a mochila nas costas e logo segui meu caminho.

A subida até o cume do Prateleiras, apesar do trânsito, foi rápida. Nos trechos onde havia mais espaço consegui ultrapassar alguns grupos e, mesmo parando para ajudar pessoas que subiam ou desciam, em cerca de 30 minutos estava parado em seu cume fazendo algumas fotos, vídeo e assinando mais uma vez seu livro de cume.

Fiquei um bom tempo curtindo a vista enquanto mais pessoas chegavam até que logo segui meu caminho para baixo. Na descida ajudei ainda outras pessoas que se estressavam com a exposição de alguns lances mas em pouco mais de 40 minutos estava de volta à base com a tarefa cumprida.

De volta à base, um pouco mais a baixo avistei o Alessandro e logo desci até lá. No local estava apenas ele, a Lorena e sua irmã mais nova Luiza com a Isa. Parte do pessoal tinha ido tentar o Prateleiras depois de seguir até a região da Pedra da Maçã e outra parte havia ficado na estrada então, enquanto eu tentava descansar um pouco (bem que eu estava muito acelerado por causa da adrenalina da travessia correndo e do plus causado pelo comprimido de cafeína) fiquei conversando com a Lorena enquanto o Ale fazia fotos e as meninas "exploravam" as pedras.

Ficamos um bom tempo por lá e logo que avistamos o casal Vanda e seu marido chegando até nós, começamos a descida de volta. O retorno foi tranquilo, pela trilha do Prateleiras e depois estrada até o carro, com direito a uma pausa para lanche perto do abrigo Rebouças, que está em reforma. Lá ainda encontrei a Caroline, com quem havia conversado pelo FB dando umas dicas sobre o PNI na semana anterior (e que coincidentemente se lembrava de mim quando estudou técnico em química no colégio São Paulo - eu me formei lá em 95 e ela foi de duas ou três turmas depois). De lá mais alguns minutos e logo estávamos no carro, seguindo nosso caminho para baixo, fazendo novamente diversas pausas para fotografar um espetacular pôr-do-Sol ao lado da Serra Fina.

Na descida a parada padrão na Garganta do Registro para comprar mel e comer um milho e então seguimos para a pousada em Queluz, indo direto para o restaurante jantar umas pizzas.

O jantar foi bem animado, legal ver as pessoas encantadas com a região e ao mesmo tempo cansadas pela caminhada. O PNI é realmente um lugar que, para quem gosta de natureza, principalmente montanhas, é especial! Com o pessoal mais velho cansado e alimentado todos foram se retirando e eu fui ainda mostrar no tablet umas fotos de insetos para a Lorena, que é bióloga. Ficamos um bom tempo por lá, sem noção de relógio, até ir dormir e acordar no dia seguinte já pensando no café da manhã.

Nesse Domingo de preguiça tomamos café da manhã e ficamos só na região da pousada, curtindo o local e fazendo algumas fotos até que novamente fomos comer, agora o almoço. Com o começo da tarde chegando encarei um merecido banho (afinal iria voltar para Itu e lá o racionamento está grave), todos se despediram e então seguimos nosso caminho.

No retorno estava bem cansado e levei o carro até a rod Dom Pedro, sendo assumido o controle de piloto pelo Alessandro de lá em diante. Chegamos em Itu no começo da noite e sem perder muito tempo comemos algo e logo capotei na cama. No dia seguinte, já 2ª feira, mais um pouquinho de estrada de volta ao inferno de pedra (São Paulo).

Veja nesse link algumas fotos da Nova travessia Couto-Prateleiras no PNI.

O restante da semana foi mais dedicado ao trabalho, ir na exposição dos Maias no Ibirapuera, mexer na 3ª edição da Revista Macro que está quase pronta para ser lançada e, ontem, 5ª feira, decidi ir subir a Pedra Grande de Atibaia, mais uma vez.

Subida da Pedra Grande (baixando tempo anterior)

Saindo de São Paulo por volta das 14h30 e enfrentando MUITO, MUITO, MUITO trânsito (parece que as pessoas são como gado, se as ruas não tiverem faixas bem demarcadas para as levar ao matadouro, elas não andam), cheguei "atrasado" 1h30 do que eu havia imaginado ao "aeroporto" de asa deltas de Atibaia, onde deixaria o carro. De lá, com a mochila nas costas e bem animado para tentar diminuir meu tempo logo comecei a subir pelas ruas que atravessam um condomínio, até que, 18 minutos depois, já diminuindo 2 minutos, cheguei a trilha que leva ao topo.

Na subida fui puxando o que dava, fazendo poucas pausas para respirar e beber água (quando aproveitava para alguma foto do Sol sumindo no horizonte) e só fiz uma pausa de alguns minutos quando cheguei ao ponto de água, onde aproveitei também para guardar a câmera dentro da mochila e já colocar a headlamp na cabeça.

Continuei subindo, subindo, forçando o ritmo ao meu máximo até que, quando cheguei na crista da serra, já tive que ligar a lanterna para iluminar o caminho. De lá mais alguns minutos e, 1h10 depois que deixei o carro cheguei ao seu cume, no melhor tempo que fiz até hoje!

No cume uma longa pausa para comer alguma coisa, descansar, mandar mensagem para alguns amigos que não puderam me acompanhar na subida dessa vez (com quem tinha o melhor tempo anterior, agora temos que voltar para quebrar esse) e curtir o silêncio da montanha enquanto ora olhava as estrelas, ora olhava as cidades distantes abaixo de mim.

Com o corpo um pouco recuperado e consciente que eu estava apenas na metade do caminho, afinal faltava descer, fiz mais umas fotos, arrumei as coisas e comecei a descida, puxando também o ritmo no que podia.

A descida, guiada pela lanterna, foi bem rápida e praticamente sem nenhuma pausa. Só fiz uma muito breve para um gole de água no riacho e depois uma outra, mais abaixo, para me reorientar, já que tem muitas marcas de trilha e nem sempre se encontra a melhor delas.

Logo cheguei ao final da trilha, no ponto onde ainda é possível chegar de carro e de lá, pelas ruas do condomínio, segui então correndo o restante até onde havia deixado o carro, fazendo novamente um melhor tempo, agora de descida, do cume até o pouso de asa delta em 52 minutos.

Bem cansado fiquei um tempo ao lado do carro me recompondo, comendo um pouco, bebendo água e logo troquei a camiseta que estava encharcada e segui estrada de volta para São Paulo, agora sem trânsito!

Essa duas trilha nesse ritmo foram culpa do Mateus, com quem tentei o Gomeira este ano, lembro que na descida ele disse: "não pode sobrar!", para que eu puxasse mais o ritmo, e agora essa frase fica martelando na minha cabeça e fazendo com que eu faça algumas trilhas em ritmo super forte e levando o corpo ao limite. Está divertido, estou curtindo!

E veja nesse link algumas fotos da Nova travessia Couto-Prateleiras no PNI.

Enviado por Tacio Philip às 12:45:06 de 22/08/2014



18/08/2014 19:13:02 - Palestra: O invisível pelos olhos da macrofotografia na PhotoImage 2014

Pelo 3º ano consecutivo estarei palestrando na maior feira de fotografia do Brasil, a Photoimage Brasil.

Na palestra O invisível pelos olhos da macrofotografia, além de comentar sobre o estudo e equipamentos necessários para esta categoria fotográfica, mostrarei dezenas de fotografias exemplificando suas aplicações e suas diferentes ênfases, desde o uso comercial, científico até as abstrações artísticas. A macrofotografia, além de seu uso pratico no mundo fotográfico, é uma porta ao invisível para as mentes curiosas.

A palestra é gratuita e acontecerá no dia 27 de Agosto (4ª feira), às 19h30, no stand da Editora Photos, editora pela qual, em 2012, lancei o livro macrofotografia e close-up.

Só não esqueça de fazer seu cadastramento para entrada gratuita na feira Photoimage Brasil pelo link www.photoimagebrasil.com.br.

Veja aqui mais informações sobre a feira e outras palestras da Editora Photos.

Enviado por Tacio Philip às 19:13:02 de 18/08/2014



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