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01/08/2018 13:40:20 (#584) - Travessias Marins-Itaguaré e Serra Fina 2.0 (com cumes extras) emendadas

Há alguns meses, sabendo as datas de suas férias, o Juvenil me chamou para fazer a travessia Marins-Itaguaré, sendo que já estava negociando o transporte/resgate para o início/fim da travessia. Entretanto, como sabia que ele toparia algo a mais, sugeri emendarmos a Marins-Itaguaré com a Serra Fina e, além disso, aproveitarmos para subir alguns cumes extras no caminho, o que ele logo topou e, junto com a Lorena, no dia 19 de julho iniciamos nossa longa travessia de seis dias.

Dia 1: Saída de Bragança e subida do Pico dos Marins
No dia 19 de julho, junto com a Lorena, às 8 h buscamos o Juvenil em sua casa e logo seguimos nosso caminho para Passa-Quatro/MG, aonde chegamos por volta das 11h30, horário perfeito para aproveitarmos um bom almoço caseiro e sem frescura no "Restaurante da dona filhinha", no centro da cidade.

Já alimentados voltamos ao carro e seguimos até a casa da Patrícia, que faria nossos transfer nos próximos dias. Com o carro na garagem, primeiras mochilas para a primeira travessia prontas, mochilas de alimentos e outros itens extras que pegaríamos daqui três dias prontas, seguimos então até o Acampamento Base Marins, aonde chegamos perto das 14 h e, logo depois de preenchermos nossas muitas garrafas de água (haviam me informado que não havia água na travessia), perto das 14h40 começamos nossa caminhada "morro acima".

Apesar do peso e por ser o primeiro dia de caminhada (para mim sempre o mais sofrido) a subida foi bem, subimos sem pressa aproveitando para muitas fotos e desfrutar o caminho e, no final da tarde, por volta das 18 h, montamos nosso 1º acampamento já no "caminho" da travessia.

Com as barracas prontas guardamos as mochilas e, agora leves como uma pena, sem ter que carregar litros e litros de água, fizemos um ataque "rápido" até o cume do Pico dos Marins, à noite, chegando ao seu cume perto das 19h30 só para "carimbar o passaporte", curtir um pouco o visual super aberto do Vale do Paraíba abaixo e logo descer para o merecido jantar e noite de descanso.

Dia 2: Travessia Marins-Itaguaré com cume do Itaguaré
No nosso segundo dia na montanha acordamos por volta das 6h30, mas só começamos a levantar por volta das 7 h, o que acabou sendo o padrão nos dias seguintes. Tomamos nosso café da manhã, desarmamos acampamento, arrumamos às mochilas e, às 8h20 (horário que praticamente se tornou "padrão" para começarmos a andar) iniciamos a caminhada da travessia em si.

A travessia segue pela crista da Serra da Mantiqueira e passa pelos cumes do Marinzinho, onde existe também uma trilha direta de acesso via Marmelópolis (que eu havia feito, em 2015, com a Lorena), depois pela base da Pedra Redonda (que só é redonda quando vista de longe), até chegar à base do imponente Pico do Itaguaré.

Apesar de mais curta que a Serra Fina, eu acho essa travessia mais exigente por conta dos infindáveis trepa-pedras do caminho. Junto a isso, some o sobe desce e o peso que estávamos carregando (no meu caso chuto por volta dos 20 kg, contando o equipamento fotográfico, o Juvenil carregava uns 80 kg na mochila :-P).

Fomos seguindo nossa travessia, em todos os cumes fizemos uma boa pausa para descanso, fotos e lanche, sem querer descobrimos uma trilha alternativa que passa por uma nascente de água próxima da Pedra Redonda (podia ter carregado uns 3 kg a menos!) e, perto das 16 h largávamos nossas mochilas na trilha e subíamos leves pela bifurcação até o cume do Pico do Itaguaré.

No topo do Itaguaré mais algumas fotos, assinamos seu "livro de cume" e, com as últimas luzes que de um lado mostrava um pôr-do-sol espetacular e do outro a grande sombra do Itaguaré no vale, voltamos para a trilha onde as mochilas nos aguardavam, seguindo então até o acampamento em sua base, aonde chegamos por volta das 18 h (e também havia água no riacho do Itaguaré, pouca, mas havia - porra Milton, você me sacaneou falando que a travessia estava seca! :-P).

No confortável e vazio local de acampamento armamos nossas barracas, preparamos nosso jantar e logo estávamos dentro dos sacos de dormir para mais uma noite de sono.

Dia 3: Descida do Itaguaré e início da subida da Serra Fina
No dia 21 de julho acordamos no nosso horário padrão, sem pressa tomamos café da manhã, desarmamos acampamento e só por volta das 8h50 iniciamos nossa descida para a sua base, cruzando no caminho com dezenas de pessoas que a subiam ou para um "bate-volta" no cume, ou para acampar na base da montanha (felizmente estávamos no contra fluxo e tivemos sossego no acampamento - já tive a infelicidade de pagar acampamento lotado e sempre tem algum grupo não muito educado que fica fazendo barulho e enchendo o saco dos outros a noite toda).

Aproveitamos a descida para mais algumas poucas fotos, paramos em seus riachos para beber água e para o Juvenil lavar seus utensílios de cozinha (os meus só seriam lavados em Bragança, uma semana depois) e, às 10h45, 5 minutos antes da Patrícia chegar, estávamos onde ficam os carros, felizes por termos completado a travessia (com os cumes) como havíamos planejado e prontos para seguir para a Serra Fina.

Com as mochilas no carro seguimos de volta para Passa-Quatro, no caminho uma breve pausa para fotos, da estrada (local onde pretendo voltar com mais tempo) do Pico da Gomeira e Serra Fina, fizemos um ótimo almoço no "Traíra e cia", passamos mais uma vez na casa da Patrícia para "trocar o refil" da mochila, tirando o que não precisaríamos mais e o que seria necessário na próxima travessia e, pouco antes das 14 h, éramos deixados próximos da "Toca do Lobo", aonde hoje chegam os carros para quem vai fazer a travessia.

Novamente com as mochilas nas costas (mas agora mais leves já que nossa programação da travessia aproveitaria melhor os pontos de água) logo começamos a caminhada, conversando com uma pessoa que aproveitava para tirar umas dúvidas (e que pretende fazer a travessia ainda nessa temporada), passamos pela Toca do Lobo, bebemos um pouco de água e então começamos a verdadeira subida (eu acho o começo da travessia, logo depois da Toca do Lobo, uma pirambeira muito chata! - até porque, nesse ponto, o corpo ainda não está quente).

Fomos seguindo nosso caminho para o alto, com uma linda tarde fazíamos várias fotos olhando, ao fundo, o Marins-Itaguaré, de onde acabávamos de vir e, mais perto, o Pico da Gomeira, montanha que subi em 2015 via Garganta do Embaú.

Perto das 15h20 paramos no ponto de água da subida e nossa ideia era acampar ali mesmo, mas por causa do chão muito irregular fizemos só uma razoável pausa para descanso, abastecemos nossas garrafas, eu aproveitei para um "banho até as coxas" em sua "piscina" e seguimos então, por menos de 30 minutos, até a próxima área de acampamento, aonde chegamos perto das 16h30, já na crista e com uma vista espetacular para o Alto do Capim Amarelo - bem diferente do clima que peguei com alguns amigos, no ano anterior, durante um bivac molhado no cume do Alto do Capim Amarelo.

Na área de acampamento armamos as barracas e ficamos curtindo o visual até o início da noite, aproveitando para mais de uma dezena de fotografias para todos os lados possíveis (nessa viagem acabei resolvendo voltar a "ser fotógrafo" e, além disso, produzir um material um pouco diferente do que estava acostumado a fazer nessas viagens: só paisagens em si - culpa disso voltei para casa com mais de 1000 fotografias e quase 300 estão aqui no site: links no final do texto).

Com a noite e o frio chegando preparamos nosso jantar, nos recolhemos para nossos aposentos "naturehike" e logo estávamos dentro dos sacos de dormir para a merecida noite de sono.

Dia 4: Subida do Alto do Capim Amarelo, Morro do Melano e Morro do Tartarugão
No nosso quarto dia de caminhada acordamos no horário de sempre, tomamos café, fizemos algumas fotos, desarmamos o acampamento e, às 8h15, com as mochilas de volta às costas, começamos a subir rumo ao cume do Alto do Capim Amarelo.

De onde estávamos o início da caminhada foi para baixo, descendo um pouco a crista (o que foi bom para fotos e para aquecer as pernas) e logo entrávamos na "interminável" crista da montanha que nos levou até o seu cume, aonde chegamos perto das 10h30, para assinar seu "livro de cume", fazermos mais fotos e logo seguirmos nosso caminho por sua face oposta, agora para baixo, parando para descansar só perto do meio dia, no "Maracanã", uma gigante área de acampamento na base da montanha (e lotada de lixo e papel higiênico - qual o problema que as pessoas tem em carregar seu próprio lixo?).

De volta à caminhada voltamos a subir, passamos por um grupo de pessoas (dois deles inclusive nos pediram um pouco de água - pessoal, planejem melhor o que vão precisar antes de entrar em uma travessia!), nesse trecho eu aproveitei para "esticar" até alguns cumes secundários às margens da trilha da travessia e perto das 16 h estávamos na "cachoeira vermelha" bebendo um pouco de água, largando nossas mochilas e começando a caminhada (só levando anoraks e headlamps) até o cume do Morro do Tartarugão, 18º ponto mais alto do Brasil segundo o anuário estatístico do IBGE e ignorado por muitas pessoas.

Chegamos ao cume, local que eu só havia estado uma vez e há oito anos, pouco depois das 17 h, assinamos seu "livro de cume" (agora tem e legal saber que tem sido mais frequentado, vi assinatura de diversas pessoas que conheço, inclusive ex-alunos de curso de escalada), fizemos fotos olhando, para um lado, o Alto do Capim Amarelo e a crista de onde tínhamos vindo, com o Marins-Itaguaré bem ao fundo, e para o outro, a Pedra da Mina com suas grandes paredes e, bem ao fundo, o Pico das Agulhas Negras.

Com as últimas luzes começamos a descida e, perto das 18h30, resgatávamos as mochilas e seguíamos mais uns 30 minutos até o local de acampamento antes do riacho onde, enquanto a Lorena e o Juvenil armavam o acampamento, fui buscar a nossa tão merecida e desejada água (fazer a Serra Fina sem seguir o "cronograma padrão" que a maioria faz é bom para que você possa aproveitar melhor os pontos de água e não ter que carregar tanto peso - pelo menos no começo).

De volta ao acampamento na base da Pedra da Mina, em uma noite que seria bem mais fria, preparamos o jantar e fomos então dormir.

Dia 5: Subida da Pedra da Mina, Pico do Avião, Cupim de Boi e Pico da Cabeça de Touro
No dia 23 de julho acordamos no horário padrão, depois da noite mais fria que pegamos durante a viagem toda e, enquanto preparávamos nosso café da manhã víamos o relógio mostrar uma temperatura de -3,8 ºC, perto das 7 h da manhã (de madrugada deve ter chego a uns -5 ºC).

Tomamos nosso café, desarmamos acampamento e, com o Sol que começava a nos aquecer, perto das 8h30 começávamos a andar, parando só para pegar um pouquinho de água no riacho e logo seguir a trilha que nos levou ao cume da Pedra da Mina, às 9h30, para uma longa pausa de quase uma hora para fotos, assinar "livro de cume" e comer, antes de seguirmos nosso caminho para seu cume irmão, o Pico do Avião (ou Pico de São João Batista).

No Pico do Avião também colocaram um novo "livro de cume", por volta das 11h20 o assinamos, fizemos mais fotos e perto do meio dia estávamos no "famoso" Vale do Ruah, seguindo entre os "pequenos" Capim Elefante e margeando seu riacho até fazermos uma longa pausa para lanche e pegar bastante água (seria nosso último ponto de água antes do final da travessia) por volta das 12h50.

Reabastecidos (eu com uns 6 litros/kg a mais na mochila) às 13h20 voltamos a caminhar, em um ritmo mais lento tanto pelo peso, quanto por voltar a subir, seguindo então a crista com seus vários sobe-desce que nos levou até o cume do Morro do Cupim de Boi, aonde chegamos às 15h20.

Sem perder muito tempo largamos as mochilas, pegamos os anoraks e headlamps e então começamos sua descida, pela face oposta, que nos levou ao colo entre ele e o Pico da Cabeça de Touro, outra montanha que ocupa seu lugar de destaque no anuário do IBGE (17º ponto mais alto do Brasil) e pouquíssimo visitada, sendo que eu tinha subido até seu cume só uma vez, também em 2008.

Fomos seguindo o track de minha antiga subida (além de vestígios recentes de passagem de pessoas) e, às 17 h, estávamos em seu cume, onde também encontramos um recém colocado "livro de cume" (havia sido colocado há apenas cinco dias!). No cume mais fotos e logo começamos a descer observando um pôr-do-sol dos mais bonitos que vi até hoje, atrás da crista das montanhas.

Já com as headlamps acesas chegamos de volta às mochilas e, com elas nas costas, descemos então para nosso 5º acampamento, na base do Pico dos Três Estados, aonde chegamos por volta das 19h10 para o merecido jantar e descanso, em uma noite muito mais quente que a anterior.

Dia 6: Subida do Pico dos Três Estados, Alto dos Ivos Leste, Alto dos Ivos real e final da travessia
Dia 24 de julho, nosso último dia na montanha, já felizes pelo que havíamos alcançado até aquele momento (tudo que havíamos planejado) acordamos no horário padrão, tomamos café, desarmamos acampamento e, com as mochilas nas costas começamos a subir, no meu caso ainda mais pesada por carregar uma sacola de lixo alheio (o FDP anda três dias para chegar até lá carregando a comida dentro da embalagem e, depois de comer, quando sobra só a embalagem que é bem mais leve, deixa na montanha, é foda!!!).

Fomos seguindo a escorregadia e úmida face Sul do Pico dos Três Estados, atrás de nós víamos o Cupim de Boi e Cabeça de Touro até que, perto das 9h30, estávamos em seu cume assinando seu livro e fazendo a foto "padrão" ao lado do seu marco, que indica a divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Com mais um cume alcançado, por volta das 10 h voltamos a andar, em frente eu via a crista da Trilha da Panela, trilha que abri com alguns amigos, em 2015, e leva da "Panela" (na trilha do Paiolinho) até o cume secundário do Pico Três Estados e continuamos nossa descida rumo à meta final, o verdadeiro cume do Alto dos Ivos.

A travessia da Serra Fina passa por um cume secundário do Alto dos Ivos, seu cume Leste, sendo que o cume real chamava minha atenção há muito tempo e já estava mais que na hora de ir até ele. Fomos seguindo a travessia e, ao meio dia, deixando as mochilas e o Juvenil (que estava com dor no joelho), a Lorena e eu seguimos em sua direção, sem saber o que encontraríamos (trilha aberta ou não) até termos uma "boa/má" surpresa: a boa surpresa é que havia uma trilha bem aberta, a má surpresa é que estava exageradamente marcada com fitinhas laranja para uma futura corrida de montanha que está para acontecer (nada contra as corridas de montanha, se eu tivesse pique acho que até participaria, mas a marcação estava bem exagerada).

Fomos seguindo as centenas (literalmente) fitas, passamos pelo seu cume até a crista oposta da montanha, quando começa a descer (fomos até lá para algumas fotos e pensar na próxima caminhada) e, perto das 13 h, a Lorena e eu fazíamos nossa foto no cume real e marcávamos seu ponto no GPS.

Voltamos a caminhar e logo estávamos de volta ao cume Leste, junto com o Juvenil, seguindo então pela interminável descida rumo o "Sítio do Pierre", olhando cada vez mais de perto a crista de Itatiaia e cada vez mais de longe a crista da Serra Fina, dando nosso até logo para a Pedra da Mina.

Durante a descida ainda estiquei até um cume extra, bem ao lado de um ponto de acampamento, de onde, se o tempo estivesse aberto, com certeza teria uma ótima vista de todas as montanhas ao redor. De lá mais caminhada, agora sempre para baixo e cada vez em trilha mais arborizada, deixando para trás os campos de altitude e passando entre infindáveis túneis de bambu e bromélias até que, já por volta das 16h10, chegamos ao primeiro ponto de água da descida (depois, no dia seguinte, descobri que carreguei 1 litro de água a mais durante toda a descida sem saber - havia esquecido dela e racionado água à toa).

Com a trilha se transformando em estrada passamos pelas casas e, às 17h30, cansados, mas felizes de termos completado as duas travessias e feito tudo que era planejado, colocávamos as mochilas no chão e aguardávamos a Patrícia, que chegou uns 5 minutos depois, para nos resgatar e levar de volta à civilização.

De volta à Passa-Quatro colocamos as coisas nos carros, nos despedimos e, depois de uma breve pausa para o merecido jantar, antes de descer para Cruzeiro, seguimos nosso caminho de volta para Bragança Paulista, deixando o Juvenil em sua casa por volta das 23 h e indo para casa para o merecido banho (depois de seis dias) e uma ótima noite de descanso (em uma cama e sem estar "preso" dentro de um saco de dormir).

Conclusões finais
Estar na montanha é sempre bom e com boa companhia é melhor ainda. Durante esses seis dias de caminhada, entre os dias 19 e 24 de julho, a Lorena, Juvenil e eu fizemos a travessia Marins-Itaguaré e a emendamos com a travessia da Serra Fina que chamamos de versão 2.0, com diversos cumes extras. Ao final foram quase 71 km de caminhada, mais de 6200 metros de desnível acumulado em cerca de 50 horas de caminhada e alcançando os cumes:
Pico dos Marins*
Pico do Marinzinho
Pico do Itaguaré*
Alto do Capim Amarelo*
Morro do Melano
Morro do Tartarugão*
Pedra da Mina*
Pico do Avião
Morro do Cupim de Boi
Pico da Cabeça de Touro*
Pico dos Três Estados*
Alto dos Ivos (cume real)
Alto dos Ivos (cume Leste)
entre outros nas "bordas" da trilha das travessias.
Nomes marcados com * indicam pontos que estão na tabela dos Pontos mais altos do Brasil, do anuário estatístico do IBGE.

Só garanto que não é a minha primeira vez nessas travessias e que também não será a última! ;-)

Abaixo o playlist de vídeos feitos durante a travessia e veja também algumas das muitas fotos tiradas nos links Travessia Marins-Itaguaré e Travessia Serra Fina 2.0.

Enviado por Tacio Philip às 13:40:20 de 01/08/2018



05/07/2018 11:36:48 (#583) - Guia de escalada da Pedra do Santuário - Pedra Bela - para download

Dando uma breve pausa em um projeto de livro que devo lançar entre esse e o próximo mês furei a fila com um outro projeto mais rápido e curto, que estava na minha cabeça há um tempo: refazer e lançar um novo guia de escalada de Pedra Bela (Pedra do Santuário) com o croqui atualizado de suas vias de escalada (e que seria disponibilizado gratuitamente em formato pdf para download).

Em 2003 eu havia feito alguns croquis mais simples mostrando as principais vias do local, mas ele estava bem desatualizado (mesmo assim você ainda o encontra para download, sem ser o "meu" lançamento, os desenhos acabaram caindo em "domínio público").

Sendo assim, depois de dois dias intensivos de escalada, um com o Roberto, ex-aluno do meu curso básico de escalada em rocha e outro com a Lorena, escalei praticamente todas as vias da parte superior de Pedra Bela, fotografei as paredes, desenhei os croquis e fui para a parte realmente mais trabalhosa: o trabalho de diagramação no computador.

Mais uma semana se passou e, finalmente, o Guia de escalada: Pedra do Santuário - Pedra Bela - 1ª edição está disponível, em formato pdf, para download gratuito. E esse é um projeto que não termina aqui, outros locais estão na lista de "locais a serem croquizados" e logo haverá novidades (um deles já está em andamento).

E se gostar do guia de escalada e ele foi útil para você, colabore! Acredito que R$ 15,00 sejam um valor justo por esse trabalho e isso me incentivará a mantê-lo atualizado e lançar novos croquis.

Para colaborar com esse projeto use o botão ou o link abaixo.
Colabore!
http://mpago.la/pHxo

Para baixar acesse o link www.climbing.com.br/croqui-pedra-bela.

Enviado por Tacio Philip às 11:36:48 de 05/07/2018



19/06/2018 12:38:07 (#582) - Mais cursos, escaladas, pedais, exposição e novo livro em fase final para lançamento

Faz tempo que não atualizo aqui, mas é porque as últimas semanas foram bem aproveitadas/ocupadas: No último final de semana de abril (dia 28), depois de muito tempo organizei um "safári fotográfico", levando alguns "amigos-ex-alunos" para fotografar por Bragança Paulista (com ênfase no antigo colégio São Luis e no centro com suas praças). Foi uma manhã divertida que acabou com muito bate papo e café em casa, durante a tarde. Inclusive, estou pensando em voltar a organizar esse tipo de saídas, vamos ver... (e, se você for de Bragança ou região, siga e compartilhe com seus amigos a página Fotografia Bragança Paulista).

Além disso, nas últimas semana de maio (19-20 e 26-27) e começo de junho (09 e 10) tive mais três turmas do meu Curso Básico de Escalada em Rocha, turmas 33, 34 e 35, colocando mais diversas pessoas para escalar com segurança e conhecimento (inclusive, estou me "especializando" em cursos para casais, tenho fechado várias turmas para essas "duplas" - estou fazendo os casais a subirem pelas paredes).


Turmas 33, 34 e 35 do Curso Básico de Escalada

Teve ainda, dia 13 de maio, show do Ozzy Osbourne no Allianz Park (como é confortável assistir show em cadeira, acho que já estou muito velho para enfrentar pista, foram mais de 20 anos me espremendo) :-) Eu já tinha assistido o Ozzy com o Black Sabbath e não podia perder um show de sua carreira solo! Algumas fotos estão no link Show Ozzy Osbourne - SP.

Além disso teve algumas escaladas no Visual das Águas, principalmente com o Juvenil (parceiro de escaladas durante a semana) onde tenho ido mais que na 90 graus para treinar (como estou em processo de mudança definitiva para Bragança, já tenho ficado mais lá que em São Paulo e a distância de casa até o Visual é a mesma - e sem trânsito ou farol - que do apto de São Paulo até a 90).

Também dei um curso/coaching fotográfico para o Wagner, parceiro de viagem de pedal, que já tinha uma câmera mas ainda não dominava seus recursos e os conceitos fotográficos. Inclusive, fazia algum tempo que eu não ensinava esses "alicerces" da fotografia e foi um dos melhores cursos que dei, as aulas fluíram muito bem (tanto teórica quanto prática) e deu pra ver a evolução do pensamento fotográfico do aluno. E, como o Wagner aproveitou e passou uns dias em casa, obviamente também saímos para pedalar, de speed, fazendo no sentido contrário um percurso que eu tinha feito de MTB (e me fez pensar que algumas subidas não deviam ser subidas de speed, que sofrimento!). Fizemos "casa" - Piracaia - Joanópolis - Vargem - "casa", 80 km com "um pouquinho" de subida...

E, desde a metade do mês passado, quando soube da futura liberação de subida do Pico da Neblina (com suas muitas limitações e preço proibitivo) comecei a escrever um livro que deve sair no próximo mês, sobre a subida de 31 ddos 35 "pontos mais altos do Brasil", listados no anuário estatístico do IBGE. O livro já está em sua fase final, os textos e as cartas topográficas já estão quase prontos, estou separando algumas fotografias e logo devo lançar (bem que estou pensando em esperar até o final de julho. Mês que vem, se tudo correr bem, poderei adicionar ao livro a repetição de sete desses pontos - além de outros cumes não listados). Mas isso é papo para o mês que vem.

E, fechando a postagem, estou com mais uma exposição em cartaz, desta vez na Secretaria de Cultura e Turismo de Bragança Paulista, com 10 fotos em impressão fotográfica tamanho 40x60cm e tema Anaglifos macro: fotos macro que devem ser observadas com óculos especiais (lentes ciano/vermelha) para dar a impressão de profundidade 3D. Essa exposição já esteve em cartaz, em 2013, mas é a minha primeira expo (de muitas que virão) em Bragança Paulista. Se você for da região, visite! Garanto que vai, no mínimo, achar BEM interessante!

Enviado por Tacio Philip às 12:38:07 de 19/06/2018



25/04/2018 09:44:44 (#581) - Cursos de escalada, pedaladas, escaladas e mais trabalho em trilha

A semana que passou foi "um pouquinho" corrida e atarefada. A agenda começou cheia nos dias 14 e 15 de Abril, com 3 alunos participando da 31ª turma do meu Curso Básico de Escalada em Rocha. A aula teórica foi no Sábado, em Bragança Paulista (desativei definitivamente minha sala de aula em São Paulo), os alunos pernoitaram em casa e, no Domingo, foi dia de muita prática em Pedra Bela.

A segunda-feira pode-se dizer que foi um dia de descanso. Aproveitei para por a casa em ordem, fazer mais frutas desidratadas no meus desidratadores solares e me preparar para o dia seguinte quando, mais dois alunos, começaram a 32ª turma do curso de escalada. A aula também foi em casa, em Bragança, eles também pernoitaram por lá e, na 4ª feira, mais prática em Pedra Bela, agora com o local absolutamente vazio (como é bom dar aulas durante a semana!!!).


Turmas 31 e 32 do Curso Básico de Escalada

O dia seguinte, 5ª feira, eu tinha me prometido deixar para descansar já que, depois de duas turmas de curso quase em seguida, eu já estava ficando "meio quebrado". Só que, como sempre, as coisas não acontecem como se espera e, no começo da tarde, o Juvenil passou em casa e fomos dar uma escaladinha no Visual das Águas (bem que foi muito light, acabei escalando só uma via - e tranquila - e depois dei uma andada para ver o estado das vias dos setores menos frequentados).

Chegou então a sexta-feira, finalmente um dia de descanso. Só que também não foi bem assim: durante o dia, além de cuidar de mais frutas desidratadas e da casa em si, no final da tarde saí para um "pedal light", coisa que não existe em Bragança (não existe "plano" na cidade, só subidas e descidas - e muitas delas bem fortes). Depois de ter passado um belo perrengue em pedal duas semanas atrás, dessa vez saí com lanterna (headlamp), óculos com lente transparente e fui explorar mais um trecho "desconhecido". Bem que o pedal até que foi "light" (pro Padrão Bragança) com pouco mais de 20 km e 500 metros de desnível acumulado (e já vi que tem mais o que explorar para o lado que fui).

Com o final da tarde chegando (e final da luz) cheguei em casa (dessa vez não achei que ia morrer pedalando no escuro), fiz meu jantar e, no dia seguinte, nada de descanso! Já tinha marcado com o Juvenil de irmos, mais uma vez, para Vargem "trabalhar" um pouquinho em uma trilha que reabrimos no ano passado, na Serra do Lopo (leia-se: ir principalmente bater facão em bambus que tinham fechado a trilha). Assim, 9h30 estava na casa do Juvenil e, pouco depois das 10h começávamos nosso "ecoturismo" morro acima (em nossas conversas concordamos que, na região, provavelmente essa é a pior-melhor trilha para quem quer treinar morro acima).



Com o corpo destruído da sequência da semana, no final da tarde cheguei em casa, arrumei a casa, tomei um banho e, em seguida, estrada rumo à Capivari (com direito a uma pausa na Decathlon para pegar uma nova corda de escalada) :-D

O domingo, finalmente, foi de descanso - menos para meu estômago - que teve que trabalhar muito para digerir o churrasco e cerveja, em Piracicaba. Apesar de tudo o dia foi tranquilo até que, à noite, soubemos que o vô da Lorena, que estava internado, havia falecido. Assim, no dia seguinte, 2ª feira, em vez de um dia tranquilo com ida para São Paulo, foi vez de fazer um curto "bate-volta" em Ponta Grossa (PR) - essa frase não ficou muito boa - para velório e enterro. Foram "apenas" uns 900 km de estrada, começando a dirigir às 9h da manhã e chegando de volta em Capivari à 1h da madrugada mas, tirando o cansaço, tudo tranquilo.

Com a merecida noite de sono desmaiei na cama e, em vez de acordar cedo e pegar estrada para São Paulo perto das 10h (como eu planejava), acordei às 10h30 e só saí umas 11h30. Agora o resto da semana será "tranquila". Ontem e hoje colocando em dia os "trabalhos no computador", trocando emails com ex-alunos, tentando fechar a próxima turma de escalada e daqui a pouco ir passear na casa da minha vó.

Que venham mais muitas semanas "tranquilas" como essas (tirando a parte de velórios/enterros) :-P

Enviado por Tacio Philip às 09:44:44 de 25/04/2018



12/04/2018 13:48:32 (#580) - O caminho perigoso que o upcycling está seguindo

Acabo de assistir um programa na GloboNews sobre Upcycling (o antigo "fazer algo útil com o que ia pro lixo") e me inspirei para escrever esse breve texto, com meu ponto de vista, sobre o rumo perigoso que vejo a atividade de reaproveitamento de material seguindo.

Faz tempo que eu reaproveito muitos tipos de materiais/objetos, atualmente tenho até tentado comercializar alguns artesanatos (veja essa pasta) mas, não gosto do caminho "excessivamente gourmetizado" que isso está seguindo.

Para o reaproveitamento fazer sentido, o objeto fabricado não deve ser apenas um "objeto do desejo por estar na moda", que é o que acontece quando o marketing por trás é maior que o produto em si. No meu ponto de vista, o reaproveitamento é uma ideologia de quem acha que dinheiro não nasce em árvore, que é uma estupidez jogar fora o que pode ser aproveitado e que desperdício de material/recursos é um problema real.

Como qualquer produto, mesmo sendo produzido a partir de material reaproveitado, ele tem seu custo de produção e também seu custo agregado de acordo com seu uso (ai entra se é um simples "utilitário" ou também um item de decoração com design diferenciado) mas, ser muito mais caro que algo "novo", apenas pelo fato de ser "material reaproveitado", é apenas um limitador da classe que irá consumir o produto (leia-se: feito para o pessoal que compra o objeto em feira cult de upcycling para poder postar a foto no instagram usando seu iphone trocado a cada 6 meses).

Para o reaproveitamento fazer sentido e ser adotado como um "procedimento para evitar geração de lixo e desperdício de energia", ele deve ser acessível à todos, deve ser mais vantajoso para o cliente que algo novo. E não estou dizendo que algo com um design diferente e história não devam ser valorizados (assim como deve ser valorizado em todas situações) mas, vender apenas a "ideia" sem a real vantagem é apenas alimentar um sistema que já existe (além disso, vejo os produtos como um objeto feito por um artesão, não uma obra feita por um artista).

Com essa gourmetização, pelas "leis do mercado de procura e oferta", logo será mais caro obter o material usado (algumas vezes já é) que a matéria prima para fazer algo novo. Ai cada vez mais o "reaproveitado" será mais caro e, no final, só vai ficar o "up" e fim do sentido real do "cycle".

Nessa foto uma mesa, feita pela Lorena e eu, com 3 pallets achados nas ruas, um tampo de vidro temperado que achamos para vender já no tamanho que "servia" para nossa ideia, cadeiras que seriam descartadas e, só para aumentar o custo e ter algo novo: uma barra rosqueada de aço de 1/2" e algumas porcas usadas para fixação. ;-)

Enviado por Tacio Philip às 13:48:32 de 12/04/2018



06/04/2018 22:31:25 (#579) - Passando um pouquinho de estresse no trecho final de um pedal e outros pensamentos...

Ia postar só algum relato curto no FB (siga minha página em www.fb.com/tacio.com.br) mas, em vez disso, resolvi escrever algo mais completo, com mais pensamentos relacionados (ou não), usando o notebook (bem melhor de digitar que no tablet) e, depois, testar o roteamento do 3G do tablet para, finalmente, publicar na minha página (nessas horas é bom ter programado o meu site e a página para nova postagem ser um formulário simples, com apenas 3 campos e nada de frescura para deixá-la pesada). Assim, quem se interessar no que eu escrevo realmente poderá ler e a maioria poderá fazer seu papel curtindo o link no FB se sequer abrí-lo :-P

Desde ontem, depois de ter me "animado" muito tirando sangue de manhã (odeio isso mas sobrevivi) e, no final da tarde, tendo visto que o nível de TSH no sangue (indício da minha tireoide indo para o saco) estava pior que no exame anterior, o que ajuda também, e literalmente, a abaixar o meu "ânimo" com tudo - hoje mesmo li dois artigos que relacionam hipotiroidismo com depressão, decidi que precisava pedalar um pouco.

Sendo assim acordei mas, como já era tarde (depois das 9h e o Sol já fritava o que aparecia no seu caminho - o que foi bom para colocar frutas para desidratar no desidratador solar), deixei o pedal para o final da tarde. O dia passou "normal", a tarde chegou, tomei meu café, arrumei a bike, me arrumei e, por volta das 16h saí, sem destino definido, de mountain bike (não pedalava com ela desde setembro do ano passado).

Logo no início decidi (mais ou menos) para que lado ir, parei depois de uns 2 km para dar uma fuçada no freio, para ele parar de chiar e fui seguindo meu caminho. Até aí tudo bem mas, como uma vez ouvi uma definição de "fé" que dizia ser "uma crença irracional em algo impossível de acontecer" (Bones), eu tenho muita fé que, um dia, eu sairei em um pedal de MTB e não me sentirei a curiosidade de saber "onde essa estrada vai sair" mas, assim foi. Tinha rodado menos de 20 km, estava em uma estrada asfaltada que sabia que, se continuasse, sairia na D. Pedro mas, ao meu lado direito, depois de uma descida apareceu ela, uma saída de terra batida, no meio do nada, que seguia para algum lugar que eu tinha que saber onde. E assim foi, em vez de continuar meu pedal por onde conhecia, fiz esse desvio.

No começo foi tudo bem, a estrada era de terra batida muito boa e com marcas de passagem de carros. Logo passei por algumas casas, alguns cachorros tentaram me morder (na volta um deles conseguiu dar uma mordida na sapatilha) mas, a medida que eu descia o vale a estrada ia fechando e piorando. Só que, como eu estava lá, "tinha" que continuar.

Fui seguindo (para baixo), passei as últimas casas, a estrada estreitou mais e logo cheguei em uma carvoaria (leia-se vários fornos para queimar eucalipto no meio do nada). De lá a estrada não continuava mas, é claro, pouco antes tinha outro desvio! Esse sim (quem sabe?) me levaria a cruzar a serra e funcionaria como atalho me levando até alguma estrada já próxima de casa.

Fui seguindo a estradinha (cada vez pior) e, agora, subindo bem forte. No chão só via marcas de roda de caminhão até que, quase na crista do morro, ela acabou no meio de pilhas de eucaliptos recém cortados. Mas quem disse que ali era o fim? Subindo mais uns metros, empurrando a bike, eu poderia achar uma outra estrada batida que desceria do outro lado do morro e me levaria, pelo "atalho", até em casa. Mas, novamente, isso não aconteceu e tive que virar, empurrar mais um pouco a bike (agora para baixo) até poder voltar a descer pedalando.

Até aí tudo bem, isso já aconteceu comigo dezenas de vezes nos pedais "exploratórios" por aqui. O problema, e esse real, era o horário. Quando comecei a descer, ao lado dos eucaliptos cortados, já era 18h e o Sol já tinha sumido no horizonte (e não, eu não tinha levado uma headlamp, nem lanterna para bike e sabia que isso seria um problema porque ainda faltavam uns 20 km pra volta).

Fui descendo a pirambeira, sai do lado da carvoaria, comecei a subir, passei pelos cachorros, pelas casas, a estrada melhorou e, já com as últimas luzes do dia, cheguei de volta à estrada asfaltada. Sem perder tempo continuei pedalando (havia decidido que o melhor seria voltar exatamente por onde eu tinha ido - não era o mais curto mas era o com menos morros no caminho) e logo tive que tirar os óculos de Sol e deixá-lo pendurado no pescoço.

Essa hora eu já sabia que a volta seria ruim. E foi ruim. No começo foi "só" pedalar em estrada (pouco movimentada) de asfalto com a última luz do dia. Mas pirou. Poucos km depois a estrada volta a ser de terra e tinha escurecido mais. Onde dava eu ainda puxava no pedal (eu sabia que a volta seria longa e quanto mais demorasse, pior) e, quando passava algum carro, dava ainda um sprint para aproveitar alguns segundos de seu farol que me ajudava a ver alguma coisa no chão (principalmente os infinitos buracos).

Mas ainda estava tudo bem! Logo escureceu mais e a estrada tinha trechos fechados onde não passava nada de luz, me deixando literalmente cego (realmente em alguns trechos eu não enxergava absolutamente nada! Pela memória dos últimos segundos que eu tinha enxergado eu ia seguindo reto, na esperança de não cair em alguma vala). Mas isso não é tudo! Mesmo passando em trechos sem enxergar nada e a 5 km/h eu sabia que, mais pra frente, teria o que eu achava que seria o "crux" do retorno: um trecho em descida em pedras - e não cascalho, chão de pedras mesmo com degraus do tamanho de degraus e pedras do tamanho de paralelepípedos soltos.

Só que, em um momento de felicidade, pouco antes de chegar a esse trecho um Gol me ultrapassa, fazendo com que eu desse mais um sprint para aproveitar seu farol. E funcionou! Como a estrada é bem ruim ele diminuiu o suficiente para eu conseguir o alcançar e fui seguindo, quase colado no seu para-choque, aproveitando que ele via por onde passar. Em um trecho, vendo que ele estava devagar demais até para os meus padrões, o ultrapassei, aproveitei mais ainda o farol que iluminava o caminho em frente e logo cheguei em casas que iluminavam (pelo menos um pouco) a rua.

Essa hora eu achava que tinha passado o pior mas, como sempre, ainda pioraria bastante. Fui seguindo mais alguns km no escuro da estrada de terra (sempre que passava algum carro aproveitava o farol e dava um sprint - o que começou a me dar ameaças de caimbras) mas fui seguindo (lentamente) meu caminho até, finalmente, sair na rodovia que me levaria até em casa.

Ai, naquele momento que tudo poderia melhorar eu sabia que seria o pior. É uma rodovia simples, uma faixa indo e uma voltando, sem acostamento e sem iluminação. Nessa hora cheguei a pensar que poderia acabar aparecendo nas notícias dos jornais de Bragança no dia seguinte (e não na parte de boas notícias) mas, fazer o que? Esperar até o dia seguinte não era uma opção.

Logo que um carro passou e pude ver exatamente onde a estrada estava acelerei o ritmo (sempre aproveitando o farol alheio) e segui, mas logo ele se afastou. Pela diferença de tons de sombra me mantinha na estrada e ficava feliz (ou não) quando aparecia algum carro. Quando o carro vinha atrás de mim era bom porque iluminava meu caminho (mas eu achava que ele passaria por cima de mim porque eu não tinha nenhuma iluminação na bike) e quando o carro vinha na outra mão me indicava o caminho a seguir, até que iluminando bem a estrada mas, assim que ele passava, era blackout total (várias vezes, depois do carro passar na pista contrária, diminui até quase parar - e não sabia se estava na minha faixa, na contra mão, ou perto do acostamento - e a estrada ainda tem curvas, subidas e descidas para "facilitar"...).

Mas, felizmente, esses "poucos mas intermináveis" 2 ou 3 km ficaram para trás e logo cheguei em um trecho mais urbano, com luzes, podendo então respirar um pouco e pensar que talvez eu não aparecesse nos jornais do dia seguinte.

De lá mais 1 km e, finalmente, estava na saída do bairro, de volta à estrada de terra, sem luz alguma mas, inteiro e perto de casa. Mais um pouquinho de pedal e mais algumas quase quedas (eu seguia bem pelo meio da rua, mesmo sabendo que era ruim e com pedras porque o trecho onde passam as rodas do carros, e é melhor, ficava próximo demais da canaleta de erosão na lateral da rua e eu não queria mergulhar nela). Subi os dois quarteirões, peguei a saída da minha rua sem enxergar nada e mirei na luz que eu via uns 100 metros adiante, na frente da casa de um vizinho. De lá mirei a luz seguinte e, finalmente, cruzei uma última rua e cheguei ao meu quarteirão (que tem iluminação) e em casa, às 19h30, muito estressado (realmente a volta me estressou, acho que principalmente o trecho final de estrada) mas inteiro (apesar de destruído de dor no pulso e pernas)!

Em casa um pré-descanso (não estava em condições de fazer nada), depois o merecido banho, o merecido jantar com uma boa cerveja e agora pegar o note para escrever esse "curto" relato. Só tenho uma certeza: posso até me enfiar em ruas ruins no próximo pedal mas, se eu sair à tarde, levarei a headlamp!

E, antes de fechar a postagem e voltando um pouco ao tema citado no começo (hipotiroidismo), sempre fui da opinião que é importante "ouvir" o que o corpo quer. Sendo o cérebro responsável por comandá-lo e, certamente, entendê-lo melhor que a nossa super limitada consciência (que é apenas uma parte que nos dá um limitado acesso ao nosso corpo e pensamento), será que essa minha "escolha" de horário para sair, não levar uma lanterna e itinerário que "eu sabia que ia dar m&rd@" foi uma escolha consciente até que ponto? Vários estudos já comprovaram que, quando você tem a consciência de uma escolha (quando você "pensa" que fez a escolha), seu cérebro já "iluminou" a área de escolha há cerca de meio segundo. Então, sua "escolha", muitas vezes, foi algo definido biologicamente antes de você ponderá-la (recomendo os livros "Incognito" e "Subliminar", não lembro o nome dos autores mas o google resolve isso, é só procurar).

Então, se meu cérebro decidiu me colocar nessa roubada estressante e, havendo uma relação direta entre o hipotiroidismo subclínico (meu caso) com a depressão (também meu caso). Como a liberação de serotoninas está também relacionada à adrenalina e estresse (principalmente depois do estresse passar), será que a "escolha" não foi uma maneira do meu corpo tentar, mais uma vez, se autorregular?

Acho que hoje vai ser mais uma noite que demorarei para dormir porque o pensamento não para... :-)

Obs: o 3G roteado funcionou ;-)

Enviado por Tacio Philip às 22:31:25 de 06/04/2018



03/04/2018 20:31:19 (#578) - Se você sonha escalar uma montanha não busque atalhos, evolua!

Mesmo sendo a minha página www.climbing.com.br uma das minhas fontes de renda, através dos meus cursos de escalada, isso não faz com que eu seja menos montanhista/escalador e me importe menos com as montanhas e o impacto que as pessoas causam à ela.

Acho um absurdo a quantidade de pessoas despreparadas que tem frequentado o ambiente de montanha, muitas vezes guiadas por pessoas que deviam se importar com o ambiente e que, de uma maneira bem negativa, vão deixado sua "marca" no local.

Eu não sou contra acesso à montanha, muito pelo contrário, sou totalmente a favor do livre acesso para todo montanhista/escalador, sem burocracias, sem limitações e sem essa tentativa atual de "ecoturismar" o montanhismo, fazendo com que muitas trilhas virem estradas e proibindo o acesso a trilhas menos conhecidas ou inexistentes. Entretanto, sou contra o acesso irrestrito e fácil para quem não tem experiência para tal e que as punições para quem o prejudicar, seja um iniciante ou alguém com experiência, sejam realmente rígidas.


Trânsito de pessoas, em trilha com degraus de metal, em uma famosa travessia

Inclusive, esse é um dos motivos de eu oferecer CURSOS de escalada onde, espero eu, mostro aos meus alunos, além da técnica, como respeitar e ajudar o local e as pessoas relacionadas, ou seja, como agir eticamente de modo a não prejudicar o ambiente e ainda levar algum benefício à região e sua população local.

Também não sou contra a contratação de guia mas, nesses casos, acho que devia realmente haver regras rígidas limitando a quantidade de pessoas nos grupos, o número de grupos e as taxando devidamente já que são operações comerciais que, normalmente, só estão preocupadas com uma coisa: o dinheiro que o cliente está pagando.

Se você tem o sonho de escalar uma montanha não vá até ela com um guia. Você não estará realizando seu sonho, só estará sendo carregado até o cume. Em vez disso, como diz o ditado: "comece pelo começo". Faça caminhadas mais simples, escaladas mais simples, montanhas mais simples, ganhe experiência, segurança, independência e, quando sentir que está preparado, realize o seu sonho com suas próprias capacidades, valorize o que conquista, não busque um atalho fácil só para "dizer que fez" e para postar uma foto nas redes sociais. Faça a experiência da evolução e conhecimento ser significativa, não apenas uma medalha para exibir no pescoço.

Esse meu modo de pensar, inclusive, é o responsável por eu não guiar pessoas em trilhas ou escaladas (e muita gente já tentou me contratar para isso - mas já dei dica e incentivei muita gente que conseguiu, com o tempo, realizar seus sonhos e ter suas conquistas por mérito próprio).

O meu respeito pelas montanhas é maior que a necessidade de alguém chegar ao cume e não consigo me ver na posição de "arrastar pessoas pela trilha à qualquer custo".

Enviado por Tacio Philip às 20:31:19 de 03/04/2018



20/03/2018 21:55:27 (#577) - Apartamento à venda na Vila Moraes - Rua Simão Lopes - 3 dormitórios

Apartamento à venda na Rua Simão Lopes 1504, a 3 quarteirões da Av. do Cursino - venda direta com o proprietário.
Apenas R$ 270 mil (negociamos propostas)
Entre em contato para marcar uma visita ou com sua proposta.

Veja neste link fotos do apartamento.

Características do imóvel:
- 3 dormitórios (1 pode ser usado como escritório/home office);
- 2 banheiros;
- cozinha ampla e com armários de metal novos;
- sala com espaço para 2 ambientes;
- 1 vaga coberta e demarcada no estacionamento;
- prédio com portaria e segurança 24h;
- playground;
- salão de festas;
- prédio com 13 andares (apto no 10º andar);
- 2 elevadores;
- Valor do condomínio: R$ 430,00;
- Valor para venda: R$ 270 mil (negociamos propostas!)

Próximo da Av Cursino (apenas 3 quarteirões) onde tem transporte fácil para estações de metrô Saúde, Praça da Árvore (linha azul), Alto do Ipiranga (linha verde), terminais Sacomã, Parque Dom Pedro, fácil acesso à rodovias do Imigrantes, Anchieta. Fora da área de rodízio da cidade e com facilidade de acesso.

Localização no google maps:
(Rua Simão Lopes 1504)

Bairro residencial com toda comodidade bem próxima (padarias, mercados, shopping, comércio em geral).

Motivo da venda: mudança de cidade.

Negociamos troca por apto em Bragança Paulista (preferência por apto próximo à USF ou Jd. do Lago).

Veja neste link fotos do apartamento.

Entre em contato para marcar uma visita.

Enviado por Tacio Philip às 21:55:27 de 20/03/2018



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