Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista
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13/07/2016 16:06:34 - Travessia Transacamelônica e escaladinhas na Pedra do Camelo - uma semana no PNI - dia 5

Depois de uma quase roubada, no dia anterior, no Morro do Urubu, este último dia no PNI foi reservado para algo mais light.

Já era o 5º dia que estávamos no Abrigo Rebouças e chegara a hora de ir embora. De manhã tomamos café, arrumamos as coisas, limpamos o abrigo e logo seguíamos até a saída do parque.

Após acertar as formalidades (devolver fitas, assinar saída, devolver chaves...) saímos e seguimos caminho então até o antigo Alsene, onde paramos os carros e, enquanto o Flávio, Rogério e Alessandro (o chorão das pernas bambas que precisou dos meus bastões de caminhada emprestados e ainda quebrou um no meio) subiam para a Pedra Furada, a Lorena e eu fomos então fazer a travessia mais difícil, mais temida, que mais necessita de preparo físico e psicológico do Brasil, a Transcamelônica (leia isso com som de programas de sobrevivência da TV...).

Essa longa, difícil e perigosa travessia tem seu início na borda Noroeste da Pedra do Camelo e segue pelos seus muitos cumes e por suas longas e perigosas rampas de pedra até que, quando sobrevivem, os destemidos montanhistas que tem a coragem de enfrentar a verdadeira "travessia mais difícil do Brasil", saem, quebrados, cansados, com quilos corporais perdidos, em sua borda oposta, no Sudeste!!! (me deu uma vontade de voltar lá com tempo e fazer um filme...)

Abaixo panorâmica 360º do cume da Pedra do Camelo com montanhas identificadas - clique e arraste para rodar na panorâmica

Entretanto, a Lorena e eu não conseguimos terminar a travessia. Apesar de entrarmos pela face NO e seguir por seus cumes, acabamos parando para escalar uma de suas vias próximas da cabeça do camelo (esqueci o nome, um VIsup bem encrencado) e depois, em uma medida de desespero, sem completar o trecho final da travessia, descemos de rapel até a base de suas vias mais tranquilas, onde passamos mais alguns minutos escalando até que, perto da hora do almoço, o Flávio foi até lá nos avisar que eles já tinham descido da Furada.

Mesmo assim foi um ótimo dia, podemos dizer que fizemos pelo menos uns 4/5 da Transcamelônica e ainda algumas escaladinhas nas suas íngremes e longas e ameaçadoras paredes. E mais que isso, ainda fiz algumas fotos e pude espalhar o restante das cinzas do meu pai, que agora adubam as vegetações perto dos cumes do Agulhas Negras, Pedra do Altar, Morro do Massena, Prateleiras, Morro do Couto, Morro da Antena, Morro do Urubu e Pedra do Camelo além das proximidades do Abrigo Rebouças, Massena e o terreno da minha casa em Bragança.

De lá, alguns minutos de carro até as compras na Garganta do Registro e então seguir estrada (por uma escolha estúpida passando indo até Caxambu, antes de sair na Fernão Dias), para voltar para casa (e nessa viagem vi que acho que já estou morando em Bragança - como saí de viagem de lá e voltei para lá, acho que já posso considerar moradia oficial, mesmo ainda passando metade da semana lá e metade em São Paulo).

Como sempre, Itatiaia é ótimo (mesmo com roncos no abrigo) e o pessoal do nosso grupo, como sempre, nota 10. Outras oportunidades aparecerão e novamente estarei por lá!

E as fotos do último dia podem ser vistas em Pedra do Camelo.

Enviado por Tacio Philip às 16:06:34 de 13/07/2016



13/07/2016 15:47:02 - Subida do Morro do Urubu e passeio no Abrigo Massena - uma semana no PNI - dia 4

Depois da Travessia Couto-Prateleiras no dia anterior, no dia 7/7 acordamos com um vento muito forte e desanimador.

Ficamos um bom tempo no abrigo pensando no que fazer e, na minha cabeça, passavam duas opções. Tentar novamente emendar da Ruy Braga até a Pedra Assentada ou, se o tempo abrisse, descer até o Morro do Urubu, perto do abrigo Massena.

Sem o tempo melhorar e apostando nossas fichas, às 10h saímos a Lorena, Rogério e eu (a cada dia tínhamos uma perda na "equipe") pela estrada que leva até a travessia Ruy Braga (que vai até a parte baixa do parque) e então começamos a descê-la, com a esperança de melhoria do clima, até o abrigo Massena.

Neste dia Thor estava do nosso lado e, quanto mais descíamos, melhor ficava o clima. Durante a descida passamos do ponto onde tentei com o Rogério, há uns 2 anos, seguir até a Assentada mas, como para baixo estava bem aberto, preferi então seguir para o Urubu, montanha que eu havia subido duas vezes e as duas com tempo muito fechado.

No Abrigo Massena fizemos um lanche, espalhei mais cinzas, passeamos pelas suas ruínas e então seguimos até a bifurcação que leva até uma das casinhas de pedra e de lá pela crista rumo ao morro do Urubu.

No caminho, logo depois de descer até a base do Urubuzinho, vimos que a lagoa estava completamente seca e nela ainda achamos algumas pegadas de animais. De lá mais alguns minutos para cima chegamos ao cume do Urubuzinho, descemos novamente no lado oposto e então chegamos a subida final do Morro do Urubu.

No cume mais cinzas ao vento, mais lanche, mais fotos e então começamos a descer. Mas nada é tão simples assim. Do outro lado do rio, onde a crista sobe para a Assentada e Prateleiras, eu via algo que podia ser uma antiga trilha, então tentamos chegar até lá.

O começo do caminho, perto da lagoa, foi tranquilo, mas isso não durou muito. Depois de atravessar um charco seco e começar a subir em direção ao que podia ser uma marca, a vegetação fechava um pouco e, pior, duas matas de bambuzinho e capim elefante, por causa de riachos, para atravessar.

A primeira foi fácil, depois de uma tentativa frustrada direta seguimos a contornando por cima. A 2ª, de onde percebemos que não existia trilha lá (além de alguns vestígios de trilhas de animais), tinha que ser encarada de frente.

Fomos seguindo a passo de tartaruga, no riacho afundei a perna direita até a coxa na água mas aos poucos conseguimos atravessar e seguir até a crista de onde não devíamos ter saído, perto de uma das casinhas de pedra. Na casinha, olhando melhor onde estávamos e aproveitando para um lanche, vi que o que parecia ser uma trilha não era nada além da borda da vegetação, que muda com a altitude.

De lá, agora de volta a uma trilha "aberta", foi rápido seguir até encontrarmos novamente a Ruy Braga e então subir de volta para o abrigo, onde chegamos no final da tarde.

Apesar da roubada foi um bom dia, pela primeira vez consegui enxergar direito o Prateleiras e Assentada por baixo (quem sabe um dia não tentar chegar neles por lá) e andar no PNI sempre é bom. Agora era hora de mais um macarrão e mais uma noite mal dormida regada a uma sinfonia de roncos...

Algumas fotos se encontram no link Morro do Urubu.

Enviado por Tacio Philip às 15:47:02 de 13/07/2016



13/07/2016 15:33:52 - Travessia Couto-Prateleiras com cumes - uma semana no PNI - dia 3

Depois do dia anterior no Circuito 5 Lagos, Altar e Massena, o 3º dia no parque, dia 06 de Julho, foi reservado para a travessia Couto-Prateleiras, uma travessia clássica do parque que foi aberta oficialmente há pouco mais de 1 ano (antes era uma bela de uma aventura).

Sendo assim, depois do café da manhã, às 9h saímos do abrigo a Lorena, Flávio, Isabelle, Rogério e eu rumo ao Prateleiras (o Ale, que finalmente consegui levar até algum cume - Agulhas Negras no 1º dia - continuava reclamando de dorzinha nas perninhas fracas e chorando, por isso não nos acompanhou - novamente!).

Fomos seguindo pela estrada até seu final, pegamos a trilha para o Prateleiras e, antes de chegar na base, o Flávio disse que ficaria ali por baixo porque queria fotografar. Seguimos nós quatro, logo chegamos na base onde deixei escondido os bastões de caminhada e então começamos o trepa-pedra, pela face Sul, que nos levou até o cume.

No cume uma tentativa frustrada de trabalhar (consegui receber emails no tablet mas não conseguia liberar o acesso de um aluno a um dos meus vídeo cursos), diversas fotos, mais cinzas do meu pai espalhadas e então começamos a descida, pelo mesmo caminho da subida, vindo a encontrar com o Flávio perto da bifurcação da travessia até o Morro do Couto (durante a descida, enquanto o pessoal seguia eu fiz uma pausa e então consegui liberar o acesso para meu aluno - muito interessante "trabalhar" em um lugar daqueles).

Após uma pausa para lanche fomos seguindo nosso caminho, o clima na direção que íamos não estava muito colaborativo e trazia um vento bem forte mas seguimos o caminho até que, algum tempo depois, com um vento bem forte, temperatura perto dos 9º e já vestindo os anoraks, chegamos ao cume do Morro do Couto.

Lá no Couto mais fotos, mais cinza espalhada e, fugindo do vento e frio, logo começamos a descida. Fomos seguindo na frente a Lorena, Rogério e eu e, quando chegamos na estrada que leva ao Morro da Antena, esperamos alguns minutos e, como o Flávio e Isabelle não chegavam, imaginei que tinham parado para fotografar.

Seguimos pela estrada até o Morro da Antena, demos a volta ao redor da casinha no seu cume e, com o pôr-do-Sol chegando, começamos a descer vendo que o Flávio realmente tinha parado para fotografar mais acima na trilha. Durante nossa descida fizemos ainda algumas pausas para fotos mas logo estávamos na estrada e seguindo para o abrigo, onde chegamos já de noite, famintos e pensando no que fazer no dia seguinte!

Algumas fotos deste dia estão disponíveis no link Travessia Couto-Prateleiras.

Enviado por Tacio Philip às 15:33:52 de 13/07/2016



13/07/2016 15:18:49 - Circuito 5 lagos com cumes do Altar e Massena - uma semana no PNI - dia 2

Depois de ter subido o Agulhas Negras, no primeiro dia de uma longa semana no PNI, agora foi a vez de conhecer o novo Circuito 5 Lagos no parque.

Depois do café da manhã, às 9h saímos do abrigo a Lorena, Flávio, Isabelle, Rogério e eu rumo a essa nova trilha aberta pelo parque. O começo é pela trilha que segue para o Agulhas Negras, pegando então a bifurcação que segue para a Pedra do Altar, onde fizemos questão de passar para algumas primeiras fotos e eu espalhar mais um pouco das cinzas do meu pai.

Antes da subida final do altar, ainda na trilha que segue para o Rancho Caído, tem a saída do circuito 5 lagos, que vai margeando as encostas rochosas até chegar à cachoeira dos 5 lagos (que estava bem seca por causa da estiagem deste ano).

Até a cachoeira a trilha segue praticamente toda por lajes de pedras, contornando as cristas e, para mim, sem muitos atrativos (se eu a tivesse aberto o teria feito pela crista, de onde se tem uma visão muito mais bonita - sim, já estive por lá e lá em cima vale a pena). Entretanto, logo que passa da cachoeira (onde fizemos uma pausa para lanche) a trilha começa a ter uma linda visão do vale onde estão os 5 lagos (que podem ser vistos do Morro do Massena) com o Agulhas Negras e Pedra do Altar ao fundo, realmente um lugar fotografável e que merece um retorno com melhores condições de luz.

Fomos então seguindo a trilha até que passávamos entre o Morro do Massena e o seu cume Noroeste, onde fizemos então um desvio entre rochas e para cima até o cume do Morro do Massena.

O Morro do Massena é um grande platô e, há alguns anos, havia o subido e feito algumas fotos em sua extremidade oposta, e foi isso que fizemos. Seguimos alguns minutos pela crista, começando a descer um pouco até que chegamos a um penúltimo platô rochoso com uma espetacular vista com mais de 270º (da esquerda para direita podíamos ver a Serra Negra, Pedra do Sino de Itatiaia, Pedra do Altar, Agulhas Negras, Morro do Couto e Morro da Antena). Lá ficamos literalmente algumas horas, o Flávio e eu com os tripés montados e fotografando, apreciando e capturando fotos das montanhas com luzes que mudavam a cada minuto (o que até dificultava fazer panorâmicas).

O tempo passou, quem não fotografava já estava impaciente, então voltamos pela crista, descemos quase que pelo mesmo caminho que subimos e, de volta ao trecho final do Circuito 5 Lagos, saímos perto da portaria do parque, de onde era só seguir a estrada até o abrigo.

No abrigo mais uma noite mal dormida depois de mais um macarrão no jantar e já pensando nos planos do dia seguinte.

Algumas fotos deste dia podem ser vistas no link Circuito 5 Lagos e Morro do Massena.

Enviado por Tacio Philip às 15:18:49 de 13/07/2016



12/07/2016 21:35:39 - Subida do Pico das Agulhas Negras - uma semana no PNI - dia 1

Depois de quase 6 meses sem atualizar o blog, nada melhor que uma viagem para as montanhas para me animar a escrever.

Nesses últimos meses que se passaram não fiz uma montanha sequer, mas o tempo foi bem ocupado cuidando da minha nova casa em Bragança Paulista (desde Fevereiro), para onde pretendo me mudar em breve (já tenho passado pelo menos metade da semana por lá). Nos esportes me dediquei muito mais ao ciclismo, pedalando com a speed umas 2x por semana. E, como não poderia perder, em Março assisti com a Lorena, Leonardo e Manuela shows do Iron Maiden no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Mas, voltando ao tema montanhas, há pouco mais de 1 mês o Alessandro reservou algumas vagas no Abrigo Rebouças (finalmente terminaram a longa reforma de uns 3 anos) e, no Domingo, dia 3 de Julho, a Lorena e eu nos encontramos ele, Fernanda e Isa no centro de Bragança Paulista e seguimos estrada por um caminho alternativo passando por Socorro, Bueno Brandão, Borda da Mata, Pedralva, Águas de Lindóia etc. até que chegamos ao Refúgio Picus, em Itamonte, onde passamos a noite.

No dia seguinte, dia 04/07, madrugamos, tomamos nosso café da manhã e seguimos estrada, chegando na entrada da parte alta do PNI perto das 7h. Lá preenchemos as devidas papeladas, pegamos as chaves e logo seguimos para o abrigo onde começamos a arrumar nossas tralhas já que outros grupos também se hospedariam por lá.

Ficamos um bom tempo esperando para ver se o Flávio Varricchio, Isabelle e Rogério (os outros 3 do nosso grupo) chegariam logo mas, como demoraram, às 11h o Alessando, Lorena e eu saímos rumo ao Pico das Agulhas Negras para a primeira montanha da semana.

A subida pelo Pontão foi sem surpresas e pouco depois das 14h estávamos no cume do Agulhas Negras assinando seu livro. Essa subida teve ainda um gosto especial, além de conseguir arrastar o Alessandro para algum cume em Itatiaia (já tínhamos ido juntos para lá diversas vezes e ele sempre se dedicava mais à foto que à montanha), aproveitei para levar as cinzas do meu pai, que morreu em Julho de 2013, e espalhar por algumas montanhas (como ele foi da AMAN, acho que foi um bom lugar).

Além do tempo que levamos para rapelar, subir, assinar livro, rapelar novamente e escalar antes de descer pela trilha, passamos um bom tempo no cume fotografando, conversando, espalhando cinzas e olhando a paisagem ao nosso redor, com uma linda e aberta vista que nos permitia ver até a crista do PNSO e 3 Picos.

Abaixo panorâmica 360º do cume do Agulhas Negras com montanhas identificadas - clique e arraste para rodar na panorâmica

O tempo foi passando e, perto das 15h30, começamos nossa descida, seguindo pelo mesmo caminho da ida e sempre fazendo algumas pausas para fotografias.

Com o final da tarde chegando e o cansaço e a fome batendo íamos descendo cada vez mais até chegarmos à trilha que leva a base até o abrigo, onde chegamos quase às 18h, com as últimas luzes do dia.

No abrigo encontramos o Flávio, Isabelle e Rogério, que haviam chegado perto das 13h, e logo fomos preparar o merecido jantar antes de uma longa noite de sono regada à ronco de outros hóspedes do abrigo (e o mais legal é ouvir justificativa de que "quem vai para um abrigo, deve levar tapador de ouvido"... é como quem entra em ônibus com o celular alto e ouvindo Funk dizer para quem não quer ouvir usar tapador de ouvidos... mas deixa pra lá...) :-P

E esse foi só o começo de uma longa semana no abrigo com muitas montanhas e fotografias!

Algumas fotos desse 1º dia podem ser vistas no link Pico das Agulhas Negras.

Enviado por Tacio Philip às 21:35:39 de 12/07/2016



21/01/2016 16:01:32 - Retrospectiva 2015

Um pouco atrasado, afinal já é quase final de Janeiro, mas uma compilação das principais atividades desse ano que acabou.

O começo de 2015 foi devagar em viagens mas pesado em trabalho. Entre o final de 2014 e Março de 2015 tive diversos cursos, saídas fotográficas e lancei também vários vídeo cursos: Vídeo curso hp 50g, Vídeo curso hp Prime, Vídeo aula pdf/imagem na hp Prime, Vídeo curso macrofotografia e close-up e Vídeo curso Photoshop para fotógrafos. Em uma época onde se locomover (principalmente em uma cidade caótica como São Paulo) significa perder tempo, são ótimas opções para a pessoa poder aprender do conforto da sua casa, escritório ou até durante seus deslocamentos, já que os cursos podem ser feitos em qualquer dispositivo com acesso à internet. Alguns cursos tiveram mais aceitação, outros menos, mas no final foi um bom tempo investido e agora, além de proporcionar essa facilidade de acesso, consigo atingir alunos mais distantes.

Durante 2015 assisti também a alguns shows, quase todos com a companhia da Lorena, a começar pelo Thomas Zwijsen e Blaze Bayley, em Braganca Paulista, em Janeiro. Depois teve ainda Eluveitie e Thorhammerfest com Scythia e Manegarm em Abril, Turisas em Outubro e, pra fechar o ano, Legião Urbana e Korpiklaani em Dezembro.

No montanhismo o ano começou efetivamente em Abril, quando com o Jonas e Lucas abrimos a Travessia Davi-Parofes, com nome em homenagem a dois amigos que morreram em 2014 e que interliga o bairro da Serrinha, próximo de Penedo, ao cume do Gigante, Ovo, 3 Picos de Itatiaia e parte baixa do parque.

Em Maio, um mês que já devia trazer um clima mais aberto, a Lorena e eu subimos a Pedra Bonita em Gonçalves (embaixo de muita neblina) e também o Pico do Marinzinho pela sua trilha direta, via Marmelópolis (com cume também nublado).

Em Maio também fiz duas investidas no Big 1000, desafio que consistia em escalar 1000 metros de via, em um intervalo menor de 24 horas, na região de São Bento do Sapucaí. A primeira investida foi com o Michel, quando não conseguimos completar o planejado e, a segunda investida, com o Osvaldo, quase no final do mês, onde em 11h50min conseguimos sair do carro, escalar os mais de 1000 m de diversas vias e voltar ao carro em um dia absurdamente cansativo (mas que valeu muito a pena!).

Em Junho a Lorena eu subimos também a Trilha do Pinheirinho, em Extrema, que sai da cidade e sobe até o topo da serra, uma linda trilha, próxima de São Paulo, excelente para treino e com um visual muito bonito. Até por isso, no mesmo mês, o Leandro e eu voltamos até lá para subi-la e esticar até o Pico do Lopo em um bate volta que completou uma Meia maratona com 1400m de desnível feitos em 6 horas de caminhada bem puxada (e a maior parte embaixo de garôa e neblina).

Também em Junho fiz com o Jonas e Alcides a primeira investida na Trilha da Panela, uma ideia de muitos anos atrás que poderia ligar o Paiolinho até o Pico 3 Estados, sem passar pela Pedra da Mina. Esse caminho, para ser aberto, precisou de mais dias e foi completo em Julho, agora com o Leandro e Peter, quando finalmente conseguimos subir do Paiolinho até o Pico 3 Estados por uma inédita (e cansativa) trilha (mas merece repetições!).

Apesar do ano não ter tido muitas escaladas em rocha teve ainda, em Junho, uma ida para a Falésia Paraíso em Pindamonhangaba com o Leandro, em Agosto no Cuscuzeiro em Analândia e na Pedraira do Jardim Garcia em Campinas com a Lorena. Em Julho também tomei vergonha na cara e desenferrujei de vez o pedal em uma ida para o Limoeiro com o Dom e o Alessandro.

Chegando próximo do final da temporada, em Agosto, a Lorena e eu fomos para Itatiaia comemorar 1 ano de namoro subindo a Pedra Grande de Itatiaia e Pedra Furada, completando o mês com curso de escalada e definitivamente voltando a pedalar, principalmente com o Alessandro, em Itu.

Em Setembro, ainda com alguns projetos na garganta, abri sozinho uma nova trilha para o Pico da Gomeira, saindo da Garganta do Embau e, já no final do mês, cansado de cortar bambu com o facão, o Leandro e eu fizemos ainda a Travessia da Serra Fina em 1 dia, iniciando no estacionamento antes da Toca do Lobo e saindo na Garganta do Registro em 14h38min. Uma ótima maneira de fechar a temporada 2015 de montanhismo.

Além disso, em Novembro tive mais uma exposição fotográfica, no Salão da fotografia Consigo, com o título Abstratando, sendo essa uma exposição apenas com fotografias abstratas com influência dos pintores abstratos do século passado (expressionismo abstrato, action painting etc.).

Em novembro, finalmente, comprei uma bike speed, o que fez com que eu me empolgasse mais ainda com o pedal e mantendo uma média acima de 100 km por semana desde então (em uma das semanas foram 240 km) e, nesse mesmo mês, com o Sanhudo fiz uma tentativa naufragada de subir o Pico dos Marins graças a uma bela tempestade elétrica.

Além disso, todo o ano foi bem aproveitado em diversas exposições fotográficas, de pinturas, esculturas, passeios para fotografar, passeios para não fazer nada e muitos outros com a Lorena. E, para fechar o ano, passamos o Reveillon no Pico dos Marins, não tendo sido pegos pela chuva, como fui no mês passado (mas com muito vento).

E 2016 começou devagar, mas não tenho deixado de pedalar algumas vezes por semana e os planos para o ano começam a ser organizados na cabeça. Vamos ver o que esse ano trará ;-) Ano passado eu esperava escalar mais que escalei mas no final acabei pedalando e subindo mais montanhas que eu esperava, o que foi muito bom. Para 2016: sem muitos planos, mas com muitas ideias!

Enviado por Tacio Philip às 16:01:32 de 21/01/2016



03/01/2016 17:43:13 - Reveillon no cume do Pico dos Marins

Com a ideia de fugir da agitação e com uma previsão de tempo favorável (leia-se: sem muita chuva), na 4ª feira, dia 30 de Dezembro, a Lorena e eu pegamos estrada rumo ao Pico dos Marins.

Saímos de São Paulo no começo da tarde e, depois de apenas uma pausa para um capuccino e chocolate quente na estrada, chegamos na cidade de Piquete para o programado jantar. Entretanto, como ainda era cedo, em vez de jantarmos compramos nossa comida "para viagem" em uma marmita com arroz, feijão, farofa, bife e ovo frito. De lá, mais um pouco de estrada, agora sempre para cima, até chegarmos a "Base Marins", onde fica o carro (isso logo depois do carro ter completado 123456 km no seu odômetro e termos feito uma pausa para fotografar).

Na base, já no começo da noite mas ainda com luz, arrumamos as mochilas e decidimos então adiantar uma parte da caminhada subindo até o Morro do Careca, a 40 min de caminhada de lá, onde armamos nosso primeiro acampamento (e acompanhados de uma cachorra que nos fez companhia nos dias seguintes).

Tacio delivery de marmita no Morro do Careca (Marins)

Chegando lá buscamos um pouco de água e então aproveitamos para jantar nossa marmita, que eu tinha levado como um garçom na mão durante os 2 km de subida e em seguida nos retiramos para nosso aposento, que foi chicoteado com muito vento não deixando que nós cochilássemos mais que alguns minutos durante a noite toda (não querendo que a barraca ficasse úmida nos acampamentos protegidos acampamos no Morro do Careca mesmo, um belo erro!).

Buscando água no Morro do Careca (Marins)

No dia seguinte, último dia do ano, depois de quase não dormir achando que a barraca iria estourar com a ventania, acordamos, tomamos nosso café da manhã, desarmamos o acampamento, pegamos água e às 9h40 começamos a subida para o Pico dos Marins. Apesar de estarmos no verão o clima estava agradável com nuvens que não nos deixava torrar (tanto) e uma brisa suave, que foi aumentando exponencialmente a medida que subíamos a montanha.

Cume do Pico dos Marins no último dia do ano

Cerca de 3h15 depois do início da caminhada, às 13h55, chegamos no cume do Pico dos Marins, onde havia apenas uma pessoa, chicoteados por um forte vento que fez com que tivéssemos que parar em uns trechos da subida final. Logo procuramos um local mais abrigado do vento, armamos nosso acampamento e então fomos até a pedra do cume para algumas fotos e mais vídeos.

Muito vento no cume do Pico dos Marins dia 31/12/2015

Lorena brincando no vento no cume do Pico dos Marins

De volta a barraca mais um breve descanso (agora nos escondendo tanto do vento quanto do Sol) e pouco tempo depois chegam mais dois casais ao cume. Com o final da tarde chegando e o vento tendo diminuído demos mais uma volta aproveitando para mais algumas fotos e vídeos.

Panorâmica do cume do Pico dos Marins

Com a noite chegando preparamos o jantar e logo que escureceu deitamos para descansar, deixando o despertador ligado para às 23h45 para tentar assistir a queima de fogos das cidades abaixo de nós. Dormimos algumas horas, pouco antes do despertador tocar tive que sair para ir até o banheiro e já percebi que não veríamos nada, uma forte neblina e vento cobria a montanha e deixava uma visibilidade de menos de 10 metros.

Descendo do Pico dos Marins dia 1º jan 2016

No dia seguinte, 1º dia de 2016, mesmo com o despertador programado para às 6h e 7h só acordamos de verdade por volta das 8h, aproveitando para compensar as horas de sono que não tivemos na noite anterior. Preparamos nosso café da manhã, começamos a desarmar o acampamento sem muita pressa deixando a barraca secar, fomos mais uma vez até o cume olhar a paisagem e então, às 9h50, começamos nosso caminho de volta.

A descida foi tranquila e rápida, não paramos muito para evitar a possibilidade da chuva nos alcançar (a previsão do tempo dizia que neste dia, à tarde, o céu despencaria) e, 3h de caminhada depois, estávamos de volta ao acampamento base conversando com o Dito (que felizmente tinha guardado 2 bastões de caminhada que eu havia esquecido por lá em Novembro durante uma tentativa "afogada" de subir a montanha com o Sanhudo).

No carro depois de descer o Pico dos Marins (com recado pro Sanhudo)

Com tudo dentro do porta malas (agora sem esquecer nada) e roupas trocadas nos despedimos (principalmente da cachorrinha que nos acompanhou na montanha e ainda nos seguiu um bom trecho na estrada) e então começamos nossa descida de volta à civilização, parando apenas para algumas fotos do conjunto do Marins antes de chegamos em Piquete para o merecido almoço (no mesmo restaurante de sempre mas agora em uma mesa e acompanhado de uma jarra de suco de laranja).

Devidamente alimentados e hidratados pegamos novamente estrada, agora de volta pra São Paulo. A viagem foi tranquila e como esperado, pegamos bastante chuva (eu até queria isso para dar uma lavada no carro).

Tempestade na Carvalho Pinto

Mais algumas horas se passaram e, antes da chuva chegar em São Paulo, estávamos em casa prontos para o merecido banho e descanso.

Apesar de não termos conseguido ver os fogos de cima, a viagem foi muito boa e estar na montanha é sempre excelente. Além disso, essa foi a minha 10ª vez neste cume que considero ser o meu começo no montanhismo (a primeira vez foi em 03/11/2000). Além disso teve um gosto especial por ser a virada do ano e com a Lorena, sendo sua primeira vez lá.

Essa é uma época péssima para montanhismo (sempre chove) mas no final tivemos sorte. E com certeza voltaremos para a região daqui alguns meses, quando chegar a verdadeira temporada de montanhismo.

E algumas das fotos estão disponíveis no link Reveillon no Pico dos Marins.

Enviado por Tacio Philip às 17:43:13 de 03/01/2016



23/11/2015 16:58:49 - Tempestade naufragando tentativa de subida do Pico dos Marins e pedaladas por ai

Este mês que passou não teve muitas atividades fora da "rotina" de pedaladas por São Paulo e interior, passeios em São Paulo, passeios em Capivari, ida em exposições (inclusive esta é a última semana que a minha exposição fotográfica Abstratando está em cartaz) etc etc etc.

Entretanto, depois de reencontrar e conversar com o Eduardo Sanhudo no final de semana do dia 14, decidimos fazer um bivac no Marins, durante a semana, só para passar um dia na montanha e fugir da cidade. Sem planejar muito vimos que uma "boa" opção seria dia 17 e então, logo na hora do almoço, pegamos estrada rumo Piquete.

O caminho foi tranquilo, fizemos uma pausa em Piquete para almoço-janta e logo subimos para o Base Marins, onde fica o carro, ainda conseguindo no caminho observar o cume do Pico dos Marins sobre as nuvens que cobriam quase toda a Serra da Mantiqueira. Chegando lá acabamos de arrumar as coisas, colocamos as mochilas nas costas e então às 16h30 começamos a caminhada rumo à "boca do monstro".

Logo que demos uns 100 passos começamos a sentir que o clima estava mudando, um vento gelado e agradável nos refrescava mas não era um bom presságio. Pensando que, se pegássemos uma garôa leve, nada nos impediria de subir para bivacar no cume e fomos seguindo nosso caminho para cima. Quanto mais subíamos, mais a garôa engrossava, cada vez os trovões se mostravam mais perto de nós até o ponto de se tornar uma chuva de verdade quando chegávamos, 35 minutos de caminhada depois, ao Morro do Careca.

Como não tínhamos ainda nos carregado com água, fomos então até o riacho onde paramos, abrimos uma lona e nos entocamos por um bom tempo à espera da chuva melhorar e decidir o que seria feito. Embaixo da lona e ouvindo a tempestade se aproximar cada vez mais e literalmente passar por cima das nossas cabeças, vimos que esse não seria um bom dia para subir a montanha (até porque seria muito arriscado em alguns rampões e bivacar com chuva não é muito agradável).

Com os planos literalmente por água abaixo nem pegamos água e, perto das 18h, demos meia volta e começamos nossa descida, encharcados, de volta ao carro, com direito a algumas pausas para umas poucas fotos e vídeos do Marins com suas muitas "cachoeiras" devido à chuva (já tinha pego chuva no Marins mas nunca como dessa vez e nunca tinha visto tanta água descendo a montanha).

De volta ao carro, encharcados como se tivéssemos mergulhado em um rio, logo seguimos nosso caminho de volta pra São Paulo, parando apenas para o merecido jantar, já na rod Dutra, chegando em casa perto da meia noite.

Apesar de termos andado apenas 4,3 km na montanha e ter dirigido mais de 530 km, não dá pra considerar a viagem perdida. Uma leve roubada na montanha é melhor que uma tarde perdida em casa e não me arrependo da investida que não deu certo (não foi a primeira e certamente não será a última). O Marins é uma linda montanha e logo voltaremos para uma investida mais seca (o que é raro nessa época). Se tivéssemos insistido certamente chegaríamos ao cume mas ai o nível da roubada seria bem maior. Pegar um pouco de chuva, bivacando, durante a noite é uma coisa. Andar 4 h encharcados à noite, entrar em um saco de dormir molhados e tentar dormir seria bem diferente (e depois ainda percebi que a blusa que eu usaria pra dormir tinha molhado dentro da mochila). Resumindo: seria muita roubada!

E, durante essa nossa breve temporada na trilha, o Sanhudo fez um vídeo e ele pode ser visto logo abaixo. Não deixe de ver nossos vídeos, curtir se gostar e seguir nosso canal para mais novidades!

Vamos ver se o Marins deixa que eu chegue ao seu cume, pela 10ª vez, ainda este ano ;-) Planos já estão sendo arquitetados!

Enviado por Tacio Philip às 16:58:49 de 23/11/2015



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