O PN Itatiaia é um dos parques que eu mais gosto devido sua grande quantidade de lindas e imponentes montanhas (veja essas dicas de acesso às montanhas do PNI para fugir do padrão "agulhas e prateleiras"). Além disso, ficar "hospedado" no abrigo Rebouças, dentro do parque, é uma oportunidade que nunca deve ser desperdiçada. Sendo assim, há pouco mais de um mês, quando o Valdecir e o Flávio Garcia me disseram que tinham feito algumas reservas e me convidaram para ir eu não pude negar!
Desde minha confirmação de presença passaram algumas semanas e, no dia 03 de Maio, Sexta-feira, a Aline chegou aqui em casa por volta do meio dia, almoçamos, acabei de arrumar as mochilas e logo pegamos estrada. A viagem foi bem tranquila, só com uma pausa já em Engenheiro Passos para um café e cocadas e pouco antes das 17h dávamos entrada no parque e seguíamos para o abrigo (dessa vez de carro já que o acesso estava permitido) onde parte do pessoal nos aguardava.
Com as últimas luzes do dia saí para algumas poucas fotos - minha meta principal nessa viagem era fotografar o parque com uma câmera recém convertida para infravermelho - e, com o final da luz e chegada do frio, foi hora de entrar para um esperado e merecido jantar. Nesse dia, além de lanchar alguns rap10, a Aline e eu aquecemos e comemos uma refeição da Alimentação Pronta, empresa que havia me fornecido algumas amostras há alguns meses mas ainda não tinha tido a oportunidade de provar. Adianto que é muito boa e em breve postarei um review completo com minhas considerações!
Com a chegada da noite, depois de um breve bate papo a Aline e eu saímos para fazer algumas fotos das estrelas (com um frio de 3,7ºC) e logo depois chegou a hora de entrar nos sacos de dormir e deitar, ainda sem ter ideia do que fazer no dia seguinte.
O Sábado amanheceu ensolarado, sem uma nuvem sequer e, mesmo com dores na coxa e tomando diclofenaco devido a sobrecarga da semana anterior no corcovado de ubatuba decidimos encarar a travessia Couto-Prateleiras. Essa é uma bonita, exigente, pouco frequentada e bem fechada caminhada que segue pela crista paralela à estrada unindo as duas montanhas.
Com a ideia definida tomamos café, arrumamos as mochilas e por volta das 9 h começamos a caminhada. A ida começou pela estrada sentido portaria e, assim que chegamos no estacionamento começamos a subida pela estrada até o cume do Morro da Antena. Durante a subida já aproveitava para diversas fotos de montanhas do parque e da Serra Fina, vista bem próxima de nós.
Do cume do Morro da Antena seguimos então para o Morro do Couto, outra montanha razoavelmente pouco frequentada e que muitas pessoas não fazem ideia que é a 2ª mais alta do parque e 8ª montanha mais alta do Brasil de acordo com o anuário estatístico do IBGE. No platô logo abaixo do cume encontramos com o Flavio Varricchio e a Isabelle, fizemos uma pausa para "almoço" e sem perder muito tempo subimos até seu cume para mais algumas fotos e ai sim começar a travessia.
Mesmo tendo alguns trechos onde é possível encontrar totens e alguma marca de passagem humana essa não é uma travessia com trilha aberta. Em muitos trechos é necessário um pouco de senso de direção e, principalmente, um pouco de faro para achar o melhor caminho para atravessar alguns trechos de mata mais fechada ou trepa pedras. Mesmo assim, se você gosta de um pouco de desafio (e até algum perrengue light) a recomendo!
Fomos seguindo pela travessia em seus zig-zag e sobe-desce sem muita pressa, parando diversas vezes para fotografias. O tempo foi passando, as pernas continuavam a sentir e acumular o cansaço e logo vimos que tínhamos calculado mal a quantidade de água. Da outra vez que eu havia feito essa travessia encontrei um ponto de água, só que o clima naquela vez estava bem mais nublado e úmido. Além disso, depois de mais da metade da travessia, ao olhar o GPS vi que não passaria pelo ponto que eu havia marcado já que, dessa vez, com o tempo bem mais aberto, tínhamos encontrado um outro caminho por onde seguir. Sabendo que não teríamos água até o final do dia (mas não morreríamos por isso) continuamos seguindo, sempre procurando um caminho melhor e próximo ao final da tarde chegamos no topo da última subida, de onde víamos abaixo o congestionado Prateleiras.
Depois de mais pausas para fotografias decidimos rumar direto para a trilha que leva ao Prateleiras e não à sua base, onde termina a travessia. Como não tínhamos mais água não subiríamos até seu cume e seguindo por esse atalho, conseguimos fugir do engarrafamento que se formaria na trilha em poucos minutos (tinha MUITA gente no Prateleiras, acredito que excursão de escola - tinha um ônibus no estacionamento!).
Continuamos nossa descida, poucos minutos depois estávamos na trilha e outros poucos nos levaram ao final da estrada que nos levou, já no final da tarde, até o abrigo onde já haviam chego também a Cristiane Gellert e seu namorado (esqueci o nome!) que procuravam a chave para poder entrar.
No abrigo, depois de saciar a sede e fazer um lanche a Aline preparou o esperado macarrão, jantamos e depois, mais uma vez saí à noite para algumas fotos noturnas, agora pegando algumas estrelas e o próprio abrigo (depois de ter roubado essa ótima ideia da Cristiane). Com o frio e cansaço aumentando voltei para dentro (onde a Aline já se escondia dentro do saco de dormir) e fui também para a cama para uma longa noite de sono.
No Domingo, dia que devíamos entregar o abrigo, acordamos cedo, tomamos café, arrumamos nossas coisas, demos uma geral na "casa" e às 9 h saímos. Como boa parte do pessoal já havia ido embora (só tinha sobrado um grupo com 6 pessoas) e eu era o único que havia encarado a estrada de carro até o abrigo dei uma carona para as mochilas até o estacionamento perto da portaria (não tinha como levar as pessoas, mas andar leve já faz uma bela diferença naqueles 2,2 km de estrada esburacada).
Poucos minutos depois todos chegaram, pegaram suas cargas e então segui com a Aline para algumas escaladas no Morro do Camelo. Lá logo chegaram também o Flavio e a Isabelle enquanto a Cris e seu namorado seguiam estrada. No Morro comecei guiando uma via bem tranquila sem nome (III), que levou ao platô na base da cabeça, de onde a Aline seguiu pela via Não me Xinga, uma via com um crux de VIsup que ela desistiu de passar depois de algumas tentativas.
Com a Aline de volta à base foi minha vez de subir e sofrer na passagem do seu crux (com o agravante de levar nas costas a mochila com a câmera fotográfica - e não era a compacta, mas sim 5D convertida para IR + lente 24-105mm!). Mesmo assim, depois de tentar me posicionar o melhor possível, apertar a rocha no negativo e puxar para cima, passei o lance e continuei por alguns lances delicados até próximo de seu final, que me levou ao cume do Camelo, onde logo a Aline chegou vindo pela trilha.
No cume um autorretrato e logo voltamos até a base onde escalamos mais um 3º grau, dessa vez a via Olho do Gato, antes de voltar ao carro, fazer uma breve pausa para ver o estado do abandonado Alsene e seguir estrada até a Garganta do Registro para comprar mel, geleia, cocada etc etc etc.
De volta ao asfalto começamos a descida da serra rumo Engenheiro Passos e então paramos no Restaurante do Juquinha, próximo do km 13, por recomendação do Flávio. A parada para almoço realmente valeu a pena e depois de comer muita salada e uma boa truta mais uma vez voltamos ao carro e agora com pausa só para um chá (para tentar espantar o sono) antes de chegar em São Paulo no começo da noite para o merecido descanso.
Como sempre, ir para Itatiaia é muito bom e, ficar no abrigo Rebouças, melhor ainda! Agradeço ao convite e parceria dos amigos e espero em breve nos encontramos novamente!
Além disso, aos poucos parece que a estrutura do parque está melhorando, as regras mais brandas e diferente de outras vezes, nessa ocasião não houve nenhum motivo de stress! Além disso, a viagem foi bem aproveitada fotograficamente e muitas das fotos podem ser vistas no link travessia Couto-Prateleiras e escalada no Camelo - PNI.
Montanhas do PN Itatiaia vistas no final da travessia Couto-Prateleiras
Enviado por Tacio Philip às 23:12:42 de 10/05/2013
No final de semana passado, aproveitando as férias do Leandro, no final da tarde de Sexta-feira (dia 26/04) passei em sua casa, depois na Aline, fomos juntos ao supermercado comprar o que faltava e em seguida pegamos estrada rumo Ubatuba.
Com preguiça e receio de pegar trânsito para atravessar a cidade ou pegar o rodoanel até a Carvalho Pinto decidimos ir pela Rio Santos. Como já estávamos em São Bernardo foi só seguir pela Anchieta e logo estávamos ao nível do mar seguindo pela interminável estrada com suas milhares de curvas e sobe-desce.
No caminho uma pausa para janta em São Sebastião e depois mais um longo tempo de estrada até chegarmos onde começa a trilha para o Pico do Corcovado de Ubatuba. De olho em possíveis locais para acampar achamos um bom campo de futebol onde logo montamos as barracas e ouvindo muitos latidos de alguns cachorros que não cansavam de reclamar fomos dormir.
No dia seguinte acordamos antes do despertador e, sem muita pressa, fizemos nosso café da manhã, separamos apenas o que precisaríamos na montanha, estacionei o carro em outro local e por volta das 9h começamos a caminhada.
O começo da trilha pode enganar um pouco por causa de diversas bifurcações mas om a ajuda de um track que havia baixado para o GPS no dia anterior foi bem tranquilo. Logo no começo a trilha já atravessa dois riachos e, depois de andar pouco mais de 1 km ela realmente começa a subir. A partir desse ponto a trilha é bem aberta e praticamente impossível de se perder. Na dúvida é só seguir sempre para cima e logo você verá que está subindo por uma bela crista com mata fechada e precipícios para os dois lados.
Continuamos a subida - que em alguns trechos é muito inclinada - fizemos algumas pausas rápidas para fotos em mirantes e depois nossa primeira pausa longa no último ponto de água, já a 730 m de altitude. Lá, sem pressa alguma e com muito tempo nos demos ao prazer de preparar sanduíches no tostex (acessório que sempre está na minha mochila) :-) Ficamos por volta de 1 h nessa pequena clareira até que decidimos pegar a água que precisaríamos para o resto do dia e começo do próximo, rearrumamos as mochilas e voltamos a caminhar.
A subida continua bem inclinada com lances parecendo escadas e outros em trepa-raízes, bem no estilo das trilhas da serra do mar, até que chega no topo da serra a mais ou menos 1000 m de altitude. De lá, onde há uma clareira onde é possível acampar, depois de uma virada de 90º para direita segue sempre pela crista da serra onde em alguns pontos podíamos ver muito melhor a nossa meta, o cume do Corcovado.
A parede rochosa dessa montanha é impressionante. Pelas nossas estimativas deve ter mais de 400 m de parede vertical, o que com certeza daria algumas belas vias de escalada, o único problema seria o acesso à base já que a mata fora da trilha é realmente muito fechada e com muitos precipícios.
Continuamos pela crista da serra fazendo só algumas pausas fotográficas e logo chegamos na subida final, que volta a ser bem inclinada e nos levou até o cume, a 1184 m de altitude, por volta das 15h.
No cume, antes mesmo de pensar em montar acampamento fizemos várias fotos e ficamos observando, a quase 1200 m abaixo de nós, o campo de futebol onde havíamos acampado e ao fundo o mar.
Algum tempo passou então, aproveitando que não havia mais ninguém na montanha, armamos as barracas bem no cume onde enquanto algumas nuvens nos cercavam ficamos esperando o tempo passar para jantar e depois ver a Lua nascendo sobre o mar antes de dormir.
No dia seguinte o Leandro e eu acordamos para ver o nascer do Sol enquanto a Aline nem se mexia no saco de dormir. Sem demorar muito tirei algumas fotos e logo voltei para a barraca para continuar a "noite" de sono, acordando de verdade mais de 1h30 depois.
Com o tempo mais nublado fizemos o café da manhã, desarmamos o acampamento, guardamos tudo nas mochilas e, por volta das 10h, começamos nossa descida. Logo que saímos do cume demos uma explorada em uma outra trilha bem mais aberta que segue pela crista (provavelmente a que é acessada de São Luiz do Paraitinga) e depois começamos a descida pelo caminho que tínhamos passado no dia anterior.
Durante a descida encontramos um grupo de 3 pessoas subindo e passo após passo, com a perna sentindo bastante o cansaço (no começo de temporada a perna sente bem) fomos descendo até que, finalmente, chegamos ao último riacho da trilha para um merecido banho. Ficamos por lá uns 30 minutos pelo menos e depois mais uns outros 30 minutos até chegarmos no carro por volta das 14h10 para a também merecida troca de roupa, tirar as botas e ir procurar nosso almoço!
Na estrada, sentido São Paulo, logo encontramos um restaurante e fomos almoçar. O preço era um pouco salgado (como tudo próximo ao mar, deve ser a maresia) mas a fome era maior. Sendo assim ficamos um bom tempo repondo as muitas calorias que tínhamos queimado nas últimas horas.
Já na metade da tarde seguimos então para a praia da fortaleza, local que eu ainda não conhecia e que, no seu pontão, tem muitos e muitos boulders. Sendo guiados pelo Leandro logo chegamos e ficamos então brincando um pouco em alguns blocos e fazendo algumas fotos até que o final da tarde, aliado com o cansaço, fez com que voltássemos para o carro e pegássemos nosso caminho de volta para São Paulo.
O retorno foi bem tranquilo, dessa vez pela Tamoios, pegando só um pouco de trânsito devido à obras. Em São Paulo uma pausa para jantar no Subway e, depois de deixar o Leandro em sua casa a Aline e eu voltamos para São Bernardo para uma merecida noite em uma cama.
Apesar de exigente graças ao desnível acumulado (+- 1300 m) a trilha é uma boa opção de trilha "bate-volta". Com certeza com uma mochila leve de ataque nas costas em vez de uma mochila com uns 13 kg + quase 4 kg de equipamento fotográfico a subida (e também a descida) seria bem menos sofrida e mais rápida. Além disso, mesmo sendo uma trilha que acredito que seja bem frequentada, não encontramos muito lixo pelo caminho, o que é um bom sinal (felizmente o povo mais mal educado, quando vai pro litoral, só sabe olhar para o mar). Com certeza é uma montanha que pretendo repetir. Inclusive agora com a ideia de conhecer seu outro acesso para uma travessia (se alguém tiver informações de acesso e puder enviar agradeço, sei que é obrigatório guia, mas quero uma opção sem essa obrigatoriedade). ;-)
Atualmente não tenho tido muito tempo, paciência e nem vontade de atualizar o blog. Então, só para não deixá-lo morrer, ai vai mais uma atualização abrangendo os principais acontecimentos desde a postagem anterior (há 1 mês):
No final de semana dos dias 23 e 24 de Março o Pedro Hauck, Aline e eu demos a 12ª turma do curso básico de escalada em rocha. Como tem sido há um bom tempo, essa turma também foi um sucesso e com uma boa quantidade de alunos (turma cheia). Mais uma vez pudemos passar um pouco do nosso conhecimento sobre escalada para novos praticantes desse esporte/modo de vida.
No feriado da páscoa (sem comer ovo de chocolate de preços ridículos, comendo carne e sem me preocupar se algum coelho que bota ovo ressuscitou) fiquei em São Paulo e no dia 31 a Aline e eu fomos no show do Alestorm. Essa é uma banda Escocesa de folk metal que tem em suas letras muito tema pirata. Eles mesmos se denominam "True Scottish Pirate Metal". O show foi muito bom e aconteceu no "Inferno Club", na Rua Augusta, um local que eu não conhecia e gostei muito. Diferente do que muita gente fala, me senti bem estando no inferno ouvindo rock, com temperatura agradável e boa companhia (além de tudo o show começou cedo e às 22h já estava em casa!). Algumas fotos podem ser vistas no link Show Alestorm.
No final de semana seguinte, Sábado, dia 06, novamente com o Pedro e Aline demos uma oficina de nós e procedimentos para escalada em rocha. Esta oficina foi desenvolvida pensando em funcionar como reciclagem para nossos ex-alunos, tanto é que, para eles, o preço é simbólico. A oficina foi bem legal e como sempre é bom ver o pessoal que está começando a escalar super empolgados.
No dia seguinte teve mais um show, dessa vez saindo da onda de folk metal que tem invadido (felizmente) o Brasil. Essa foi a vez do Paul DiAnno, primeiro vocalista do Iron Maiden, que se apresentou em São Paulo no Carioca Club em um turnê que, diz a lenda, será sua última. Apesar de eu ser absurdamente fanático por Iron Maiden, a fase do Paul está muito longe de ser a minha preferida e eu ainda o acho um otário. Ta certo que é legal ver músicas como Remember Tomorrow ao vivo, mas nada justifica ele ficar com piada ridicularizando o Iron Maiden sendo que, se não fossem essas músicas, ele provavelmente estaria passando fome. Mas apesar de tudo a Aline e eu nos divertimos e algumas fotos estão no link Show Paul DiAnno.
A semana seguinte foi tranquila e, no final de semana que eu não havia agendado nada, o guardando para viajar para escalar/subir montanha/pedalar em algum lugar, choveu! Assim acabei indo com a Aline em uma mostra do cidade invertida, grupo liderado por um dos meus professores do senac que trás para as pessoas informações sobre a origem da fotografia e seu funcionamento, foi divertido!
Na semana seguinte minha agenda passou a ficar mais lotada (pelo menos durante pouco mais de um mês): me inscrevi em um curso de fotografia na Riguardare. O que me atraiu no curso (assim como a pós graduação em fotografia que estou fazendo no senac) é não ter absolutamente nada de técnico. O curso, dado pelo Comodo e Armando, amigos e fotógrafos que conheço há muitos anos, é voltado à criatividade e linguagem, até agora foram 2 aulas e estou gostando bastante. Além disso, com esse curso às 2ª e 4ª feiras, a minha quilometragem rodade de pedal aumentou: dos cerca de 80 km das 3ª e 5ª no senac, agora a semana tem um total por volta de 130 km pedalados em 4 dias (cada vez mais vejo como é inviável andar de carro em São Paulo e, sempre que posso, estou com minha bike chegando nos meus destinos bem mais rápido do que se fosse de carro - além do bem estar, economia, diversão etc.).
Nesse final de semana, no Sábado cedo a Aline e eu levamos um grupo para uma saída para escalada em rocha no Visual das Águas, Bragança Paulista. Essa saída é exclusiva para ex-alunos do nosso curso de escalada e serve para dar mais uma oportunidade para quem quiser escalar com nossa supervisão/orientação. A saída foi ótima, acredito que todos gostaram e como era nossa meta, devem ter percebido que já tem a capacidade de escalar com independência, fato visto já que todos, além de escalar bem, realizaram todos os procedimentos de forma segura (inclusive guiando novas vias).
E, fechando o final de semana, no Sábado mesmo, assim que voltamos da saída de escalada a Aline e eu trocamos de roupa e fomos mais uma vez ver um show no Carioca Club. Dessa vez da banda inglesa Cradle of Filth. Apesar de não ser uma "banda de cabeceira", fazia um bom tempo que eu queria ver um show de uma boa banda de black metal (quem tiver interesse dê uma busca no youtube que você acha diversas músicas. Mas já aviso que, assim como música erudita, é necessário treinar o ouvido por um bom tempo até entender esse estilo musical).
Mesmo não conhecendo a fundo a banda e só reconhecendo algumas músicas o show foi bom, só o achei um pouco "deslocado" em relação ao local. Um show de black metal combina muito mais com um porão escuro do que com uma casa de show. Talvez esse tenha sido inclusive o motivo do público relativamente pequeno para uma banda relativamente bem conhecida. Mas valeu a pena e eu repetiria a dose. E algumas fotos já estão online aqui no meu site no link Show Cradle of Filth.
Hoje, dia 21 de Abril, foi dia de enrolar em casa, passear na Leroy, ver TV e agora no final da noite atualizar o blog. Amanhã volta a "rotina" de cursos de fotografia + pedal (inclusive tenho lição de casa para entregar amanhã)!
Enviado por Tacio Philip às 23:07:26 de 21/04/2013
As últimas semanas foram reservadas a algumas escaladas e cursos.
No dia 02 de Março a Aline, Osvaldo e eu fomos escalar no Visual das Águas, em Bragança Paulista, onde retornei novamente com a Aline, Dom e Robson dia 08. No primeiro dia a meta foi se "aclimatar" novamente com a rocha, fazendo o máximo de vias possível, sendo que fiz todas as vias da "parede da sombra".
Na segunda ida, até por causa do horário (mais tarde) e clima molhado, repeti algumas na sombra e depois me cansei um pouco na Tribal, entrando novamente em um 7a depois de quase um ano escalando bem pouco. Depois terminamos o dia com uma diagonal (que não lembro o nome) muito tranquila com visual bonito, que termina no topo da "pedra do visual".
No dia 10 de Março, Domingo, dei mais uma turma do Curso Operacional RPN hp48/49/50 para alunos de engenharia e durante a semana, além do trabalho "normal" tiver minhas aulas na pós, o que faz com que eu tenha também uma rotina de pedal, já que toda 3ª e 5ª são 40 km de pedal.
No final de semana passado, dia 16, a Aline, Guilherme, Carolina e eu fomos ao show do Turisas, banda finlandesa de folk metal. E com certeza foi o melhor show do ano até agora. Algumas fotos já estão disponíveis no link show turisas - sp.
E, logo no Domingo cedo, a Aline e eu pegamos estrada para Itatiaia. Depois dos quase 300 km chuvosos chegamos ao parque, nos encontramos com o Julio Spanner para buscar o recém lançado Guia de Escaladas de Itatiaia (lançado por ele e pelo seu filho Igor), ficamos um bom tempo batendo papo e depois subimos para casa do Hugo, onde o Flávio Varricchio e a Isabelle nos esperava.
No dia seguinte ficamos na casa só contemplando a natureza, fazendo algumas poucas fotos macro e no final da tarde fomos até a casa do Christian levar uma foto que eu estava devendo. Lá um bom bate papo, retorno para a casa, jantar, jogo de dominó (com dominó que vai até 12 em vez de 6) e depois uma noite de sono com o som da chuva.
No dia seguinte, 3ª feira, acordamos sem pressa, arrumamos as mochilas, demos um trato na casa e a Aline e eu pegamos estrada de volta pra São Paulo (na noite tive aula na pós, senão com certeza emendaria mais uns dias em Itatiaia).
E esse próximo final de semana será de trabalho com a 12ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha (próxima turma em Maio). Essa turma está quase lotada e, com a chegada do Outono, vai chegando também a temporada de escalada (final das chuvas). Espero esse ano ocupar boa parte do meu tempo livre nas paredes.
E, para quem quiser ver minhas macrofotografias, inclusive algumas feitas no PNI esses dias, use o link tacio.macrofotografia.com.br.
Enviado por Tacio Philip às 21:05:41 de 20/03/2013
No dia 15, a Aline eu estivemos em Pedra Bela para mais uma aula sobre escalada em rocha com prática para os alunos do Curso de Educação Física da Polícia Militar de São Paulo. Eu já tinha dado essa aula algumas vezes e a mesma consiste em falar brevemente sobre alguns equipamentos usados pelo escalador e, principalmente, sobre ética do esporte e suas vantagens fisiológicas, parte abordada pela Aline. E, para não ficar uma aula só teórica e monótona, sempre monto alguns top ropes para o pessoal experimentar o que realmente é escalar uma rocha.
Já no final de semana, dias 16 e 17, teve a 12ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha, turma lotada com 13 alunos! Como professores, além de mim estavam a Aline, Pedro e o Osvaldo, que deu um bom help nessa turma (faz parte da nossa estrutura de curso um número máximo de alunos por professor na aula prática).
O curso correu muito bem com aula teórica no Sábado e prática no Domingo (só um pouco mais arriscada por causa de uma outra turma de um "curso" que chegou a deixar cair equipamento da parede). Diversos alunos deste turma nunca tinham tido contato com escalada e hoje já me perguntam onde comprar e dicas de equipamentos.
Na semana seguinte ao curso me dediquei mais à internet e finalmente coloquei um site rodando no endereço www.climbing.com.br. Eu já havia adquirido este domínio há algum tempo mas ele estava direcionando para uma página aqui no meu blog, agora é finalmente um site à parte e onde divulgo meus cursos de escalada.
Com o final de tanto trabalho chegou a hora da diversão. Sendo assim, no Sábado dia 23 a Aline e eu pegamos estrada. Não tínhamos um roteiro definido mas uma ideia de lado a seguir então fomos parar no começo da noite em Itajubá - MG, onde depois de rodar um pouco nos hospedamos, saímos para jantar e depois voltamos para o quarto onde a Aline pintou as pontas do meu cabelo (só para variar o visual um pouco) :-)
No Domingo acordamos sem muita pressa, tomamos café da manhã e fomos então para a Pedra da Piedade, local que eu só havia escalado uma vez, em um festival de escalada há alguns anos. Fomos seguindo de carro pela estrada de terra até uma árvore caída, continuamos a pé e na rocha acabamos escalando só uma via (2x). O calor estava absurdo, os mosquitos mais ainda e a chuva estava chegando.
De volta ao carro uma pausa para Açaí na cidade e depois mais estrada. Cheguei a cogitar de irmos para Pedralva, mas como estava chovendo todos os dias no começo da tarde, era muito arriscado perder a viagem e o dia então seguimos para São Bento do Sapucaí - SP, com direito a uma pausa para escalar nesse mesmo dia na Falésia Vista Aérea.
Na segunda-feira, ainda em SBS, fomos para a Ana Chata. Depois da trilha entramos na via Johnny Quest e assim que chegamos ao cume arrumamos logo as coisas e começamos a descer, sendo alcançados pela chuva no meio da trilha (felizmente quando estava mais forte estávamos entre árvores grandes, assim mal chegamos a nos molhar).
De volta ao carro descemos para a cidade para o Acaí e depois uma longa tarde de preguiça enrolando na pousada e pelo centro, antes do jantar.
No dia seguinte saímos de SBS e seguimos para Pindamonhangaba, para escalar na Falésia Paraíso. Chegamos na base da parede com o clima "estranho", subimos uma primeira via e logo veio a chuva. Apostando que seria rápida nos abrigamos e aguardamos que ela passasse, o que aconteceu rapidamente e ainda havia sobrado várias vias secas, sendo assim escalamos mais um pouco antes de ir para o centro da cidade em busca do, como sempre, Açaí!
De volta à estrada com o final do dia (e sendo enganado pelo GPS que me mandou seguir por dentro das cidades até Taubaté) seguimos então para Salesópolis. Rodamos bastante pela cidade até achar uma pousada aberta e com preço decente, saímos para jantar e embaixo de uma forte chuva fomos dormir.
Na manhã seguinte, 4ª feira e último dia de escalada dessa viagem, passamos em uma padaria para o café da manhã (mesma que eu havia tomado café no começo de Janeiro durante uma cicloviagem e então seguimos para a Pedra da Represa.
Apenas "tendo ouvido falar" mas sem saber da situação real, seguimos pelo caminho padrão, que leva ao Aterrado. Lá vi pessoalmente porque não dava para atravessá-lo: tinha desabado um trecho. Nos informamos com um pessoal e seguimos então pelo caminho alternativo que, em vez de ter uns 4 km até a Pedra (do centro da cidade) tem mais de 12 km. Mas chegamos.
Na base da parede logo nos equipamos e aproveitei para escalar 3 vias que ainda não tinha escalado, todas com duas enfiadas e dessa vez uma delas sem marimbondos no tetinho da 2ª enfiada. De volta ao chão e já sentindo o cansaço dos dias guardamos as coisas, descemos e mais uma vez pegamos estrada, agora de volta para São Bernardo, na casa da Aline.
Os dias seguintes foram em São Paulo, mexendo no novo site e colocando tudo em dia os antigos e no Domingo fomos com o Guilherme Ide fazer umas fotos macro no Parque da Cantareira.
Na segunda-feira dei uma aula particular de ajuste de imagens com Photoshop e ainda treinei um pouco na 90 graus. Na terça-feira voltou a minha "rotina": depois de 82 dias de férias voltaram as aulas na pós (e a primeira aula me fez lembrar de uma coisa: não ficar nunca mais 2 meses sem pedalar, como eu vou pra faculdade de bike e são 40 km ao total, a perna sentiu). Hoje será mais um dia de pedal e aula, mas já devo sofrer menos.
Entre os dias 05 e 09 de Janeiro estive com alguns amigos fazendo uma viagem de bicicleta pelo interior e litoral de São Paulo / Rio de Janeiro. O roteiro foi planejado e organizado pelo Alessandro e teria início em Salesópolis-SP.
Dia 01 - São Paulo - Mogi - Salesópolis
No dia 05, por volta da hora do almoço, me encontrei com o Wagner em frente ao Shop Plaza Sul e de lá, já em cima das bikes, seguimos até a estação Brás, completando os primeiros 18 km de pedal, onde o Waldon e Perine nos aguardavam. Às 14h, horário que é liberado o acesso de bikes aos trens, embarcamos sentido Mogi, indo até a estação Estudantes, em uma longa viagem de mais de 1h.
Em Mogi uma pausa para lanche, recarregar as garrafas de água e voltar para cima das bikes, seguindo agora por estrada até Salesópolis, interior de São Paulo, onde chegamos na pousada onde acamparíamos no final da tarde, completando 66,2 km de pedal nesse primeiro dia.
Em Salesópolis nos encontramos ainda com o Alessandro, mentor da ideia da viagem (e organizador também, responsável tanto pelo roteiro quanto pelas reservas no caminho) e com o Marcos. Com o cair da noite um bom jantar em uma pizzaria e depois uma noite de sono não muito boa porque onde estava acampado tinha uma lâmpada mais clara que o Sol, mas tudo bem...
Dia 02 - Salesópolis - Caraguatatuba
No segundo dia acordamos cedo e por volta das 6h30 nos encontramos em uma padaria para o café da manhã. Depois de um bom café e comprar algumas balas (que duraram a viagem inteira) subimos na bike e começamos nosso caminho, com uma grande subida que passa próxima do parque da nascente do Tietê antes de iniciar umas longas e alucinantes descidas.
Fomos seguindo nosso caminho e algum tempo depois estávamos na Rod Tamoios, seguindo por um curto trecho plano antes de iniciar a descida até o litoral.
Chegando ao nível do mar mais alguns km e, já de tarde, chegamos na pousada em Caraguá (que eu faço questão de não recomendar, leia aqui porque).
Nesse dia foram 92 km de pedal e, depois de um banho fomos até a praia para o merecido jantar, novamente uma pizza (e esse dia me fez lembrar porque eu odeio o litoral, principalmente em temporada de verão: uma pizza sem vergonha por R$30,00 e um simples copo de suco por R$6,00). Depois disso foi voltar para a pousada para o merecido descanso.
Dia 03 - Caraguatatuba - Paraty
No dia 07, nosso 3º dia de pedal, começamos procurando um modo de cortar a corrente que prendia a bike do Waldson, já que ele havia perdido as chaves! Depois de desistirmos e já termos nos despedido com a ideia dele conseguir algo mais tarde (era 7h da manhã) e nos encontrar em Paraty, conseguimos um alicate para cortar cabo de aço e assim o libertamos de sua prisão naquela pousada tosca!
Com nós 6 de volta às bikes, seguimos pela estrada à procura de um local para café da manhã, o que não encontramos tão cedo (pedalar em jejum não é agradável).
De volta às bikes continuamos nosso caminho, sendo castigados pelo calor e Sol. Aos poucos o grupo começou a se dividir e, depois de nos encontrarmos em uma lanchonete, o Waldson e o Marcos decidiram ficar e conseguir um transporte que os levasse para Paraty, nosso destino nesse dia.
Com a ideia de chegar logo em Paraty e também ajudar na procura de transporte para os desertores, seguimos então na frente o Alessandro e eu e logo atrás, em outra dupla, o Perine e o Wagner. Esse com certeza foi o trecho mais desgastante psicologicamente da viagem. A Rio Santos, apesar de não ter buracos, tem um asfalto péssimo que mais parece concreto que asfalto e o calor realmente nos desgastava muito, fazendo com que fizéssemos praticamente uma parada a cada bica de água na beira da estrada para nos refrescar (até porque, além do calor, atravessamos duas cristas de serra com um bom desnível nesse trecho, uma delas onde fica a divisa SP/RJ).
O tempo foi passando, o corpo se desgastando e fritando mas finalmente chegamos em Paraty onde logo depois de começar a buscar uma alternativa de resgate para o Waldson e Marcos soubemos que eles já haviam conseguido e estavam chegando à Paraty.
Sendo assim, depois de 114 km de pedal chegamos à pousada para o merecido banho e, no final da tarde, sair para procurar um almoço-janta, uma sobremesa e uma breve caminhada pelas ruas "cult cheias de intelectuais de final de semana" de Paraty antes de voltarmos para a pousada para a merecida noite de sono.
Dia 04 - Paraty - Cunha
No 4ª dia, depois das duas baixas do dia anterior tivemos mais duas: o Alessandro não continuaria porque o Marcos, do RS, estava hospedado em sua casa e o Perine, por falta de "macheza" mesmo, resolveu também abortar a continuidade da viagem.
Depois de muito pensar (ou melhor, não pensar muito já que não há uma justificativa racional) o Wagner e eu decidimos seguir nossa viagem, agora com o verdadeiro "crux" da viagem, a subida de Paraty para Cunha.
Assim, por volta das 10h, depois do café da manhã e arrumar as tralhas deixamos a pousada e seguimos pelo caminho plano (que durou pouco) sentido serra do mar.
Os quilômetros foram passando e logo começamos a subir para não ter uma pausa sequer. A estrada começa em asfalto mas mesmo assim, em alguns muitos trechos, tivemos que descer da bike e empurrar um pouco. Ora pela inclinação absurda da estrada, ora só de ver que a estrada não aliviava nem um pouco para cima, jogando o psicológico no chão algumas vezes.
Mesmo com o empurra-pedala continuamos a longa subida, entrando agora no PN Bocaina, onde a estrada passa a ser de terra e fomos subindo, subindo, subindo sem parar.
Mais e mais km rodados, as pernas cansadas e ganhando a cada metro mais altitude, já depois do horário do almoço chegamos ao topo da serra, onde volta o asfalto na divisa RJ/SP, a 1500 m de altitude (lembrando que tínhamos saído do nível do mar!).
Lá, com o clima bem mais ameno mas ameaçando chover uma pausa para fotos, vídeo e logo seguimos nosso caminho, com uma descida alucinante (responsável pelo meu record de velocidade na viagem: 70,3 km/h) e em seguida a última, e matadora subida final, com mais de 1 km de extensão.
Do topo da subida, agora chegando em Cunha, aceleramos o pedal (na medida do possível) e, embaixo de uma tempestade que iniciava chegamos e paramos em um mercado na cidade, onde comemos um lanche e ficamos por mais de 1h esperando o céu parar de cair para buscar uma pousada (o planejamento inicial era ir até Campos de Cunha, onde tínhamos reserva, mas não tínhamos mais perna para isso e o clima também não colaborava).
A tempestade diminuiu e então saímos à busca de uma pousada, encontrando então o "Hotel Belvedere" próximo da saída da cidade, depois de "apenas" 48,5 km de pedal mas com cerca de 1800 m de desnível acumulado! Lá guardamos as bikes e então comecei a não me sentir muito bem, com fraqueza e enjôo.
Com o chegar da noite o Wagner saiu para jantar enquanto eu fiquei no hotel, bem indisposto, tentando descansar para me recuperar, o que só consegui depois de vomitar.
Dia 05 - Cunha - Guaratinguetá - São Paulo
A noite foi bem mal dormida, com direito a levantar para vomitar outra vez, e no dia seguinte acordei como se tivesse sido atropelado por um trem com rolos compressores.
Levantei, tomei o café da manhã e meu estômago já estava melhor, mas ainda me sentia bem fraco - depois soube que o Alessandro também passou muito mal nessa noite, tendo que ir para o hospital de Paraty tomar soro, ou seja, o que nos derrubou deve ter sido alguma bica de água na estrada (pouco provável), nosso jantar econômico em Paraty (muito provável) ou a sobremesa na rua (com certa possibilidade).
Devido a minha fraqueza agora chegava a minha vez de "pedir para sair", mas ainda com alguma tentativa de terminar mais um trecho com alguma honra :-) Sendo assim saímos do hotel e seguimos pedalando rumo à Guaratinguetá, sendo que não consegui terminar o trecho mas consegui uma carona em uma caminhonetinha na estrada depois de uns 20 km de pedal, que me deixou a 200 metros da rodoviária.
O Wagner, último sobrevivente em cima da bike, seguiu pedalando e algum tempo depois chegou à rodoviária onde compramos as passagens para São Paulo, guardamos as bikes no porta-malas do ônibus e seguimos nosso caminho.
Chegando à rodoviária do Tietê, me sentindo um pouco melhor e com mais energia (provavelmente por conta do açaí que tomei na rodoviária de Guará) pegamos as bikes e seguimos cada um seu caminho, de volta para casa, onde cheguei com as últimas luzes do dia, completando 42,5 km de pedal nesse 5º e último dia.
Considerações finais
Não tem muito o que falar dessa viagem além de: foi excelente! Além do pedal em si, bem exigente, conheci novos amigos e parceiros de pedal e, como sempre acontece nessas viagens, pude expandir um pouco mais minha zona de conforto, me deixando pronto para as próximas "roubadas"!
No final dos 5 dias foram 363 km pedalados, o que dá uma média de mais de 70 km diários, velocidade máxima de 70,3 km/h e com um desnível acumulado de 4438 m para cima e 4942 m para baixo!
Entre os dias 05 e 09 de Janeiro fiz uma cicloviagem, com 5 amigos, saindo do interior de São Paulo (Mogi e Salesópolis), seguindo até o litoral (Caraguatatuba e Paraty) e retornando ao final para o interior (Cunha e Guaratinguetá). Ao total foram 5 dias de pedal com aproximadamente 360 km percorridos.
A viagem foi excelente e o planejamento logístico foi todo feito pelo meu amigo e parceiro de pedal Alessandro, mentor dessa viagem que assumiu a responsabilidade de organizar o roteiro e efetuar as reservas nas pousadas onde nos hospedaríamos a cada dia.
Tudo corria bem até que, no nosso 2º dia de pedal, saímos de Salesópolis e seguimos até Caraguatatuba, mais especificamente até a praia Tabatinga, onde tínhamos reserva feita (e totalmente paga) na pousada Seaway, onde chegamos no final da tarde depois de 92 km pedalados.
Ao entrar na pousada tudo corria bem. "Estacionamos" as bikes e enquanto conversávamos e relaxávamos um pouco, a Sônia, que nos atendeu, veio nos informar que nossa reserva na pousada estava ok mas que tínhamos que pagar uma taxa extra de roupa de banho, roupa de cama e que o café da manhã não estava incluso!
Sem entender muito bem nos perguntávamos o que estava incluso em nossa reserva, feita há alguns meses e já quitada.
Será que a pousada Seaway só oferece aos seus hóspedes um teto? Assim quem lá se hospedar não será picado por insetos e nem pegará chuva de noite mas terá que dormir em colchões sem lençol? E por que será que a pousada Seaway não oferece também a roupa de banho? Será que é por causa do calor da cidade? Ela espera que após um banho esperemos o corpo secar naturalmente com o vento do ventilador de teto?
Além disso, ficamos sabendo também que não teria café da manhã, também cobrado à parte. Após ouvir esses absurdos e argumentar achamos mais fácil negociar. Fechamos então o valor apenas para a roupa de banho e cama (não arriscamos confiar em seu café da manhã), pagamos a diferença e ponto final, não adiantaria perdermos mais tempo com eles.
Vale ressaltar que toda a negociação foi feita por emails (se alguém solicitar posso postar nos comentários as mensagens trocados) e em nenhuma situação mencionaram que a reserva não incluía roupa de banho, cama, café da manhã e que, ao chegar ao local, teríamos que pagar separado por isso.
Acho importante relatar aqui o ocorrido para que, quem procurar informações sobre esta pousada, saibam sobre o ocorrido e tire suas conclusões sobre se hospedar lá ou não. Pessoalmente tenho certeza que nunca mais me hospedarei com eles, assim como meus parceiros de viagem.
Resumindo:
Sendo o motivo principal de qualquer pessoa, ao efetuar uma reserva em uma pousada, um banho ao final do dia, uma boa noite de sono e pelo menos café da manhã, a pousada Seaway (não esqueça esse nome) - Praia Tabatinga - Caraguatatuba - efetua sua reserva sem dizer nada e, quando você chega ao local, cobra taxas extra para te fornecer roupa de banho, cama ou café da manhã. Não caia nessa!
Até agora me pergunto qual a utilidade de uma pousada se ela não te oferecer o mínimo de conforto para pelo menos ter uma boa noite de sono!
Enviado por Tacio Philip às 19:59:53 de 31/01/2013
No Sábado, dia 08 de Dezembro, a Aline e eu pegamos estrada logo cedo e por volta das 14h estávamos em uma casa que alugamos, junto com o Flávio Varrichio, Isabelle e Luciana, na parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia.
Quem me conhece sabe que esse é provavelmente o parque que mais visitei até hoje, principalmente por causa das suas montanhas no planalto e que também esse é um dos parques mais problemáticos que conheço, com regras absurdas (para não dizer imbecis) que a cada dia tentar atrapalhar mais os planos de quem quer visitá-lo. O caso é mais crítico na parte alta, mas para a parte baixa, ter a opção de ficar em uma casa dentro do parque, sem as imposições de horários, facilita muito a vida, e foi por esse caso que dessa vez ficamos em uma casa dentro do próprio PNI.
Diferente da maioria das minhas idas, nessa o foco não foram as montanhas, mas sim as fotografias, principalmente a macrofotografia de insetos, o que rendeu boas imagens registradas em suas cachoeiras, trilhas e na própria casa onde ficamos. Boa parte das imagens podem ser vistas no meu site macro.tacio.com.br.
Além disso, no dia 11 de Dezembro, a Aline, Flávio e eu aproveitamos para uma caminhada mais longa, subindo até o cume dos Três Picos de Itatiaia, montanha com cume a 1723 m de altitude e com ótimo visual para o vale. A subida, apesar de íngreme em alguns trechos, é muito mais tranquila que costumam falar e com apenas 4,2 km de extensão, que levaram por volta de 2 h para serem percorridos (diferente das 3 horas e 6 km que costumam divulgar). E essa subida teve ainda um "plus", ao retornar para São Paulo soube que tínhamos subido no Dia Internacional das Montanhas, belo modo de comemorar.
Mesmo enfrentando algumas breves chuvas (que não atrapalharam em nada os passeios e fotos) a viagem foi excelente para tentar desestressar (coisa que estou tentando até hoje sem muito sucesso) e rendeu boas imagens macro e de paisagens, nessa segunda categoria cruzando levemente os limites do abstracionismo muitas vezes.
Minhas fotos macros estão na minha galeria no site macro.tacio.com.br e as paisagens podem ser vistas aqui no link .
Cume dos 3 Picos de Itatiaia
Enviado por Tacio Philip às 18:03:27 de 28/12/2012