Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista
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24/07/2015 23:54:45 - Subida do Pico dos 3 Estados via Paiolinho - Trilha da Panela

Há quase 10 anos, em uma das primeiras vezes que subi/desci a trilha que leva direto à Pedra da Mina via Paiolinho (Fazenda Serra Fina), notei uma bifurcação onde havia uma panela pendurada nas árvores e me questionei para onde ia essa trilha. E, mais que isso, olhando o local da bifurcação na carta topográfica (e anos mais tarde no google earth), me animava a possibilidade dela levar até o Pico dos Três Estados. Este ano chegou a hora de analisar essa hipótese e fazer acontecer.

Com a chegada da temporada de montanhismo/escalada e animado por já ter conseguido fazer bastante coisas este ano, chegou a hora de colocar em prática as ideias para a "Trilha da Panela". Assim, com o auxílio da carta topográfica e google earth, comecei a planejar o que poderia vir a ser um caminho da bifurcação até o Pico 3 Estados, 10ª montanha mais alta do Brasil de acordo com o Anuário Estatístico do IBGE, onde eu já estive 2 vezes.

Além do planejamento, tive também que recrutar alguns amigos para a dura empreitada. A primeira investida, em Junho, foi feita com o Jonas e Alcides e chegamos perto, muito perto de completar a trilha, mas tivemos que desistir por falta de tempo e água, a 2 horas do cume. O relato completo pode ser visto no link Trilha da Panela - Investida I.

Agora, para essa 2ª investida, com o Jonas e o Alcides fugindo da roubada, foi a vez de recrutar o Leandro e o Peter (e também o Bruno, que infelizmente acabou não conseguindo se encontrar conosco por causa das condições escorregadias da estrada que leva à Fazenda Serra Fina) para encarar a trilha e tentar concluir o projeto. Sendo assim, na 3ª feira busquei o Peter no metrô às 18h, o Leandro no seu trabalho às 18h20 e seguimos estrada rumo à Passa-Quatro.

A estrada foi tranquila, com apenas uma pausa para almoço na região de Roseira e no começo da noite estávamos passando por Passa-Quatro e começando a subir a estrada que leva ao bairro do Paiolinho (e fazenda Serra Fina). O começo foi tranquilo mas, devido a umidade, logo o carro começou a sofrer em algumas subidas, tendo que ir no embalo em algumas, de marcha-a-ré em outras ou não subir de vez, o que aconteceu a 250 m da fazenda (nessas horas eu sinto falta do Defender). Sem conseguir subir a rampa final, depois de várias tentativas, resolvemos bivacar por ali mesmo e no dia seguinte, quem sabe, tentar subir o restante com o carro.

No dia seguinte, 4ª feira dia 22 de Julho, acordamos às 6h, arrumamos as coisas e às 7h, horário que era para o Bruno já ter chegado, deixamos o carro e começamos a caminhar. Poucos minutos e estávamos assinando o livro na entrada da fazenda e seguindo nosso caminho trilha acima, pela trilha aberta que leva à Pedra da Mina.

No começo da trilha da Panela - pausa pra café da manhã

Alguns minutos de caminhada se passaram então fizemos nossa pausa pra café-da-manhã no 1º riacho da trilha. De lá, agora alimentados, seguimos mais um pouco pela trilha bem aberta e logo estávamos na bifurcação da panela, onde me surpreendi por não encontrar a antiga panela vermelha e furada mas sim, uma nova panela, também furada, em uma outra árvore (será que roubaram a panela antiga? Ela estava lá mês passado).

Bifurcação da trilha da panela

Na bifurcação mais uma breve pausa para fotos e vídeo e então saímos pela bifurcação que sempre chamava minha atenção. Neste trecho ainda há uma boa trilha, razoavelmente aberta, que leva até uma grande cachoeira, provavelmente visitada mais pelo pessoal da região já que nunca tinha ouvido falar sobre ela. Lá chegando, mais uma pausa curta, o Leandro quase mergulha em uma poça dágua (já adiantando o quanto nos molharíamos mais em frente) e logo começamos a subir, do outro lado do rio, a nova Trilha da Panela.

Mesmo com alguns trechos com o mato começando a crescer (principalmente bambus), a trilha estava bem aberta e visível, não causando nenhum problema para ser seguida e com uma progressão muito mais rápida que na investida anterior. Fomos seguindo e, às 10h, estávamos no que mês passado chamamos de "Cachoeira Verde", por estar no Rio Verde e com um grande poço que justifica seu nome. Lá aproveitamos para uma pausa um pouco mais longa, para comer algo antes de seguir nosso caminho.

Cachoeira do rio verde na Trilha da Panela

A partir desse momento a "trilha" é o próprio rio acima. Fomos seguindo, zig-zagueando o sobe pedra, desce pedra, contorna pedra, às vezes com água até as coxas até que, quase 2 horas depois, chegamos a uma outra grande cachoeira, onde deixamos o rio e seguimos a trilha que vai aos poucos subindo, mas acompanhando o rio ao nosso lado.

Meia hora se passou e chegamos então à crista de onde se vê a crista que sobe para o Pico 3 Estados, do outro lado de um profundo vale, com outras duas cachoeiras ao fundo (uma das ideias iniciais era atravessar este vale mas, na investida anterior, vimos que seria complicado de atravessar e seguimos o plano "B", seguir a crista que levava ao cume ao lado do 3 Estados).

A partir desse trecho a trilha fica bem mais inclinada e segue forte para cima. Fomos subindo e, às 13h30, chegamos no local onde havia bivacado mês passado (são pouquíssimos locais, na trilha inteira, onde é possível bivacar). Lá, animados por chegar na "hora do almoço" (em vez de chegar às 18h, como no mês passado), mais uma pausa para lanche e descanso até voltar a caminhar, como sempre, morro acima.

Descansando no local do bivac anterior na Trilha da Panela

De lá a trilha não segue mais tão aberta como antes mas ainda está razoavelmente visível e, nos trechos piores, onde tem os mares de bambus, continuava bem aberta e marcada. Fomos subindo e descendo os vários pequenos cumes do caminho até que, por volta das 16h, estávamos a uns 50 metros do local onde o Jonas e eu havíamos chegado na tentativa anterior.

Sem seguir muito para a direita, como o Jonas e eu fizemos mês passado, desta vez olhamos para o lado oposto e vimos o que parecia ser uma crista rochosa. Sabendo que o caminho direto seria muito fechado até o cume (fato observado anteriormente), decidimos então seguir para a crista na esperança de encontrar lajes de pedra que nos levasse ao topo.

Com o cansaço já batendo forte fomos seguindo, no começo atravessando muitos trechos fechados de capim elefante, até chegar nas rochas, onde tivemos uma vista animadora: muitas lajes seguindo para cima.

Com o Leandro na frente fomos subindo, priorizando sempre os trechos rochosos que, mesmo bem inclinados em alguns trechos, eram muito mais rápidos de seguir que a selva de capim elefante ao nosso redor (e que cortava nossa progressão entre algumas lajes).

Com o tempo chegando ao limite, e o clima não colaborando muito, fomos seguindo os trecos de rocha, vara-mato, rocha, vara-mato até que o trecho mais inclinado passou e as coisas começaram a ficar mais fáceis. De lá mais alguns minutos e então chegamos, finalmente, ao cume ao lado do Pico Três Estados, por onde passa a travessia da Serra Fina. Foi muito animador ver um vestígio humano (um totem) e saber que tínhamos conseguido o planejado.

Cume do Pico 3 Estados com chuva depois da Trilha da Panela

De lá, com as últimas luzes do dia, seguimos pela trilha super aberta da Serra Fina até o cume do Pico Três Estados, onde chegamos às 18h. Cansados mas muito felizes por concluir a trilha, arrumamos nosso local de bivac em uma das clareiras do cume, preparamos nosso jantar e finalmente entramos nos sacos de dormir para uma boa noite de sono.

A noite foi bem tranquila, quente, seca e conseguimos dormir muito bem. Às 6h o despertador do celular tocou e, junto com ele, chegou uma forte neblina, que logo virou uma garôa, e molhava de verdade. Como se tivéssemos levado um chute no saco com alguém dizendo: "vai, não queriam roubada?" tomamos café da manhã, começamos a arrumar as coisas e, já molhados e com as mochilas molhadas nas costas, começamos nosso caminho de volta, também pela Trilha da Panela (na noite anterior até cogitamos voltar pela Pedra da Mina, mas isso esticaria em muito a caminhada e achamos melhor voltar por onde tínhamos ido).

Cume do 3 Estados antes da descida da Trilha da Panela

Às 7h começamos a descida pela trilha da Serra Fina e logo chegamos ao cume de onde "despenca" a recém aberta Trilha da Panela. Navegando por equipamentos (leia-se usando o GPS bastante porque a neblina não nos deixava ver muito o caminho a seguir) começamos a descida tentando seguir exatamente o mesmo caminho que tínhamos subido (ninguém queria ter que varar outro mar de capim elefante nem de bambus).

Mesmo com o clima ruim, deixando muitas lajes escorregadias, a descida foi mais rápida que a subida e, quanto mais descíamos, melhor o clima ficava. Aos poucos atravessamos os 4 pequenos cumes da crista e então descemos até o ponto de onde se vê as cachoeiras e sai da crista. Lá uma pausa para lanche e, 30 minutos depois, já estávamos de volta ao Rio Verde, de onde seguiríamos, mais uma vez, pelo seu leito.

Com o clima molhado o nível do rio tinha subido um pouco e o fluxo estava mais forte (nunca tente essa trilha se tiver previsão de chuva forte, não há como escapar do rio) e acabamos levando um bom tempo (cerca de 2 horas) até chegar na Cachoeira do Poço Verde, onde fizemos mais uma pausa pausa para lanche.

Sabendo que o final da trilha estava cada vez mais próximo seguimos trilha acima e chegamos então até a grande cachoeira, de onde a trilha melhoraria mais ainda. Mais alguns longos minutos de caminhada, animados por saber que cada vez o caminho ficaria melhor, chegamos então à bifurcação da Panela, cansados mas com a missão cumprida e, principalmente, sem ninguém se machucar (pelo menos seriamente), já que o relevo era bem complicado.

De volta à Panela depois da abertura da Trilha da Panela

Depois de uma breve pausa para comemorar e fazer um vídeo final seguimos nosso caminho, agora pela aberta trilha do Paiolinho, seguindo os 3 km até a Fazenda Serra Fina em pouco menos de 1h, chegando no carro às 15h50, 7h50 depois da nossa saída do cume do 3 Estados.

No carro finalmente pudemos trocar as roupas molhadas por algo seco e então seguimos nosso caminho de volta à civilização, cansados mas felizes de termos completado este projeto que me atiçava há muitos anos.

No retorno uma pausa para calibrar os pneus antes de descer a serra (e já pensando no próximo projeto que será exatamente ali) e, já na Dutra, pausa para nosso almoço-janta em Roseira, em um restaurante que já estou bem acostumado de frequentar. De lá mais alguns longos quilômetros até Bom Jesus dos Perdões (ao lado de Atibaia), onde mora o Peter, mais pouco mais de uma hora até São Paulo e, umas 21h20, finalmente estava em casa para o merecido banho e descanso.

Este ano está sendo muito bom para meus projetos de montanha. Em Abril, com o Jonas e o Lucas abrimos a Travessia Davi-Parofes e, agora em Junho e Julho, com o Jonas, Alcides, Leandro e Peter foi a vez da Trilha da Panela. E os projetos do ano não acabaram. Espero, ainda este ano, completar pelo menos mais um deles, de uma montanha que tentei ano passado com o Mateus mas que não conseguimos completar. Que a temporada continue como está!

E algumas das poucas fotos desta 2ª investida estão no link Trilha da Panela - Paiolinho-3 Estados.

Enviado por Tacio Philip às 23:54:45 de 24/07/2015



21/07/2015 14:48:56 - Desenferrujando o pedal no Limoeiro e saída para Vila Itororó

Tentando desenferrujar no pedal (afinal não tenho pedalado com a frequência que eu gostaria, principalmente na terra), no Sábado cedo busquei o Dom às 8h em sua casa e pegamos estrada rumo Jundiaí.

Apesar do seu atraso por causa de pneu vazio a viagem foi tranquila e só fizemos algumas breves pausas para eu fotografar o odômetro do carro, que completou 111111 km (coisa de fotógrafo nerd), chegando no "Sucos Rondon" às 9h35, onde o Alessandro, que vinha de Itu pedalando, tinha acabado de chegar.

Sem perder tempo tiramos as bikes do carro e logo começamos a pedalar, sentido Limoeiro. No caminho ultrapassamos uma procissão de carros, cavalos e carroças e, quando o Dom pensou que faríamos uma pausa para ele tomar algo, logo disse pra continuarmos (tive até que mentir para ele dizendo que não tinha dinheiro para emprestar para ele comprar um gatorade) ;-)

De volta ao pedal fomos seguindo o sobe-desce (agora mais desce) e, com 35 km de pedal saímos na Rondon, de onde o Alê segui direto para Itu completando seus 80_e_poucos km enquanto o Dom e eu seguíamos no sentido contrário para voltar onde o carro estava.

O cansaço já começava a bater, fizemos uma pausa para pegar água e alguns quilômetros depois, perto do pedágio, o pneu traseiro do Dom começou a esvaziar. Enchemos uma primeira vez na mão com a bomba, seguimos uns 200 metros e esvaziou novamente. Paramos em uma loja de pneu (onde vi que a válvula estava solta), enchemos novamente e mais uns 200 m e o pneu esvaziando. Nessa hora, como faltava menos de 10 km para terminar o pedal (e o Dom já estava morrendo), não compensava ficar procurando o furo pra consertar então decidimos que eu seguiria até o carro e voltaria para o resgate.

Com o resto da energia dei uma puxada no pedal e alguns km depois o Dom me ultrapassa, em uma caminhonete, com quem tinha conseguido uma carona! Mais animado em acabar logo, forcei de vez o final até chegar, morto, novamente no Sucos Rondon, onde o Dom já comia um Açaí e tinha acabado de pedir o meu (tinha mandado pra ele uma mensagem no cel falando que estava chegando).

Com as pernas ameaçando ter câimbras comemos sem pressa, guardamos a bike e seguimos de volta para São Paulo. No final foram 56,6 km de pedal (35 km em terra) com média de 16,6 km/h e 989 m de desnível acumulado. Apesar do sofrimento, era o que queríamos e serviu bem para mostrar que temos que treinar mais.

O resto do final de semana foi me recuperando do sono atrasado dos dias anteriores cuidando de mais um gato que resgatei e do cansaço do pedal. E hoje dia de estrada novamente para tentar completar um projeto de alguns anos e que comecei a executar no mês passado.

No final de semana que vem estarei de volta em São Paulo para guiar um grupo de fotógrafos em uma Saída fotográfica para a Vila Itororó. Ainda há vagas e dá tempo de participar! Algumas fotos que fiz neste local estão no link Vila Itororó.

Enviado por Tacio Philip às 14:48:56 de 21/07/2015



17/07/2015 22:20:36 - Escalada em Campinas, passeios e fotografias

O feriado prolongado de 9 de Julho foi aproveitado na região de Capivari, pra onde fui já na 4ª feira, perto da hora do almoço, tentando fugir do trânsito (mais tentando que conseguindo de verdade).

Na ida, como a Lorena só chegaria em sua casa à noite, fiz uma pausa na casa do Alê em Itu, aproveitando para trocar o óleo do carro e falar bastante besteira. De lá mais uns 40 km e, no começo da noite, já estava em Capivari.

O dia 9, feriado, foi dia de preguiça e, na sexta-feira, dia 10, fomos para Campinas escalar na Pedreira do Jd Garcia, felizmente desta vez com o clima muito mais ameno que a vez anterior que fomos para lá, no verão.

Chegando na Pedreira entrei na via No Brejo, um 5º grau gostoso mas que vai bombando os braços aos poucos, sendo seguido depois pela Lorena. Na sequência entrei também na Perdidos no Brejo (6º), logo ao seu lado.

De volta ao chão fomos então para o começo da pedreira, onde escalei as vias Expressolândia (4º), Fendolândia (5º), novamente a Expressolândia pra limpar a parede, Cocalzinho (5º sup) e 12 de Outubro (6º).

Ainda com vontade de entrar em mais alguma via e, principalmente, colocar a Lorena pra escalar mais, fomos então pra via Cantil na Cabeça (5º), que foi escalada por mim, pela Lorena e por mim novamente pra finalizar os braços.

Apesar de ser uma pedreira, lá é um local bem legal (inclusive é onde escalei meu primeiro 7c há muitos anos atrás). Tem vias de diferentes graduações e estilos, predominando batentes e regletes. A única reclamação, desta vez, foi ter perdido um mosquetão com um cordelete (se achou me avise, ok?).

Saindo da Pedreira uma pausa pra compras e um lanche com capuccino gelado (muito bom) na Leroy e, de volta a Capivari, uma festa junina à caráter de noite.

O resto do feriado prolongado foi em Capivari, principalmente curtindo uma feira de carros usados na praça central e fazendo também umas fotos em uma das igrejas, em um dia que o Alê foi para lá também com a Fer e a Isa. O feriado acabou, na 2ª cedo voltei pra São Paulo e, tirando a correria de 2ª por causa de um projeto que tinha que ser enviado neste dia, o resto da semana foi razoavelmente tranquila.

Na 3ª feira dei uma treinada na 90 graus e na 4ª feira fui com o Luiz conhecer a Vila Itororó, local onde fiz algumas fotos (veja as fotos neste link), onde levarei um grupo de ex-alunos e outros interessados em fotografia para um safári fotográfico no dia 25 (inscrições abertas).

Na 5ª feira minha mãe e eu fizemos um bate-volta em Pedra Bela pra resgatar a Belinha, uma gatinha que eu tinha resgatado na aula prática da turma 23 do curso básico de escalada e deixado em um veterinário por lá (mas para o tratamento não ser interrompido, o olho dela precisa ser tratado e o veterinário não fica lá todos dias, achei melhor trazer pra casa) ;-)

E amanhã é dia de pedal, as coisas já estão quase separadas e daqui a pouco ir pra cama para acordar cedo amanhã!

Enviado por Tacio Philip às 22:20:36 de 17/07/2015



07/07/2015 18:26:22 - Escalada no Cuscuzeiro em Analândia, curso de escalada, cursos de foto e treinos

Nos dias 21, 23 e 24 de Junho dei a 23ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha. Esta foi uma turma bem compacta, com apenas dois alunos, e fizemos tanto as aulas teóricas quanto a prática, em Pedra Bela, durante a semana (muito bom encontrar a Pedra Bela vazia).

No final de semana fui para Capivari e, no Domingo, dia 26, depois de acordar quase na hora do almoço a Lorena e eu pegamos estrada rumo Analândia, a 130 km de Capivari. A viagem levou quase 2h e, logo que chegamos no local, fizemos uma boa pausa para comermos um lanche antes de seguir a trilha até a base do Cuscuzeiro, já no começo da tarde.

Na base, um pouco perdidos (era a 3ª vez que escalaria lá), demos uma andada para nos localizar e depois entrei na via "Tarzan" (4º), logo seguido pela Lorena, que leva até a base da via "Bundão" (6º), que escalei em seguida saindo no topo do Cuscuzeiro. Com um pouco da minha ajuda a Lorena logo subiu e, depois de um passeio rápido no topo, descemos via rapel até novamente sua base.

Novamente na base e sem muito tempo para perder resolvi entrar em uma via que eu já havia escalado e lembrava que era legal, a "Manga com Leite" (6ºsup), uma via levemente negativa mas com agarrões, exatamente o que eu queria brincar no dia.

A subi uma primeira vez, guiando e, de cima, dei segurança para a Lorena tentar e brincar de cair em seus movimentos mais atléticos. Com o final do dia chegando, mas ainda com braço para acabar, voltei ao chão e, para não perder tempo, subi novamente a via, agora em top, só para fazer um pouco mais de força. Chegando ao final a Lorena me desceu e, novamente, a subi, ai sim deixando os braços bem bombados pelas escaladas na sequência.

Com o Sol já se escondendo guardamos os equipamentos, fiz algumas fotos e logo seguimos nosso caminho de volta pra Capivari fazendo apenas uma pausa em Piracicaba para o jantar.

Apesar do grande número dos caros pedágios e ainda pagar para entrar, o Cuscuzeiro é um local bem interessante. A escalada em seu arenito é bem gostosa e tem vias para todos gostos e graduações, vale a visita e o retorno!

O restante da semana foi tranquila, com treino na 90 graus, participando da banca de defesa do TCC de uma ex-aluna de curso macro (e voltando de Diadema a pé correndo uns trechos), pedal pra comprar ingresso pra show e um final de semana em parte em São Paulo e em parte em Capivari. Além disso algumas aulas particulares de macrofotografia para uma aluna que está querendo aprender tudo sobre a técnica.

Esta curta semana foi ocupada ontem com mais treino na 90 e hoje mais aula particular de macro. Amanhã, com a pré-chegada do feriado da 5ª feira, arrumo as malas e pego estrada novamente (ainda sem rumo definido).

Enviado por Tacio Philip às 18:26:22 de 07/07/2015



25/06/2015 16:56:02 - Meia maratona de trekking com 1400m de desnível na serra do lopo - Extrema

Ontem, aproveitando a folga do Leandro, às 10 h o busquei em sua casa e seguimos estrada rumo Extrema, no Sul de Minas Gerais, para subir uma trilha que eu havia conhecido este mês com a Lorena, trilha do Pinheirinho. Entretanto, além desta trilha, que sai de Extrema e sobe a serra, a ideia era esticar a caminhada até a "Pedra do Cume" (Pico do Lopo), o que daria uns bons quilômetros a mais de caminhada.

Depois de enfrentar um pouco de trânsito na saída da cidade (o CET tinha fechado duas faixas na Dutra, bem no meio da semana, para colocar uma placa em um viaduto), pouco antes das 12h30 chegamos na Praça Central de Extrema, onde fizemos a merecida pausa para almoço e logo seguimos para o começo da trilha.

Apesar de, no dia anterior, termos olhado a previsão do tempo em dois sites onde um deles dizia que choveria e o outro que não, preferimos acreditar no mais otimista só que ele nos enganou. Mesmo com uma garôa fina, o que com certeza nos molharia, decidimos continuar o planejado, colocamos os anoraks e começamos a caminhar (parte dessa decisão foi pelo fato de levarmos uma muda de roupa extra para podermos trocar no retorno, agradecemos a Gi - esposa do Leandro - por nos lembrar desse fato) ;-)

Iniciamos a subida às 12h41 saindo de 979 m de altitude e, uns 10 minutos depois, vendo que a garôa estava "séria", fizemos uma pequena pausa de uns 2 minutos para colocar as mochilas por baixo dos anoraks, seguindo a trilha logo em seguida.

Apesar da garôa nos molhar um pouco, o que mais nos molhava era a vegetação que nos usava como toalhas quando passávamos por ela. Sem demorar muito o frio começou a pegar mas logo a subida mais inclinada se encarregou de nos aquecer.

Fomos seguindo a trilha que eu havia feito no começo do mês, passamos pelo 1º ponto de água, pelo 2º, pela Pedra do Sapo, pelo último ponto de água e continuamos subindo até sair na estrada, já na crista da serra depois de 3 km de trilha, a 1500 m de altitude às 13h44.

De lá foram mais 3,2 km pela estrada, passando pelas rampas de vôo livre, até o começo da trilha já em cima da serra, a 1670 m de altitude, onde chegamos às 14h25. Agora, apesar de voltarmos para trilha em meio a mata, ela seguiria mais tranquila em um sobe desce constante, passando pela Pedra das Flores, até chegar à Pedra do Cume às 15h23 e completando 10 km de caminhada.

No topo uma pausa de menos de 2 minutos e logo pegamos o caminho de volta, fazendo uma pausa sob uma pedra (bem mais abrigado que o cume, onde ventava muito e fazia muito frio) para o merecido lanche.

Devidamente alimentados (e molhados) voltamos a caminhar, acelerando um pouco o ritmo para nos aquecer do frio e vento que nos acertava nos trechos mais abertos, chegando às 16h29 novamente na estrada, seguindo novamente os 3 km até a torre, entrando novamente na Trilha do Pinheirinho.

A descida não pode ser muito rápida já que o chão estava bem escorregadio mas logo chegamos na bifurcação ao lado do 3º ponto de água da subida, onde desviamos nosso caminho em direção à Pedra da Sacerdotisa, aumentando um pouco mais a distância e desnível da trilha.

Com as últimas luzes do dia, às 17h40, fizemos uma pausa para pegar as headlamps e voltamos a seguir pra baixo (de agora em diante seria só descida). Fomos descendo em ritmo constante mas sem poder acelerar muito e, às 18h45, 6h03 depois de nossa saída, estávamos de volta ao carro para poder trocar de roupa e irmos comer!

Ao final foram 21 km (uma meia maratona) de trilhas percorridos em 6h03, com um desnível acumulado de 1385 m, tendo sido um excelente treino para uma 4ª feira nublada. Hoje os pés e joelhos cobraram um pouco o preço da forte caminhada (no começo do dia eu estava andando como o Ozzy Osbourne) mas já estou me recuperando e pensando na próxima!

Enviado por Tacio Philip às 16:56:02 de 25/06/2015



19/06/2015 19:48:02 - Escaladas na Falésia Paraíso - Pindamonhangaba

No dia 17, 4ª feira, aproveitando uma das folgas do Leandro, às 10h o busquei em sua casa e pegamos estrada rumo Pindamonhangaba, onde chegamos por volta das 12h para o merecido almoço.

Devidamente alimentados seguimos caminho e fomos então para a Falésia Paraíso para um bom dia de escaladas. Chegando no local logo subimos para o setor Eclipse onde aquecemos na via Pedra na Sapata, um 5ºsup muito legal por ser bem vertical, até levemente negativo, com agarrões e depois entramos na Vaca estranha, um 7a ao seu lado que ganha esse grau só pelo último movimento na chegada da parada.

De volta ao chão fomos então para o setor Batcaverna onde resolvemos brigar com a Comissário Gordon, um 8a de aderência e cristais muito doloridos. Eu entrei na via umas 4x, assim como o Leandro, com a diferença que o Leandro ganhou a briga a encadenando enquanto eu só levei espanco, não conseguindo nem isolar o seu final (e deixando meus dedos bem doloridos - mãos e pés!).

Depois disso, para "relaxar", entrei na Bat-martelo, um 6ºsup de regletes que foi o suficiente para fechar meu dia de escaladas.

Com o final do dia chegando o Leandro entrou ainda na Charada, um 7c bem atlético que pretendo entrar na minha próxima ida para lá.

Já com as headlamps na cabeça descemos de volta pro carro e fomos então para Pinda para o merecido açaí, voltando em seguida para São Paulo.

A Falésia Paraíso é um local que merece ser visitado por todos escaladores, possuindo vias de todas graduações e estilos. O croqui, assim como as regras de conduta do local, podem ser vistos no link falesiaparaiso.blogspot.com.br. E nada melhor que poder escalar neste local em uma 4ª feira (local vazio). Toda semana devia ter outro "final de semana" no meio ;-)

Enviado por Tacio Philip às 19:48:02 de 19/06/2015



16/06/2015 22:07:24 - Trilha da Panela - investida I

Há muito tempo, na trilha do Paiolinho para a Pedra da Mina, vi uma bifurcação onde se encontra uma panela velha pendurada na árvore e pensei: "para onde vai essa trilha?". E, mais que isso, olhando na carta topográfica, ela direciona para um dos cumes da Serra Fina. Juntando essas observações, alguns anos depois da ideia inicial, chegou a hora de ver onde vai dar.

Sendo assim, na Sexta-feira, dia dos namorados, o Jonas, Alcides e eu deixamos nossas namoradas/esposas e seguimos nós 3 rumo à Passa-Quatro, mais especificamente para a Fazenda Serra Fina, onde chegamos no meio da noite depois. Sem perder muito tempo armamos nosso "acampamento" (o Jonas no porta-malas do carro e o Alcides e eu bivacando no chão ao lado) e fomos dormir.

No dia seguinte acordamos cedo, guardamos as coisas na mochila e às 7h começamos a caminhar pela trilha do Paiolinho. Rapidamente passamos pelo 1º riacho e, ao chegar no 2º, fizemos uma pausa para o café da manhã, seguindo nosso caminho logo em seguida até a famosa bifurcação da panela.

O começo da trilha é super aberta e em poucos minutos chegamos até uma grande cachoeira. Mais alguns minutos de pausa para curtir e fotografar o local e logo decidimos o caminho a seguir, levando sempre em conta o que havia planejado a partir da carta topográfica e google earth (a partir de lá não havia mais trilha).

Fomos seguindo nosso caminho, sempre alternando quem ia sofrendo mais na frente e, depois de varar um bom trecho de mato, passar por outro pequeno riacho e atravessar alguns bambus chegamos ao rio Verde em um lindo poço com cachoeira, onde fizemos mais uma pausa para fotos e descansar alguns minutos.

Sempre de olho no track que havia desenhado para o GPS, decidimos neste trecho seguir direto pelo rio, o que nos molharia um pouco mas provavelmente facilitaria a nossa progressão, e assim fomos seguindo, nos molhando até as coxas, por mais de 1 km acima pelo Rio Verde, tomando sempre o cuidado de não seguir nenhum de seus afluentes por engano (e são vários!).

Fomos seguindo, seguindo, seguindo até que, em uma das bifurcações do rio ele ficou com cachoeiras mais altas e o mais prudente era voltar para dentro da mata. Novamente fomos alternando a dianteira, sempre buscando o caminho menos fechado (não combina dizer "mais aberto" com o que enfrentamos lá), sempre ouvindo o rio ao nosso lado e seguindo lentamente para cima.

Após uma longa caminhada e, com o final da tarde se aproximando, chegamos a crista final próxima a outro encontro de rios. Neste trecho, pelo planejamento inicial, tínhamos as opções de atravessar um dos rios e subir ou, o que achamos melhor no momento, já que assim não precisávamos descer até o rio, subir direto por essa crista paralela.

Com as últimas luzes do dia começamos a subir e já pensando em encontrar um local para o nosso bivaque, o que não foi fácil. Logo tivemos que acender nossas headlamps, continuamos subindo até encontrar, às 19h, um pequeno platô onde conseguimos nos encaixar para uma linda noite estrelada.

Apesar do local ser pequeno e não muito plano (o Jonas que o diga, que acabou ficando em um local onde escorregava para baixo), a noite foi bem dormida. Logo que chegamos preparamos nossa janta, deitamos e o Jonas apagou logo em seguida enquanto o Alcides e eu ficamos batendo papo e olhando o céu estrelado e diversas estrelas cadentes até por volta das 21h, quando resolvemos também nos retirar para nossos aposentos.

Mesmo cansado não dormi muito nesta noite, provavelmente por causa do comprimido de cafeína no dia anterior, e diversas vezes acordei e fiquei curtindo o céu estrelado (e com mais estrelas cadentes) até que, às 5h45 o despertador do Jonas tocou, mas continuamos dentro dos sacos de dormir observando o céu começar a clarear antes de começar a preparar nosso café da manhã e nos preparar para mais um dia de caminhada.

Como o caminho de retorno seria o mesmo decidimos subir apenas com uma mochila com um pouco de água (nossa reserva estava acabando já que não tínhamos passado pelo outro encontro de rios na tarde anterior), algum lanche e uma blusa para frio. Nesta hora o Alcides disse que não tinha condições de continuar subindo e que começaria a descer na frente e, às 7h20, o Jonas e eu começamos então nosso caminho crista acima, ainda com a esperança de terminar a subida na trilha da travessia da serra fina.

O começo da subida foi tranquila mas logo percebemos que a crista não seguia direto e gradualmente para cima. Em vez disso, ela passaria por diversos pequenos cumes (4 ao total) com colos sempre repletos de bambus (uma das piores coisas que podíamos esperar). Mesmo assim, ainda com alguma esperança e ora eu animando o Jonas e ora sendo animado por ele, fomos seguindo a passo de tartaruga enroscada no bambu, atravessando intermináveis matas de bambus trançados na nossa frente - em alguns casos conseguíamos abrir uma trilha entre eles e em outros abríamos um túnel sob eles!

Atravessamos dessa maneira os vários colos entre os pequenos cumes e então chegamos na rampa final. Nos trechos de subida (às vezes) a mata melhorava, permitindo um avanço menos devagar e então chegamos a trechos que intercalavam pequenas árvores com capim elefante, outro pesadelo para nós. Nesse momento o Jonas já estava totalmente desacreditado mas ainda me seguia montanha acima (eu ainda tinha esperança de chegar em algum campo de altitude onde visse apenas lajes de pedra que nos levaria até o cume).

Fui continuando morro acima, agora além dos machucados por causa dos bambus eu cortava toda minha mão com o capim elefante (burrice não ter levado uma luva) e, alternando algumas pequenas lajes e capim elefante, subi até um trecho de onde consegui visualizar o caminho que faltava até o cume (uns 500 metros). Neste trecho parei, sentei no chão e logo que o Jonas se aproximou falei: só estou esperando você chegar aqui pra dizer que não dá mais!

O resto de esperança que tinha de chegar ao cume acabou quando vi que os próximos 500 metros não melhorariam: continuaria a alternância de pequenas lajes e muito capim elefante. Com pouca água (nesse momento nós dois tínhamos uns 400 ml na mochila e mais 1 litro no local do bivac) e o tempo passando muito rápido, às 11h20 decidimos que ali era nosso "cume" e que tinha chegado a hora de descer.

Foram 4 horas de caminhada para andar menos de 1,5 km (em linha reta estávamos a menos de 1 km do local de bivac) e, pelas nossas estimativas, levaríamos pelo menos mais 2 horas para chegar ao final da crista e, de lá, mais uns 30 minutos, no mínimo, para o cume pela trilha da Serra Fina.

Ficamos alguns minutos sentados descansando, molhando a boca com um pouco de água, comendo umas bolachas, fazendo algumas fotos e curtindo o visual abaixo de nós com o vale do rio Verde e a crista da Serra Fina ao nosso lado até começarmos a descer, por volta das 11h30.

A descida, agora com uma trilha aberta, foi muito mais rápida mas mesmo assim nem tanto. Em 1h30 andamos os 1,5 km e estávamos no local do bivac, acabamos de guardar as coisas nas mochilas, bebemos mais um pouco de água e às 13 h seguimos nossa descida, pelo mesmo caminho que tínhamos subido no dia anterior.

Com nossa passagem o caminho ficou razoavelmente aberto, em alguns momentos, quando aparecia alguma dúvida, recorríamos direto pro GPS para evitar sair do caminho já traçado e seguimos descendo, descendo, descendo até chegar novamente ao rio Verde, onde o Alcides tinha deixado dois Bis de chocolate branco (mostrando que até ali, pelo menos, ele não tinha morrido descendo sozinho) :-P

No rio pudemos nos reidratar como merecíamos, comemos um lanche e logo seguimos os 1,5 km pelo seu leito até o que chamamos de "Poço verde", de onde seguimos novamente pela mata, sempre pelo caminho que tínhamos passado no dia anterior.

Mais algumas horas se passaram e chegamos então à cachoeira. Já bem cansados, o que nos animava era saber que, quanto mais andássemos, melhor ficaria a trilha na nossa frente, então fomos seguindo, com as últimas luzes chegamos na bifurcação da panela e de lá, já com as headlamps na cabeça, seguimos os 3 km finais até a fazenda Serra Fina, onde o Alcides nos esperava e chegamos às 18h20.

Na fazenda uma boa pausa para descanso, trocar de roupa, beber água, comer e finalmente seguir estrada de volta pra São Paulo com o Jonas e o Alcides alternando a direção (eu estava destruído). Ao final me deixaram em casa por volta das 23h30 e, depois de descansar mais um pouco na cama consegui me animar para o merecido banho e ai sim, uma boa noite na cama.

Apesar de não concluirmos o projeto inteiro, essa primeira investida na Panela rendeu bem. Dificilmente conseguiríamos abrir o caminho todo e voltar em um final de semana mas fomos bem mais longe do que eu esperava. Com certeza, com mais uma investida, completaremos a lição de casa. Agora a dúvida é se iremos novamente pelo mesmo caminho ou se tentaremos encontrar a trilha já aberta vindo por cima, fazendo apenas o retorno pela "Panela". Antes do final da temporada espero definir (e resolver) isso ;-)

Algumas fotos podem ser vistas no link Trilha da Panela - investida I.

Enviado por Tacio Philip às 22:07:24 de 16/06/2015



11/06/2015 20:52:52 - Trilha do Pinheirinho, Pedra do Sapo e Sacerdotisa em Extrema

No dia 28 de Maio, 5ª feira, peguei estrada pra Pedra Bela com a ideia de treinar escalada em solitário no dia seguinte de manhã, antes da chegada dos alunos do curso de ed Física da Polícia Militar de SP. Entretanto, a chuva não deu trégua e, depois de uma longa noite dormindo no porta malas do carro acordei, fui no centro tomar meu café da manhã e voltei para a base da pedra onde esperei os oficiais da PM chegar.

A aula também foi prejudicada pela chuva, impedindo a prática em rocha mas, mesmo assim, puder ter um bom bate papo com o pessoal falando e mostrando alguns equipamentos e seus usos na escalada em rocha. Depois, já que escalada era impraticável, fizemos uma trilha para o pessoal conhecer a pedra em si.

O resto do final de semana foi em Capivari, aproveitando cinema (filme Terremoto) e depois voltei para São Paulo onde passei uma semana me recuperando de uma gripe e fazendo mudança da sala de aula. No final de semana/feriado a Lorena veio pra São Paulo, fomos também no cinema (MadMax) e, no Sábado, pegamos estrada para um bate-volta em Extrema - MG.

A Serra do Lopo faz divisa entre SP (Joanópolis) e MG (Extrema) e já havia feito sua trilha, pela crista, até o Lopo algumas vezes, sendo muito tranquila e com pouco desnível. Mas olhando a serra, sempre pensei em subir desde a cidade, o que deixaria a coisa bem mais divertida e foi o que fizemos.

Saímos de São Paulo pouco antes da hora do almoço, fizemos uma pausa breve na praça central de Extrema para almoçar (a feijoada pesou um pouco no começo da trilha) e às 13h25 começávamos a caminhar pela trilha que leva a Pedra do Sapo.

A trilha no começo é um pouco confusa e não muito pisada (onde o track de GPS que havia baixado ajudou bastante) mas logo fica bem marcada e única, sempre seguindo para cima (inclusive bem inclinada). Aos poucos fomos subindo, passamos por dois pontos de água e logo chegamos na Pedra do Sapo, onde não paramos muito e continuamos a subida.

Mais para cima seguimos para a Pedra da Sacerdotisa, que fica bem em um dos extremos da serra (oposto ao Lopo) onde se tem uma linda vista do vale com Monte Verde ao fundo, onde chegamos por volta das 15h. Lá uma pausa para fotos, comer algo e depois mais trilha, voltando pelo caminho que tínhamos subido até uma bifurcação onde passa a ser a "trilha do Pinheirinho", que nos levou até algumas torres já no topo da serra, na estrada.

De lá seguimos ainda pouco mais de 1km até uma das rampas de voo livre e, com a Lorena já bem cansada e o final da tarde chegando, resolvemos voltar o longo caminho que nos esperava. A essa hora já tínhamos andado mais de 7 km e subido 850 m de desnível.

Na rampa uma pausa, pouco abaixo, já voltando, outra pausa pra lanche e, com o Sol nos deixando, seguimos de volta para a torre e abaixo pela trilha do Pinheirinho, tendo que colocar as headlamps quando chegamos próximo da água na bifurcação da Sacerdotisa.

De lá mais trilha para baixo, parando poucas vezes, exceto na Pedra do Sapo, que resolvemos subir. Apesar de um lance de escalada no começo (que é ruim de descer mas tranquilo de subir) o restante é tranquilo, com um visual muito aberto da cidade abaixo de nós.

De lá mais trilha e por volta das 19h30 estávamos de volta ao carro, 14 km de trilha depois e com 950 m de desnível acumulado, o que é uma boa caminhada para meio dia (a ideia agora é voltar lá e, além dessa trilha, seguir até o Lopo e voltar - ou quem sabe atravessar direto pra Joanópolis, vamos ver...).

Em Extrema mais uma pausa na praça pro merecido jantar e de lá estrada de volta pra São Paulo, passando o resto do final de semana aproveitando a preguiça e carregando mais coisas entre a antiga sala de aula e a nova.

A semana foi bem utilizada começando a organização e montagem da nova sala de aula, agora em um apartamento meu que estava vago, e ainda vai levar alguns dias para ficar pronto (mas já está ficando com cara de sala de aula).

E como a Lorena e eu já comemoramos o dia dos namorados na semana anterior (e a Lo tem várias provas e trabalhos para a próxima semana), amanhã, sexta-feira, fugirei para as montanhas com o Jonas e o Alcides. Mais uma antiga ideia de caminho que tentaremos colocar em prática. Na verdade não acho muito que conseguiremos abrir os planejados 4,7km de trilha em um final de semana mas, quanto conseguirmos será um avanço para a continuação depois. Vamos ver o que acontece (mais infos só depois de concluída) ;-)

E algumas fotos da subida da serra em Extrema estão no link Pinheirinho e Pedras em Extrema.

Enviado por Tacio Philip às 20:52:52 de 11/06/2015



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